sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Correndo atrás

Às vésperas de completar 35 anos, Valentino Rossi vê 2014 como uma temporada decisiva. No último ano de seu atual contrato com a Yamaha, o multicampeão já manifestou o desejo de continuar na MotoGP por pelo menos mais dois anos, mas deixou claro que só seguirá no Mundial se for competitivo.

Com a meta de decidir o futuro até meados deste ano, o teste em Sepang foi uma injeção de ânimo no italiano. Segundo colocado na bateria malaia, Rossi foi apenas 0s194 mais lento que Marc Márquez, que dominou todos os três dias de exercícios na pista de 5.548 metros.

Rossi fez o segundo melhor tempo nos testes em Sepang (Foto: Yamaha)
Após os testes, Rossi contou que aproveitou o período de férias do Mundial para trabalhar em seu estilo de pilotagem e conseguiu uma mudança que o permite ser mais suave com os pneus Bridgestone.

“Tentei modificar um pouco o meu estilo de pilotagem, assim não estresso tanto os pneus quando estão inclinados”, explicou Valentino. “Tento estar mais fora da moto. Agora eu inclino mais. Um pouco como Márquez, mas não igual, pois as minhas pernas são compridas demais para isso”, brincou o piloto de 1,82m.

“Agora, com um ano de experiência com a M1, posso trabalhar nesses detalhes. Antes eu não ia ao limite com a moto e tinha que me concentrar em outras coisas. Agora eu me sinto bem”, completou.

O titular da Yamaha fechou a primeira bateria de testes da pré-temporada com sua melhor marca em 1min59s727, seu melhor registro no circuito de Sepang, onde já conquistou seis vitórias, quatro poles e seis voltas mais rápidas.

“Os testes foram muito bons. Eu estou muito feliz, especialmente pela segunda posição e, mais do que isso, pelo tempo de volta, que é o melhor da minha carreira em Sepang”, comentou. “É a minha primeira vez abaixo de 2min00s e apenas a um décimo de Marc e do recorde da pista. Encontrei um bom feeling com a moto, encontramos algumas boas soluções e foi muito positivo”, reiterou.

Italiano destacou que mudou um pouco seu estilo de pilotagem (Foto: Yamaha)
“Nós também trabalhamos bastante no consumo de combustível”, contou. “A moto está um pouco mais difícil de pilotar, um pouco mais nervosa, mas para o meu estilo de pilotagem, isso não é um grande problema.”

No último dia do teste malaio, Rossi também aproveitou para fazer uma simulação de corrida. O italiano completou uma sequência de 15 voltas, quase sempre na casa de 2min01s.

“Nós tentamos uma simulação na parte da tarde e foi muito boa para entender qualquer problema”, relatou. “Nós sofremos um pouco para manter um bom ritmo, mas não foi tão mal. Márquez foi bem mais rápido, mas ele fez a simulação dele pela manhã, quando a pista é mais rápida”, ponderou.

“Agora nós temos que trabalhar para melhorar o nosso ritmo nas primeiras voltas da corrida, como Jorge [Lorenzo] conseguiu fazer no último ano. Não consigo usar todo o potencial dos novos pneus, mas depois disso o meu ritmo é constante e não tão ruim”, concluiu.

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Sepang

Os pilotos da MotoGP desembarcaram em Sepang, na Malásia, nesta semana para a realização da primeira bateria de testes da pré-temporada 2014. Dominante nos três dias de treinos na pista malaia, Marc Márquez registrou 1min59s533 no último dia de atividades, e garantiu a melhor marca da bateria com 0s194 de vantagem para Valentino Rossi. Jorge Lorenzo completa a lista dos três mais rápidos.

Campeão vigente, Márquez foi o mais rápido nos testes em Sepang (Foto: Repsol)
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Patrocinadora principal do time de fábrica da Honda há 20 anos, a Repsol preparou um vídeo com alguns lances dos três dias de treinos na Malásia. Já dá para matar a saudade de ver os protótipos na pista!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Pneus

A Bridgestone aproveitou o fim da primeira bateria de testes coletivos da pré-temporada 2014 da MotoGP e confirmou que vai fornecer um pneu traseiro mais macio exclusivamente para as motos que atendem ao regulamento Open. Pela primeira vez, o Mundial vai usar uma ECU padrão, fornecida pela Magneti Marelli. Os times da MSMA, a associação das fábricas, entretanto, podem optar por usar software próprio, mas, como resultado, terão de cumprir algumas exigências.

