segunda-feira, 4 de agosto de 2014

KTM

Stefan Pierer, CEO da KTM, revelou em entrevista à publicação germânica ‘Speedweek’ que a marca austríaca está se preparando para entrar na MotoGP em 2017. A fábrica, que vem dominando o Mundial de Moto3, trabalha no desenvolvimento da RC16, uma moto que conta com motor V4 de 1000cc.

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CEO da KTM revelou plano da marca austríaca para entrar na MotoGP em 2017 (Foto: KTM)
“A moto vai se chamar RC16 e terá um motor V4 de 1000cc. O motor estará pronto para testes em maio de 2015 e a primeira prova com a moto completa está prevista para o outono do mesmo ano”, explicou. “Vamos usar 2016 para desenvolvê-la e podemos fazer uma das últimas corridas do ano como wild-card. Em 2017 nós disputaremos todo o campeonato da MotoGP”, anunciou.

Esta, aliás, não é a primeira vez que a KTM fala em chegar à divisão principal do Mundial. “Com a primeira tentativa, em 2002, nós cometemos erros, mas aprendemos muito nos últimos dez anos”, ponderou Pierer.

Seguindo a linha de corte de custos, o CEO da KTM também falou sobre o preço da RC16. “Creio que a Dorna quer que, a partir de 2016, o custo das motos seja de € 1 milhão (cerca de R$ 3 milhões), então este será o nosso objetivo”.

Por fim, Pierer contou que, assim como na RC 250 GP, a nova moto terá chassi tubular e utilizará suspensão WP. “O chassi será tubular, como a nossa Moto3, e vamos utilizar a suspensão WP [marca de propriedade da KTM], que já demonstrou ter êxito na Moto2 com [Tito] Rabat e [Mika] Kallio”, falou.

Apesar da fala do CEO da companhia austríaca, a Marc VDS negou que Rabat e Kallio tenham usado as suspensões WP.

“Ao contrário dos comentários feitos por Stefan Pierer, da KTM, à revista germânica ‘Speedweek’, nós não testamos a suspensão WP nas nossas máquinas da Moto2 e não temos intenção de mudar para a WP em 2015”, escreveu o time de Mark van der Straten nas redes sociais. “Nós construímos uma forte relação de trabalho com a Öhlins ao longo dos últimos cinco anos e vamos continuar com a Öhlins em 2015 e além”, completou.

domingo, 3 de agosto de 2014

Confirmado

Não demorou muito para que a situação de Cal Crutchlow com a Ducati fosse resolvida. Depois de ser confirmado para 2015, o britânico foi liberado pelo time e vai vestir as cores da LCR na próxima temporada.

Assim, a passagem de Crutchlow por Borgo Panigale terá apenas um ano de duração. Nesses primeiros seis meses, Cal se juntou à lista de pilotos que viveram maus momentos com a temperamental Desmosedici, já que não completou boa parte das provas por conta de problemas mecânicos e quedas.

Com um contrato de um ano com a opção de renovar por mais um, Cal chegou ao time para substituir Nicky Hayden e foi confirmado para 2015 durante o Ducati World Week, um tradicional evento anual realizado pela fábrica de Bolonha.

Crutchlow foi confirmado pela LCR no sábado (Foto: LCR)
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Poucos dias após o anúncio em Misano, entretanto, pipocaram rumores na imprensa alemã de que o ex-piloto da Tech3 tinha recebido uma proposta da Honda. A informação logo foi confirmada por Lucio Cecchinello, chefe da LCR.

Na tarde de sábado, a Ducati divulgou uma nota à imprensa, confirmando a liberação do britânico e anunciando Andrea Iannone, atual piloto da Pramac, como substituto.

“A Ducati Corse anunciou hoje que chegou a um acordo com seu piloto de fábrica Cal Crutchlow para encerrar, antes do tempo, o contrato que prende o piloto britânico ao time italiano na MotoGP para a próxima temporada”, escreveu a fábrica italiana. “Os dois pilotos de fábrica da Ducati para 2015 agora serão Andrea Dovizioso e Andrea Iannone”, completou.

