terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Inferno vermelho

Valentino Rossi aproveitou o período de férias da MotoGP para conceder uma entrevista à versão italiana da revista ‘Rolling Stone’. Falando à tradicional publicação, o italiano recordou sua passagem pela Ducati e contou que logo em seu primeiro teste com a Desmosedici já percebeu que a vida seria muito mais difícil do que o esperado.

“Fiquei chocado a primeira vez que pilotei a Ducati”, falou. “Depois de três voltas eu pensei: ‘Estamos na merda’. Foi todo o tempo que precisei para ver que tinha cometido um erro”, continuou.

Rossi avaliou que seu tempo na Ducati só serviu para deixá-lo mais velho (Foto: Ducati)
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“Não tinha tido a chance de testar a moto antes de assinar o contrato, mas, mesmo assim, coloquei a caneta no papel”, comentou.

Rossi afirmou que os problemas da moto eram claros desde o começo e seu primeiro pensamento foi de tentar resolver essas falhas. “Os problemas eram claros desde o início. Eu só pensei: ‘Ok, vamos tentar melhorar esta moto’”, explicou. “Nós trabalhamos nisso durante toda a primeira metade da temporada, mas depois de dez provas eu comecei a perceber que eu nunca venceria uma corrida com ela”, seguiu.

Super sincero, Rossi reconheceu que eram verdadeiros os rumores de que ele pretendia rescindir seu vínculo com a fábrica de Borgo Panigale, mas admitiu que foi bom não ter uma maneira de fazer isso.

“Os rumores sobre eu querer rescindir meu contrato eram verdadeiros. Mas eu não podia. Absolutamente, não havia como fazer isso”, reforçou. “E isso, na verdade, foi uma coisa boa. Teria sido um grande erro. Teria sido muito fácil dizer ‘vou ficar em casa’ quando as coisas não estavam indo bem. Mas você nunca deve desistir”, ponderou.

“Meu tempo lá não me tornou mais forte, apenas mais velho”, concluiu.

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Difícil de bater

Não é segredo para ninguém que Valentino Rossi e Casey Stoner não morrem de amor um pelo outro, mas nem por isso o italiano deixa de reconhecer o talento do rival. Em entrevista à versão italiana da revista ‘Rolling Stone’, o piloto da Yamaha classificou como incrível o trabalho feito pelo australiano com a Ducati.

“Stoner fez um trabalho incrível na Ducati”, elogiou. “Quando eu olhava para a telemetria dele, pensava em como ele atingia aqueles tempos!”, contou.

Rossi reconheceu trabalho feito por Stoner na Ducati (Foto: Honda)
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“As pessoas costumam pensar que ele era muito rápido, mas não particularmente inteligente. E é por isso que, eventualmente, ele foi bem sucedido. A realidade é que na Ducati ele tinha que ir além dos limites. Ir cada vez mais rápido. E, se você pilota deste jeito, eventualmente você cai!”, comentou.

Valentino lembrou que ele e Stoner tiveram carreiras completamente diferentes. Casey chegou em Borgo Panigale em seu segundo ano na MotoGP, vindo de uma temporada de estreia com a LCR. Rossi, por sua vez, desembarcou na fábrica de Bolonha com sete títulos da classe rainha na bagagem.

“Nós tivemos caminhos completamente opostos em nossas carreiras: ele sempre andou por uma fábrica, a Honda, guiado por Lucio Cecchinello. Quando estava na Ducati, acho que ele pensou: ‘Dane-se! Esta moto é boa. Tenho que vencer!’”, falou. “Eu, por outro lado, vinha de anos de sucesso com a Honda e a Yamaha e imediatamente vi que aquela moto não era a melhor”, explicou.

“Tenho certeza que, se Stoner subisse na moto de Dovizioso amanhã, ele ainda conseguiria terminar a corrida na sexta colocação. Ele costumava pilotar de uma maneira incrível. Ele é único”, frisou.

Valentino, entretanto, disse que não sente falta de Stoner fora da pista, mas admitiu que sente falta de correr contra o rival.

“Eu sinto falta dele? Na pista, sim. Ele tem um talento fantástico e é difícil de bater. Mas fora da pista, não, não sinto falta dele”, assegurou. “Sem ele tem uma camaradagem muito melhor entre os pilotos”, encerrou.

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Visita real

O príncipe William esteve no último sábado (30) na abertura da Motorcycle Live, uma feira anual de motos que acontece em Birmingham, na Inglaterra. O duque de Cambridge passeou pelos stands e não perdeu a oportunidade de subir em alguns dos novos modelos apresentados no salão.
 
Príncipe atendeu desejo do público e provou a Diavel (Foto: Ducati)
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O segundo na linha de sucessão do trono britânico, que é declaradamente um apaixonado por motos, visitou o stand da Ducati e ao ouvir o público gritar ‘Vamos, suba nela’, não hesitou em subir na Diavel. O duque de Cambridge ainda conheceu Shane Byrne, campeão pela marca no Campeonato Britânico de Superbike.

“Foi um verdadeiro prazer e uma honra receber o príncipe William no nosso stand”, comentou Tim Maccabee, diretor do braço inglês da Ducati. “Ele ficou feliz em dar uma olhada e certamente pareceu alegre em subir nos diferentes modelos. Ele comentou como a Diavel era leve, mas acho que a preferida dele é a 1199 Superleggera”, completou.