De acordo com o novo regulamento, as motos Open, que chegam para assumir o lugar das CRT, têm um tanque de combustível com capacidade para 24 litros, enquanto os protótipos da MSMA contam um reservatório de 20 litros, um a menos do que em 2013. Além disso, as novas motos têm um limite de 12 motores por ano, com as demais limitadas a cinco propulsores por temporada – com desenvolvimento congelado.

Espargaró surpreendeu e registrou o quarto tempo em Sepang (Foto: Forward)
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Assim como aconteceu com as CRT, a fabricante nipônica vai disponibilizar um composto traseiro mais macio, por conta de um pedido da Dorna, a promotora do Mundial.

“Do nosso ponto de vista, a performance de algumas máquinas da categoria Open é realmente similar às máquinas de fábrica”, ponderou Hiroshi Yamaha, chefe da Bridgestone Motorsport. “Então nós gostaríamos de fornecer a mesma especificação. Entretanto, a Dorna nos pediu para manter alguma vantagem para a categoria Open”, explicou.

“Então, por questões de segurança, achamos que precisamos usar a construção resistente ao calor muito mais do que no ano passado, por causa da alta potência da categoria Open”, relatou. “Pela primeira vez, nós fornecemos alguns pneus de teste para todos – macios e médios para as Open, e médios e duros para as fábricas – com a construção resistente ao calor. Os pneus dianteiros são os mesmos”, seguiu.

Após os exercícios realizados em Sepang, a Bridgestone achou por bem manter a mesma fórmula utilizada no ano passado. De acordo com Shinji Aoki, chefe de Desenvolvimento de Pneus Esportivos da Bridgestone, os compostos traseiros da Open serão um pouco mais macios.

“Nós vamos dar aos pilotos da categoria Open pneus slicks traseiros que são um nível mais suaves do que os de fábrica para este ano e eu espero que isso crie corridas muito empolgantes na MotoGP em 2014”, completou.

Nos exercícios da Malásia, Alex Espargaró foi o melhor entre os pilotos que contam com equipamento Open. O piloto da Forward, que corre com uma FTR-Yamaha, surpreendeu e anotou a quarta melhor marca da bateria, apenas 0s465 mais lento que Marc Márquez, que comandou todas as atividades na Malásia.

Nova casa

A LaGlisse, campeã com Maverick Viñales na temporada 2013 do Mundial de Moto3, confirmou que Eric Granado será companheiro de equipe de Isaac Viñales e Jakub Kornfeil em 2014. Inicialmente, o brasileiro defenderia as cores da Aspar, mas um conflito entre os patrocinadores pessoais do piloto – Mobil e Red Bull – e os apoiadores da equipe – Bel Ray e Drive M7 – resultou na transferência do paulista.

“Estou muito contente e grato ao Team Calvo por me dar a oportunidade de estar em uma grande equipe”, agradeceu Eric. “É um orgulho poder contar com o apoio da Mobil e da Red Bull como patrocinadores pessoais nesta nova etapa e também é uma grande satisfação contar com o apoio de Jaime Avilés e Pablo Nieto, que têm uma grande experiência em competição e poderão me ajudar muito a melhorar corrida após corrida em busca de grandes resultados”, continuou.

Granado será companheiro de Viñales e Kornfeil em 2014 (Foto: Felipe Tesser)
“Sei que o Team Calvo sempre briga para conseguir o máximo e ser mais competitivo após cada corrida, uma forma de trabalhar que eu gosto bastante e que me motiva muito para esta temporada”, comentou. “Vou lutar muito para alcançar os objetivos almejados por esta equipe, com a qual estou ansioso para começar a trabalhar”, encerrou.

Jaime Avilés, chefe da LaGlisse, destacou que o time decidiu apostar em jovens pilotos e avaliou que Eric representa o futuro do motociclismo brasileiro.