Pouco após o comunicado da marca de Bolonha, foi a vez da LCR soltar uma nota e confirmar a chegada de Cal. Contando com o apoio da HRC, o piloto de 29 anos vai guiar uma RC213V na especificação de fábrica.

“Nós queremos agradecer Cal por sua confiança em nosso projeto de 2015”, declarou Cecchinello. “Enquanto isso, vamos continuar trabalhando duro para terminar a atual temporada da melhor forma”, concluiu.

A chegada de um novo patrocinador, também levantou rumores de que a LCR pode contar com uma segunda moto em 2015, mas o time ainda não confirmou se aumentar seu esforço na MotoGP.

Com o anúncio de Crutchlow, Stefan Bradl perde o apoio da HRC, mas, segundo declarou Cecchinello em entrevista ao site italiano ‘GPOne’, deve vestir as cores da Forward no próximo ano.

Com a confirmação de Crutchlow na LCR, a configuração do grid de 2015 é:

1.    Ao que tudo indica, Jorge Lorenzo deve permanecer na Yamaha, mas a duração do contrato ainda é incerta.
2.     Imprensa espanhola dá como certo o acordo entre Suzuki e Aleix Espargaró e Maverick Viñales.
3.    Yonny Hernández aparece como favorito a manter a vaga na Pramac.
4.    Scott Redding deve assumir a RC213V de Álvaro Bautista na Gresini e abrir uma vaga no time com a RCV1000R.
5.    A Forward tem uma lista grande de candidatos e ao menos uma vaga em aberto, já que Colin Edwards vai se aposentar. Entre os possíveis contratados, figuram nomes como Bradley Smith, Stefan Bradl, Dominique Aegerter e Simone Corsi.
6.    O time de Broc Parkes e Michael Laverty ainda não revelou seus planos para 2015.
7.    O time de Danilo Petrucci ainda não revelou seus planos para a próxima temporada, mas pode se tornar o time de fábrica da Aprilia.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Reviravolta

Poucos dias após a Ducati confirmar a permanência de Cal Crutchlow na equipe, o time de Borgo Panigale vê o nome do britânico ligado à LCR.

O piloto de Coventry chegou ao time de Bolonha em 2014, com um contrato de um ano, com a opção de mais um. Após muitos rumores indicarem a saída de Crutchlow, Paolo Ciabatti, Diretor de Projeto da Ducati na MotoGP, confirmou durante o tradicional World Ducati Week, realizado em meados de julho, a permanência do ex-titular da Tech3.

Crutchlow recebeu uma proposta da LCR para a temporada 2015 da MotoGP (Foto: Ducati)
“[Andrea] Dovizioso renovou seu contrato nesta manhã. Cal tem um contrato conosco para a próxima temporada e vai continuar no time oficial no próximo ano”, anunciou Ciabatti.

Na última quinta-feira (31), entretanto, surgiram rumores na Alemanha de uma oferta feita a Crutchlow pela LCR, equipe satélite da Honda. De acordo com a notícia divulgada pela publicação germânica ‘Speedweek’, o britânico recebeu uma oferta para substituir Stefan Bradl na escuderia de Lucio Cecchinello.

Falando ao site italiano ‘GPOne’, Cecchinello confirmou que fez uma oferta para Cal, depois de, mesmo contrariando a Honda, ter apresentado uma proposta a Bradl.

“Foi assim: apesar de a HRC ter deixado claro para nós que não estava mais interessada em Stefan, nós ainda fizemos uma oferta para ele, só que muito tarde”, explicou Lucio. “Bradl já tinha aceitado uma proposta de [Giovanni] Cuzari por uma Yamaha na Forward”, revelou.

Chefe da LCR afirmou que Bradl aceitou uma oferta da Forward (Foto: LCR)
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“Neste ponto, levando em conta que nesse meio tempo a CWM, uma companhia financeira britânica, confirmou seu apoio ao nosso time, nós retomamos as negociações com Cal”, detalhou.

Caso Crutchlow seja forçado a permanecer com a fábrica italiana, Cecchinello terá uma única opção para 2015. “Apenas Álvaro Bautista segue no mercado”, afirmou Lucio.