A marca de Borgo Panigale, aliás, não é nenhuma desconhecida para o duque, que é dono de uma 1198SP. No início do ano passado, William teve de desembolsar £ 6 mil (cerca de R$ 23 mil) para reparar sua moto, que teve os cabos roídos por ratos.

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William foi conhecer os lançamentos da indústria no Motorcycle Live (Foto: Ducati)
Durante sua visita à feira, William ainda conheceu Bradley Smith, piloto da Tech3 no Mundial de MotoGP, e quis saber como é ser um piloto da principal divisão do motociclismo.

Por fim, o príncipe recebeu de presente uma moto de madeira, uma lembrança ao príncipe George, o filho de quatro meses de William.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Piloto do ano

Não que ele estivesse precisando, mas Marc Márquez conquistou mais um título neste domingo (1). Em um evento de gala realizado em Monte Carlo, o jovem campeão da MotoGP recebeu da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) o título de piloto de ano.

Mais jovem campeão da história da classe rainha do Mundial de Motovelocidade – com 20 anos e 266 dias – Márquez tinha grandes rivais na briga pelo título, mas foi o escolhido do público em votação aberta pelo site da entidade.

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Márquez foi ao evento da FIM com os pais, Roser e Julià, e com o mentor Emilio Alzamora (Foto: FIM)
Para chegar ao título, Márquez bateu a multicampeã de Trial e Enduro Laia Sanz, os reis do motocross Chiara Fontanesi e Toni Cairoli, o supercampeão de Trial Toni Bou, o campeão de 2013 do Mundial de Superbike, Tom Sykes, o multicampeão de supercross e motocross Ryan Villopoto, o bicampeão de enduro Antoine Meo, o campeão de speedway Tai Woffinden, e Daniil Ivanov, do Ice Speedway Gladiators.

“Fico muito feliz com este prêmio, pois é a opinião dos fãs, votando entre os melhores, e me dão isso com 20 anos, então ficou muito feliz”, comentou Marc.

O piloto da Honda também poderia ser enquadrado na disputa de novato do ano, mas a FIM não colocou o espanhol entre os indicados. Assim, o prêmio ficou com Patryk Dudek, que compete de speedway na categoria Sub-21. O polonês teve como rivais os campeões de Motocross Jr. Aiden Tijero (65cc), Conrad Mewse (85cc) e Pauls Jonass (125cc), e o campeão de Enduro Jr. Matthew Phillips.

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Honda Thanks Day

A Honda reuniu seus pilotos no último sábado (30) para celebrar as conquistas da temporada 2013. Mais jovem campeão da história da MotoGP, Marc Márquez esteve no circuito de Motegi, no Japão, para comemorar seu triunfo com mais de 10 mil fãs.

Honda reuniu seus pilotos para comemorar conquistas de 2013 (Foto: Honda)
O evento contou com uma entrevista coletiva com os pilotos, além de uma demonstração do jovem de Cervera no traçado misto e no oval de Motegi. Marc ainda voltou para a pista no final do evento para liderar todos os pilotos da fábrica nipônica em uma parada de duas voltas.

“É sempre bom vir para o Japão e ver os nossos amigos da HRC!”, destacou Márquez. “Desta vez é especial, já que celebramos o título juntos com uma ótima festa com nossos patrocinadores na noite de sexta-feira e aí nos divertimos em Tóquio!”, continuou.

Marc Márquez foi ao Japão para celebrar seu título na MotoGP (Foto: Honda)
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“Nós fomos para Motegi muito cedo para o ‘Honda Thanks Day’. O tempo estava maravilhoso e nós realmente aproveitamos o último dia de pista nesta longa e divertida temporada”, ressaltou. “Agora voltamos para a Europa para a cerimônia de gala da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) em Monte Carlo”, completou.

Márquez também foi para a pista para rodar no circuito misto e no oval de Motegi (Foto: Honda)
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Calendário provisório

Na última sexta-feira (29), a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) publicou o calendário provisório da temporada 2014 do Mundial de Superbike. Entre as principais novidades estão a saída das provas de Silverstone e Monza e entrada das etapas da Malásia e da África do Sul.

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A linda Phillip Island abre a temporada 2014 do Mundial de Superbike (Foto: WSBK)
A temporada 2014 começa em 23 de fevereiro em Phillip Island e termina em 2 de novembro em uma prova ainda a ser definida, mas em um traçado fora da Europa. As etapas da Malásia, de Laguna Seca e da África do Sul ainda dependem da assinatura dos contratos.
 
Data
País
Circuito
Mundial de Superbike
Mundial de Supersport
Superstock
23/2
Austrália
Phillip Island
x
x

13/4
Espanha
Aragón
x
x
x
27/4
Holanda
Assen
x
x
x
11/5
Itália
Ímola
x
x
x
25/5
Inglaterra
Donington Park
x
x

8/6
Malásia
Sepang
x
x

22/6
Itália
Misano
x
x
x
6/7
Portugal
Algarve
x
x
x
13/7
Estados Unidos
Laguna Seca
x


7/9
Espanha
Jerez
x
x
x
21/9
Rússia
Moscou
x
x

5/10
França
Magny-Cours
x
x
x
19/10
África do Sul
Welkom
x
x

2/11
A definir
A definir
x
x


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