“Depois de ter conquistado o título em 2013, nós enfrentamos um desafio que é tão apaixonante como o da temporada passada”, falou Avilés. “Nós decidimos apostar em uma estrutura de jovens pilotos, com os quais trabalharemos para extrair o máximo, colocando a serviço toda a experiência de nossa equipe”, seguiu.

“A chegada de Eric é uma honra para nós, pois teremos a oportunidade de trabalhar com um piloto que representa o futuro do motociclismo brasileiro e tenho certeza de que sua passagem pela equipe servirá de trampolim para sua carreira esportiva”, completou.

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A Calvo é a patrocinadora principal da LaGlisse e no Brasil atua com a marca Gomes da Costa, adquirida pelo grupo espanhol em 2004.

Depois de um intenso treinamento no Brasil, Eric embarcou para a Espanha, onde começou a pré-temporada com sua nova equipe nesta quinta-feira (6) na pista de Almería. Entre os dias 11 e 13 de fevereiro, Granado estará em Valência, onde os times de Moto2 e Moto3 se encontram para a primeira bateria de testes do ano.

Sepang 1.3

Marc Márquez completou o último dia da primeira bateria de testes coletivos na ponta da tabela de tempos. Nos treinos desta quinta-feira (6), o piloto da Honda cravou 1min59s533 e garantiu a melhor marca com 0s194 de vantagem para Valentino Rossi, o segundo colocado. Jorge Lorenzo completa o top-3.

Aproveitando as temperaturas mais baixas do início da manhã malaia, o exercício em Sepang começou bastante movimentado. Em seu décimo giro, Marc registrou seu melhor tempo e não foi mais incomodado. Com a marca de 1min59s533, Marc supera a melhor marca registrada na pista malaia até então. O tempo de 1min59s607 havia sido registrado por Casey Stoner na pré-temporada de 2012.

Márquez dominou os três dias de testes da MotoGP em Sepang (Foto: Repsol)
Rossi baixou sua marca na sequência, anotando 1min59s727, mas não melhorou o bastante para tomar a ponta de Márquez. Vice-campeão em 2013, Lorenzo também rodou abaixo da marca de 2min00s, registrando 1min59s866 como seu melhor tempo, 0s333 mais lento que Marc. Na parte da tarde, a dupla da Yamaha se dedicou a testes relacionados à durabilidade dos pneus e ao consumo de combustível.

Completando uma estreia estrelar a bordo da FTR-Yamaha, Aleix Espargaró voltou a brilhar nesta quinta-feira e colocou a Open da Forward em um incrível quarto lugar na folha de tempos. A melhor volta do catalão foi registrada em 1min59s998, 0s465 atrás do líder.

O quinto tempo em Sepang ficou com Stefan Bradl, que guia uma RC213V. Após sofrer uma queda na curva um de Sepang no início da manhã, o germânico anotou 2min00s113 na 11ª de suas 38 voltas. Titular da HRC, Dani Pedrosa não conseguiu romper a barreira de 2min00s e ficou com o sexto tempo, 0s690 atrás de seu companheiro de equipe, também superando uma ligeira escapada nos minutos iniciais do exercício.

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Rossi anotou o segundo tempo nesta quinta-feira (Foto: Yamaha)
Nesta quinta-feira, a melhor Ducati foi a de Andrea Dovizioso. O italiano cravou 2min00s370 a bordo da GP14 e ficou 0s285 à frente de Pol Espargaró, que estreia na MotoGP nesta temporada.

Andrea Iannone registrou o nono tempo, seguido por Álvaro Bautista, que fecha a lista dos dez melhores com seu giro mais rápido em 2min00s788.

Estreando na Ducati, Cal Crutchlow cravou sua melhor marca em 2min01s057 e garantiu o 12º tempo, 1s524 atrás de Marc Márquez.

Assim como aconteceu ao longo de toda a bateria, foi Nicky Hayden quem cravou o melhor tempo a bordo da RCV1000R. Derivada da RC213V, a nova moto ainda não cumpriu com a promessa de ser um equipamento competitivo. O norte-americano anotou 2min01s514 na melhor de suas 59 voltas, ficando a 1s981 do líder da sessão.