Outro ponto que ainda precisa ser esclarecido diz respeito a Jack Miller. Nas últimas semanas, a imprensa internacional fala em um salto direto da Moto3 para a MotoGP por meio de um acordo com a Honda, mas o chefe do time satélite da marca da asa dourada garante que ainda não sabe qual será o futuro do australiano.

“No momento, nós não sabemos qual a decisão da Honda nesse assunto”, concluiu.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Energético

A Honda anunciou nesta quarta-feira (30) a ampliação de sua parceria com a Red Bull. A partir da próxima temporada, a marca da fábrica dos energéticos vai ser estampada nas motos de Marc Márquez e Dani Pedrosa. O acordo é válido até o fim de 2016.

A cooperação entre Honda e Red Bull começou ainda em 2006, com Nicky Hayden e Pedrosa, mas essa será a primeira fiz em que o touro vermelho aparecerá nos protótipos nipônicos. Até então, a marca era exibida apenas em bonés e capacetes, por exemplo.

Marca da Red Bull vai aparecer na RC213V a partir de 2015 (Foto: GEPA Pictures)
“Nós estamos muito felizes com a oportunidade de ampliar nossa parceira com a Red Bull”, comemorou Shuhei Nakamoto, vice-presidente executivo da HRC. “É uma marca global nipônica com quem trabalhamos lado a lado por nove anos, então esse era o próximo passo lógico”, continuou.

“Estou certo de que esta nova parceria vai aumentar nossa visibilidade, não só como Honda, mas também da MotoGP como um todo para uma audiência global maior, o que só pode ser bom para este esporte”, completou.

Ao longo desses nove anos, a parceria entre Honda e Red Bull registrou um total de 58 vitórias, 172 pódios, 63 poles, 73 voltas mais rápidas, três Mundiais de Pilotos e quatro Mundiais de Construtores.

Falando em Red Bull, os rubro-taurinos divulgaram nesta quarta-feira um teaser de uma visita de Márquez e Pedrosa a Salzburg, na Áustria. O vídeo completo será divulgado no dia 4 de agosto.

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terça-feira, 29 de julho de 2014

Fim da linha

Chegou ao fim a passagem de Livio Loi pela Marc VDS. A equipe belga confirmou nesta terça-feira (29) que Jorge Navarro vai assumir a Kalex KTM do time no restante da temporada 2014 do Mundial de Moto3.

A saída de Loi não é nenhuma surpresa, uma vez que o piloto já vinha na corda bamba há algumas etapas e a notícia de sua saída já havia sido divulgada pelo site oficial da MotoGP.

Livio Loi perdeu a vaga na Marc VDS (Foto: Marc VDS)
Sem que o jovem belga conseguisse apresentar um desempenho consistente, o time de Mark van der Straten chegou a promover algumas atualizações na moto para deixá-la mais parecida com a KTM de fábrica. Ainda assim, Livio não conseguiu resultados satisfatórios.

Em 24 corridas pela Marc VDS, Loi tem como melhor resultado o quarto lugar conquistado no GP da Argentina deste ano.

“Substituir Loi no nosso time da Moto3 foi uma decisão difícil, mas nós traçamos metas claras e realistas para ele no início da temporada e ele não conseguiu atingi-las”, justificou Michael Bartholemy, chefe do time. “Como um time, nós não poderíamos fazer mais nada para melhorar os resultados e é por isso que tomamos a difícil decisão de substituir Livio na moto”, completou.

Para substituir Loi, a equipe de Gosselies escalou Jorge Navarro, segundo colocado no Campeonato Espanhol de Moto3, que venceu pela primeira vez na temporada três semanas atrás, em Albacete.

O piloto de 18 anos, que estreia pelo time em Indianápolis, já disputou três provas do Mundial como wild-card ao longo das últimas duas temporadas. Mesmo correndo pela Marc VDS, Navarro seguirá competindo no Campeonato Espanhol.

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Jorge Navarro estreia pelo time belga em Indianápolis (Foto: Ioda)
“Em Jorge Navarro nós temos um jovem piloto que já mostrou seu potencial com algumas performances impressionantes no Campeonato Espanhol de Moto3, mas que não conseguiu dar o passo para o Mundial por falta de financiamento”, comentou Bartholemy. “Nós temos o orçamento e Jorge mostrou claramente que tem o ritmo, então, para nós, foi um casamento perfeito. É uma grande oportunidade para qualquer piloto e uma que tenho certeza que Jorge vai agarrar com as duas mãos”, completou.

Sacado do time, Loi recebeu o apoio de duas estrelas da MotoGP. Pelo Twitter, Cal Crutchlow demonstrou apoio ao piloto de 17 anos: “Você vem comigo agora, parceiro! Mostre que eles estão errados e vamos levar você para o topo. Me liga...”, escreveu o piloto da Ducati.

Campeão de 2006, Nicky Hayden também mandou uma mensagem ao belga. “Boa sorte, Livio Loi. Espero vê-lo de volta em breve”.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Eleição

A Dorna, promotora do Mundial de Superbike, em acordo com a FIM (Federação Internacional de Motociclismo), abriu um processo seletivo para escolher a empresa que vai fornecer os compostos do certame a partir da temporada 2016. O acordo atual com a Pirelli chega ao fim em 2015.

As empresas interessadas em fornecer os pneus do campeonato, devem submeter sua candidatura entre esta segunda-feira (28) e o dia 25 de agosto.

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Contrato da Pirelli com o Mundial de Superbike vai até o fim de 2015 (Foto: Suzuki)
Caso tenham alguma dúvida técnica, as fábricas devem procurar Gregorio Lavilla, diretor-esportivo do Mundial de Superbike, pelo e-mail: worldsbk@dorna.com.

Meses atrás, Dorna e FIM deram início a um processo semelhante para escolher a empresa que substituiria a Bridgestone como fornecedora única dos compostos da MotoGP. Três empresas manifestaram interesse, mas a Michelin foi a única a apresentar uma proposta formal e, assim, vai entregar os compostos a partir de 2016, quando o campeonato terá uma nova grande mudança em sua regulamentação.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Cirurgia e substituição

Nicky Hayden se submeteu a uma nova cirurgia no punho direito no último dia 16 para resolver os problemas de mobilidade que o incomodam desde o início da temporada. O procedimento foi realizado no Oasis Center de San Diego, na Califórnia.

Por conta da cirurgia, Hayden vai precisar de um período de repouso maior e, por isso, não vai correr em Indianápolis e na República Tcheca, as duas próximas etapas da temporada 2014 da MotoGP.

Hayden vai perder etapas de Indianápolis e Brno da MotoGP (Foto: Aspar)
“Embora ser operado não seja algo positivo, entre outra coisas porque se perde tempo, estou contente por como foi a operação da semana passada”, disse o norte-americano. “Às vezes a nossa profissão acaba sendo complicada, mas sabemos que as lesões são parte do nosso esporte e é preciso saber controlá-las”, ponderou.

A cirurgia de Hayden tinha como objetivo remover pequenos fragmentos de osso que estavam espalhados dentro do pulso, liberando a pressão que eles exerciam sobre a articulação, causando dor e inflamação.

“Todo mundo sabe que o punho estava me causando problemas, especialmente nas últimas corridas. Passei por uma cirurgia em junho, o que me ajudou a completar a primeira parte da temporada, mas tive um incômodo na hora de pilotar e não pude render em meu melhor nível”, explicou o campeão de 2006. “Por isso, junto com a equipe, decidimos tomar uma decisão importante, essa operação mais profunda, para tratar uma lesão que já vem de três anos, quando rompi o escafoide e ele não se recuperou corretamente”, continuou.

Para agilizar a recuperação da região operada, Nicky foi tratado com magnetoterapia, um tratamento da medicina alternativa que se baseia na influência dos campos magnéticos estáticos no corpo humano. Além disso, o piloto da Aspar também recebeu uma injeção de plasma rico em plaquetas, uma manobra que tem como objetivo ajudar a regenerar a estrutura óssea.

Camier defendeu as cores da Suzuki na temporada 2013 do Mundial de Superbike (Foto: Superbike)
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“Segundo o Dr. [James] Chao, a operação foi bem sucedida e estou muito contente. Agora só penso em me recuperar. No momento, tenho que deixar o punho imobilizado por mais uma semana. Depois vou começar a reabilitação e, pouco a pouco, vou recuperando a mobilidade”, falou. “Quero agradecer a equipe, os patrocinadores e aos fãs por todo o apoio que estão me dando neste período. Na primeira revisão, uma semana depois da operação, recebi uma injeção de plasma rico em plaquetas para ajudar a calcificar os ossos. De acordo com o médico, a recuperação está cumprindo os prazos previstos, o que é muito positivo. É preciso ter paciência”, comentou.