Pol Espargaró estreia na MotoGP nesta temporada (Foto: Yamaha)
Piloto de testes da Suzuki, Randy de Puniet segue trabalhando com pacote Magneti Marelli e anotou 2min02s486 em seu melhor giro nesta quinta, colocando o protótipo Suzuki 2s953 atrás da ponta. Com a única Open da Ducati, Yonny Hernández aparece logo atrás, em 18º.

Também estreando na classe rainha do Mundial, Scott Redding registrou 2min02s833 a bordo da RCV1000R da Gresini, 3s300 mais lento que o líder.

Os pilotos da MotoGP voltam à pista de Sepang entre os dias 26 e 28 de fevereiro, quando realizam a segunda bateria de testes coletivos da pré-temporada 2014.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Sepang 1.2

O segundo dia de testes coletivos da MotoGP em Sepang foi dominado pela Honda. Mais uma vez, Marc Márquez voou e puxou um 1-2-3 da fábrica nipônica nesta quarta-feira (5) na pista malaia.

Assim como aconteceu na terça-feira, o dia em Sepang foi dominado pelas altas temperaturas. Dani Pedrosa dominou grande parte da sessão, mas pouco antes da pausa para o almoço, Márquez rompeu a barreira de 2min00s e não encontrou mais adversários.

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Márquez foi o único a quebrar a barreira de 2min00s (Foto: Honda)
Com 1min59s926, o jovem campeão abriu 0s410 de vantagem para Pedrosa, que manteve a segunda colocação. A melhor marca registrada em Sepang foi feita por Casey Stoner na pré-temporada de 2012: 1min59s697.

Para completar a festa da Honda, Stefan Bradl colocou uma terceira RC213V no topo da tabela de tempos. O germânico anotou 2min00s339 e ficou com o terceiro posto, 0s413 mais lento que Márquez.

Assim como aconteceu na terça-feira, Valentino Rossi fechou o dia à frente de seu companheiro de Yamaha. O multicampeão anotou 2min00s464 e ficou com a quarta marca, 0s538 atrás de Marc.

Também repetindo o feito do primeiro dia de testes em Sepang, Aleix Espargaró voltou a brilhar a bordo da FTR-Yamaha da Forward. O catalão cravou 2min00s547 na melhor de suas 42 voltas e fechou o dia com o quinto tempo.

Espargaró segue brilhando em sua estreia pela Forward (Foto: Divulgação/MotoGP)
Lorenzo, por sua vez, cravou a sexta marca, com seu melhor giro em 2min00s573. O bicampeão da MotoGP ainda não se encontrou com a nova M1, já que a diminuição da capacidade do tanque de combustível modificou o comportamento do protótipo de Iwata.

A sétima marca foi registrada por Bradley Smith, que marcou 2min00s603 em sua melhor volta. Também como aconteceu na terça-feira, Andrea Iannone foi o melhor piloto com equipamento Ducati. O italiano ficou com a oitava marca, 0s677 atrás do líder.

Depois de um dia problemático, quando sofreu com uma falha na RC213V, Álvaro Bautista ficou com o nono tempo, à frente de Pol Espargaró, que registrou 2min01s061 na quarta das suas 49 voltas.

Titulares do time de fábrica da Ducati, Andrea Dovizioso e Cal Crutchlow aparecem em 11º e 12º, respectivamente, separados por 0s250. Piloto de testes da equipe de Borgo Panigale, Michele Pirro ficou com o 13º tempo.

Ao contrário da FTR-Yamaha, RCV1000R ainda não mostrou a que veio (Foto: Gresini)
Ao contrário do bom desempenho da FTR-Yamaha, a RCV1000R segue sem mostrar a que veio. Nesta quarta-feira, também foi Nicky Hayden quem anotou a melhor marca com a nova moto. O norte-americano registrou 2min02s287 e ficou com o 14º lugar.

15º, Colin Edwards foi o único piloto que não conseguiu melhorar seu tempo em relação à marca registrada na terça-feira. O texano anotou 2min02s545 e fechou o dia 2s619 atrás de Márquez.

Com uma Open da Ducati, Yonny Hernández estabeleceu 2min02s675 e ficou com o 16º tempo.