“Se tomei a decisão de operar, é para voltar ao meu melhor nível, pensando em estar bem para o final da temporada e também pensando no ano que vem”, completou Nicky.

Com o titular fora de combate, a Aspar escalou Leon Camier para assumir a RCV1000R de Hayden em Indianápolis e em Brno. Piloto do Mundial de Superbike, o britânico apareceu em todas as primeiras listas de inscritos na temporada 2014 da MotoGP, mas, por conta de dificuldades financeiras, a Ioda desistiu de alinhar dois pilotos no grid do Mundial e entregou sua única ART para Danilo Petrucci.

Leon começou a temporada sem moto, mas disputou algumas provas do Mundial de Superbike com a BMW Italia, substituindo o acidentado Sylvain Barrier. Com a recuperação do francês, que reassumiu a moto em Misano, Camier voltou a ficar a pé.

No início do mês, entretanto, Leon retornou ao certame, desta vez com a MV Agusta, substituindo o lesionado Claudio Corti na etapa de Laguna Seca.

Tony Cairoli – The Movie

A história de Antonio Cairoli vai ganhar os cinemas no fim deste ano. Produzido por Nick Janssen e Jean-Paul Maas, o documentário conta a história do heptacampeão mundial de motocross.

Além de mostrar o caminho percorrido pelo italiano para chegar aos sete títulos mundiais, o documentário holandês também mostra a vida do piloto, com depoimentos de Cairoli e de pessoas próximas ao multicampeão.

História de Tony Cairoli vai virar filme (Foto: GEPA Pictures/Red Bull)
O DVD, que será lançado em 15 de dezembro, já está em pré-venda no site: www.livingfortheweekend.mx.

A produtora ‘Living for the weekend’, autora de um documentário homônimo de motocross, disponibilizou um trailer do filme, legendado em 13 idiomas. Um desses idiomas, aliás, é o 'Brasileiro', uma tentativa do português que a gente fala por aqui.

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terça-feira, 22 de julho de 2014

Power for Lascorz

A vida de Joan Lascorz mudou no dia 2 de abril de 2012, quando o espanhol sofreu um grave acidente no circuito de Ímola, na Itália. Na queda, a cerca de 200 km/h, o piloto bateu a cabeça no muro e sofreu uma lesão nas vértebras C5 e C6.

Graças ao trabalho rápido dos médicos, os movimentos dos braços e punhos de Joan foram preservados, mas o espanhol perdeu completamente a mobilidade nas pernas, dedos e na região abdominal.

Lascorz disputou o rali Baja Aragón no último fim de semana (Foto: Reprodução/Facebook)
Preso a uma cadeira de rodas, Lascorz precisou de um tempo para se adaptar a sua nova condição, mas assim que quebrou o silêncio sobre o acidente de Ímola, deixou claro que não ficaria longe das pistas eternamente.

Joan cumpriu essa promessa no último fim de semana. A bordo de um Mercedes ML 3200, o espanhol disputou o rali Baja Aragón, na Espanha.

Depois de correr contra o tempo para adaptar o carro e conquistar sua licença, Joan encarou uma verdadeira maratona nos três dias da competição e concluiu a prova na 16ª colocação geral e oitava na Copa España, de um total de 18 participantes.

Independente do resultado obtido, Lascorz saiu do Baja Aragón como um vencedor. E um grande exemplo.

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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Tudo igual em Borgo Panigale

Andrea Dovizioso e Cal Crutchlow aproveitaram o fim de semana para anunciarem que seguem com a Ducati na temporada 2015 da MotoGP. O anúncio foi feito durante a World Ducati Week, um tradicional evento realizado anualmente pela marca de Borgo Panigale em Misano.