Ainda desenvolvendo o protótipo da Suzuki, Randy de Puniet anotou 2min03s064 e ficou com o 20º tempo, 0s053 à frente de Scott Redding, o 21º colocado.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Sepang 1.1

A pré-temporada da MotoGP começou nesta terça-feira (4) mostrando que Marc Márquez não vai entregar a coroa facilmente. A bordo da versão 2014 da RC213V, que conta com uma entrada de ar maior para melhorar a velocidade final e o ritmo na saída de curva, o jovem espanhol sobrou e comandou o primeiro dia de atividades no circuito de Sepang.

O dia começou com Valentino Rossi no comando da tabela de tempos, mas Márquez aumentou o ritmo após uma pausa para o almoço. Com cerca de 30 minutos para o fim, o piloto da Honda aproveitou que a pista estava esfriando para cravar 2min00s286 e abriu 0s796 de margem para Jorge Lorenzo, que aparecia no segundo posto.

Márquez foi o mais rápido no primeiro dia de testes em Sepang (Foto: Honda)
Rossi não ficou parado e também aumentou o passo, baixando sua marca para 2min00s804, passando o companheiro de Yamaha e se instalando no segundo posto, 0s518 atrás do campeão de 2013.

Dani Pedrosa seguiu o mesmo caminho e subiu para o quarto posto ao registrar 2min01s216 em sua 66ª volta, 0s930 mais lento que Márquez. Pouco depois, o espanhol melhorou ainda mais, assumindo a terceira colocação, 0s102 atrás de Rossi.

Sofrendo para controlar a M1 – um efeito direto da diminuição da capacidade do tanque de combustível –, Lorenzo caiu para a quarta colocação, 0s796 mais lento que Márquez. Após completar 52 voltas, Álvaro Bautista registrou o quinto tempo, à frente de Stefan Bradl, que fez sua melhor marca em 2min01s320.

Em sua estreia pela Forward, Aleix Espargaró brilhou. A bordo de uma FTR-Yamaha, o catalão garantiu o sétimo tempo ao registrar 2min01s419, 1s133 atrás do ponteiro.

Suzuki também participa dos testes na Malásia (Foto: Suzuki)
Entre os pilotos que contam com equipamento Ducati, a melhor volta foi anotada por Andrea Iannone, que registrou 2min01s538. O italiano ficou com o oitavo tempo, à frente do estreante Pol Espargaró, que chega na MotoGP como atual campeão da Moto2.

Parceiro do espanhol no time de Hervé Poncharal, Bradley Smith ficou com o décimo posto, virando 1s590 mais lento que Márquez.

Também pilotando uma FTR-Yamaha, Colin Edwards ficou com o 11º lugar ao anotar 2min02s483. Andrea Dovizioso aparece em 12º, à frente de Michele Pirro, piloto de testes da fábrica de Bolonha.

Estreando em Borgo Panigale, Cal Crutchlow cravou 2min02s860 e garantiu a 14ª colocação, com 2s574 de atraso em relação ao líder da sessão. Com uma Open da Ducati, Yonny Hernández ficou com a 15ª marca.

Se a FTR-Yamaha brilhou, o mesmo não se pode dizer da RCV1000R. Apesar da empolgação da Honda na apresentação da moto, a versão de produção da RC213V não se mostrou nenhum grande avanço e conseguiu seu melhor resultado com Nicky Hayden. O novo piloto da Aspar registrou 2min03s319 e ficou em 17º, 3s033 atrás de Márquez e 0s009 à frente de Hiroshi Aoyama, seu companheiro de equipe.

Rossi se mostrou aliviado com melhora na frenagem (Foto: Yamaha)
A Suzuki, que segue trabalhando para voltar ao grid, também participou do exercício malaio e garantiu o 19º tempo, 3s607 mais lento que Márquez. Pela primeira vez, a marca nipônica usou o sistema eletrônico da Magneti Marelli, já que até então vinha utilizando eletrônica Mitsubishi.

Também no grupo de estreantes, Scott Redding ficou com o 21º tempo, 4s145 atrás de Marc Márquez. O britânico da Gresini utiliza uma RCV1000R.

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Hora do show

A temporada 2014 da MotoGP começa oficialmente nesta terça-feira (4). A partir de amanhã, os times da divisão principal do Mundial de Motovelocidade se reúnem em Sepang, na Malásia, para a primeira bateria de testes da pré-temporada.

Seguindo a linha de cortar custos sem comprometer a competitividade, a nova temporada verá a introdução da categoria Open, que chega para substituir a CRT. Pela primeira vez, o Mundial vai lançar mão de uma ECU padrão, que será fornecida pela Magneti Marelli. Os times pertencentes à MSMA, a associação das fábricas, entretanto, podem usar software próprio, mas, como resultado, terão de cumprir algumas exigências.

Rossi não terá mais a companhia de Burgess na MotoGP (Foto: Yamaha)
Pelas novas regras, as motos Open têm um tanque de combustível com capacidade para 24 litros, enquanto os protótipos da MSMA contam com um reservatório de 20 litros, um a menos do que no ano passado. Além disso, as Open têm um limite de 12 motores por temporada, com as demais limitadas a cinco propulsores por ano (com desenvolvimento congelado).

Além da estreia do novo regulamento, o MotoGP também verá o debute de Scott Redding, Pol Espargaró, Leon Camier, Mike di Meglio e Broc Parkes.

Vice-campeão da Moto2 em 2013, Redding será companheiro de Álvaro Bautista na Gresini e vai guiar uma RCV1000R, uma versão derivada da RC213V desenvolvida pela Honda. Assim como a do espanhol, a moto do britânico também está equipada com suspensão Showa e freios Nissin. Espargaró, por sua vez, assume o posto de Cal Crutchlow na Tech3 e vai pilotar uma Yamaha YZR-M1.

Companheiro de Michael Laverty, Parkes será piloto da Paul Bird que, pela primeira vez, vai correr com duas motos próprias. O francês Di Meglio será titular da Avintia, com Camier assumindo o posto de parceiro de Danilo Petrucci na Ioda. A equipe italiana, no entanto, não vai participar da primeira bateria de testes em Sepang.

Com a saída de Puig, Raúl Jara assume a função no time de Dani Pedrosa (Foto: Repsol)
Além da RCV1000R, outra moto vai participar da MotoGP pela primeira vez. Por meio de um acordo com a Forward, a Yamaha vai fornecer motores da M1 para o time chefiado por Giovanni Cuzari, que seguirá com o chassi FTR. Por meio da parceria, que tem validade de um ano, a equipe vai receber de Iwata cinco propulsores (três novos e dois remanufaturados).

A lista de novidades também conta com mudanças na composição dos times de Honda e Yamaha. Depois de uma longa relação, Dani Pedrosa não terá mais Alberto Puig acompanhando seus passos nos boxes da HRC, com o empresário espanhol sendo substituído por Raúl Jara.

Do lado contrário da garagem, Marc Márquez prepara a defesa do título em família. Graças ao bom desempenho de 2013, o jovem piloto conquistou o direito de escolher seu time e reuniu seu antigo grupo de mecânicos. A partir de agora, a equipe comandada por Santi Hernández contará com Javi Ortíz, Jordi Castellá e Hugo Bucher. Do time do bicampeão australiano, seguem Roberto Clerici, Andrea Brunotti e o telemetrista Carlo Liuzzi. O campeão de 2013, que vai seguir com #93, também recuperou Héctor Martín, que foi seu assessor de imprensa nos anos da Moto2 e estava trabalhando com Jorge Lorenzo.

Além do assessor de imprensa, o espanhol da Yamaha também perdeu dois integrantes de seu time, com a saída de Walter Crippa e Valentino Negri. A dupla foi substituída por Ian Gilpin e Jurij Pellegrini, que trabalharam com Ben Spies. Do lado de Valentino Rossi, a grande mudança é a saída de Jeremy Burgess, que dá lugar a Silvano Galbusera.

Campeão, Márquez recuperou seu time dos sonhos (Foto: Repsol)
A Ducati também não escapou das mudanças. Além da chegada de Cal Crutchlow, que assumiu a vaga de Nicky Hayden, a fábrica de Bolonha agora passa a ser chefiada por Gigi Dall’Igna, que deixou a Aprilia e o Mundial de Superbike para trabalhar na recuperação da esquadra de Borgo Panigale.