Mesmo cotado para assumir uma vaga na Suzuki, que volta à MotoGP no próximo ano, Dovizioso optou por renovar seu vínculo com a casa de Bolonha por mais dois anos. Substituto de Valentino Rossi, Andrea foi convencido a dar uma chance para a GP15, primeira moto a ser completamente desenvolvida por Gigi Dall’igna, novo chefe da Ducati Corse.

Crutchlow renovou com a Ducati por dois anos (Foto: Ducati)
“Estou particularmente feliz em poder anunciar aqui, na frente dos nossos fãs, a renovação do contrato de Andrea Dovizioso, que seguirá como piloto da Ducati nas próximas duas temporadas”, anunciou Claudio Domenicali, CEO da Ducati.

Completadas as nove primeiras provas da temporada 2014, Dovizioso ocupa a quarta colocação no Mundial, 126 pontos atrás de Marc Márquez, líder do campeonato.

Poucas horas após o anúncio da permanência de Dovizioso, a fábrica vermelha confirmou que Cal Crutchlow aceitou a opção de seu contrato e vai continuar com a Ducati em 2015.

“Dovizioso renovou seu contrato nesta manhã”, explicou Paolo Ciabatti, Diretor de Projeto da Ducati na MotoGP, no último sábado. “Cal tem um contrato conosco para a próxima temporada e vai continuar no time oficial no próximo ano”, completou.

Estreando na Ducati em 2014, Crutchlow não vem tendo vida fácil com a Desmosedici. Por conta de problemas técnicos e acidentes, o britânico completou apenas quatro das nove provas disputadas até aqui e ocupa apenas a 14ª colocação no Mundial, 197 pontos atrás de Márquez.

Depois de muitas tentativas fracassadas, a Ducati prepara uma nova revolução em seu protótipo. Responsável pelo projeto, Dall’Igna explicou que a GP15, que deve estrear no teste coletivo de Valência no fim do ano, tem um motor novo e menor.

Crutchlow vai cumprir contrato e seguir com a Ducati em 2015 (Foto: Ducati)
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A confirmação de Crutchlow e Dovizioso afastou a esperança de Andrea Iannone de ser promovido ao time principal, mas o italiano continua contratado diretamente por Borgo Panigale e gozando dos mesmos privilégios dos pilotos do time oficial.

Com a confirmação da dupla da Ducati, Jorge Lorenzo segue como único piloto dos times oficiais a não ter anunciado oficialmente seus planos para 2015. A expectativa, entretanto, é que a Yamaha anuncie a permanência do espanhol nos próximos dias.

A definição na Ducati também serviu para incendiar os rumores sobre as duas vagas da Suzuki. De acordo com a imprensa espanhola, Aleix Espargaró e Maverick Viñales serão anunciados pelo time agora chefiado por Davide Brivio ainda nesta semana.

Em plena temporada de rumores, o anúncio do retorno da Aprilia ao Mundial de Motovelocidade também é tido como iminente. Inicialmente planejada para 2016, a volta da montadora pode ser antecipada, o que abriria lugar para Eugene Laverty e Álvaro Bautista, que deve entregar a RC213V da Gresini para Scott Redding.

Assim, entre as principais motos do grid, restariam uma vaga na LCR e uma na Tech3. O time de Lucio Cecchinello não esconde o interesse de manter Stefan Bradl, mas inúmeros rumores seguem colocando Jack Miller na vaga do germânico. O jovem australiano, entretanto, teria que saltar direto da Moto3 para a classe rainha.

Na esquadra de Hervé Poncharal as coisas seguem ainda mais incertas. Contratado diretamente pela Yamaha, Pol Espargaró segue na equipe francesa em 2015, mas Bradley Smith já confirmou que não tem propostas para o próximo ano. Jonas Folger chegou a ser especulado na vaga, mas afirmou que não vai deixar a Moto2 no fim deste ano.

Caso Aleix Espargaró efetivamente assine com a Suzuki, a Forward teria duas Yamaha Open livres para o próximo ano, já que Colin Edwards decidiu pela aposentadoria. O time de Giovanni Cuzari, assim, passaria a ser a melhor opção para Bradl e Smith.

Líder da Moto2, Tito Rabat não é candidato a nenhuma das vagas na MotoGP, já que decidiu renovar seu contrato com a Marc VDS e vai continuar na divisão intermediária em 2015.