Além dos pilotos inscritos para a temporada 2014, os testes em Sepang contarão com outros quatro participantes: os pilotos de testes Michele Pirro (Ducati), Katsuyuki Nakasuga e Wataru Yoshikawa (Yamaha) e Kosuke Akiyoshi (Honda).

A segunda bateria de testes em Sepang acontece entre 26 e 28 de fevereiro. Antes do início da temporada, as duplas de Honda, Ducati e Yamaha seguem para Phillip Island para um teste de pneus entre 3 e 5 de março. Os demais pilotos fazem o último exercício em Losail, no Catar, nos dias 7, 8 e 9 de março.

A temporada 2014 do Mundial de Motovelocidade começa com o GP do Catar, que será realizado na pista de Losail no dia 23 de março.

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A 21ª lenda

A Dorna, promotora do Mundial de Motovelocidade, anunciou nesta segunda-feira (3) que Marco Simoncelli será introduzido no Hall da Fama do esporte. Com a homenagem, o italiano se tornará o 21º integrante da lista de Lendas da MotoGP.

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Simoncelli será o 21º piloto na lista de lendas (Foto: Bridgestone)
Campeão do Mundial de 250cc em 2008, o carismático Simoncelli logo caiu nas graças do público, mas teve sua trajetória interrompida por um sério acidente no GP da Malásia de 2011. Naquele 23 de outubro, o então piloto da Gresini sofreu uma queda na segunda volta da disputa em Sepang e foi atropelado por Colin Edwards e Valentino Rossi, que vinham atrás e não tiveram como desviar.

A cerimônia que marca a introdução de Simoncelli no Hall da Fama do Mundial de Motovelocidade acontece em Mugello, no fim de semana do GP da Itália, marcado para o dia 1 de junho.

Com a homenagem, Marco passará a integrar uma lista de lendas que inclui Giacomo Agostini, Mick Doohan, Geoff Duke, Wayne Gardner, Mike Hailwood, Daijiro Kato, Eddie Lawson, Anton Mag, Angel Nieto, Wayne Rainey, Phil Read, Jim Redman, Kenny Roberts, Jarno Saarinen, Kevin Schwantz, Barry Sheene, Freddie Spencer, John Surtees, Casey Stoner e Carlo Ubbiali.

Substituição

Eric Granado não vai mais vestir as cores da Aspar na temporada 2014 da Moto3. Depois de estrear pelo time no ano passado, o piloto brasileiro agora deixa a escuderia de Jorge Martínez para vestir o uniforme da LaGlisse, equipe campeã com Maverick Viñales no ano passado.

O anúncio foi feito pela Aspar na tarde desta segunda-feira (3). De acordo com o time espanhol, tudo estava encaminhado para que Granado corresse pelo time em 2014, mas um conflito entre patrocinadores forçou a saída do brasileiro.

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Granado vai defender a LaGlisse na temporada 2014 da Moto3 (Foto: Felipe Tesser)
“Na temporada 2013, a Aspar deu ao jovem piloto brasileiro de Moto3, Eric Granado, a oportunidade de disputar sua primeira temporada completa no Mundial de Moto3”, lembrou a equipe em um comunicado. “O piloto de São Paulo, baseado em Alcoy, na Espanha, usou a oportunidade para ganhar experiência e somar seus primeiros pontos no GP da Itália”, continuou.

“Depois de seu primeiro ano positivo em nível mundial, a colaboração de Granado com a Aspar parecia praticamente confirmada. Entretanto, por conta de conflitos de patrocinadores das duas partes, o time foi forçado a procurar outra alternativa para permitir que Granado continue a competir em 2014”, justificou. “O brasileiro agora vai pilotar pela LaGlisse, onde vai tentar continuar seu desenvolvimento como piloto”, anunciou.

Apesar da separação, a Aspar afirmou que não descarta contar com Eric no futuro. O time espanhol conta com equipes nas três classes do Mundial de Motovelocidade.

“Além de procurar soluções imediatas para poder oferecer a Granado outras oportunidades, a Aspar não descarta a possibilidade de colaborar com ele no futuro”, encerrou.