quinta-feira, 30 de maio de 2013
Homens de azul
A Yamaha anunciou na manhã desta quinta-feira (30) a contratação de Cyril Després por dois anos. Além do Rali Dakar, que começa no dia 5 de janeiro em Rosário, na Argentina, e termina no dia 18 de janeiro, em Valparaíso, no Chile, o pentacampeão do Dakar também virá ao Brasil para participar do Rali dos Sertões.
Para celebrar a chegada de Després, a Yamaha produziu um encontro do francês com um dos grandes nomes do Dakar: Stéphane Peterhansel.
Peterhansel estreou no Paris Dakar com a casa de Iwata em 1988 e faturou os títulos de 1991, 1992, 1993, 1995, 1997 e 1998. No ano seguinte, Stéphane passou para os carros, vencendo o rali nas edições de 2004, 2005, 2007, 2012 e 2013. Aos 47 anos e com 11 títulos no currículo, Peterhansel é o piloto mais bem sucedido da história do Dakar.
O resultado deste encontro está aqui:
Chutando o balde
Cal Crutchlow, mais uma vez, deixou clara sua frustração com o interesse
da Yamaha em Pol Espargaró. Falando aos jornalistas em Mugello, palco
do GP deste fim de semana, o britânico deixou claro que pode deixar a
Tech3 no fim da temporada 2013 – quando termina seu contrato com o time
de Hervé Poncharal – caso a Yamaha ofereça ao novato um contrato melhor
do que o dele para o atual piloto da Pons na Moto2.
Crutchlow, que conquistou o melhor resultado de sua carreira na etapa passada, com um segundo lugar no GP da França, deixou claro que quer seguir na Tech3, mas desde que tenha um contrato direto com a Yamaha, o que o colocaria em uma posição mais próxima do equipamento que é oferecido a Jorge Lorenzo e Valentino Rossi – ambos com contratos válidos até o fim da temporada 2014.
A situação de Cal é bastante delicada, especialmente porque a segunda moto da Tech3 é de Bradley Smith, cujo vínculo empregatício também termina no fim da próxima temporada.
“Até onde eu sei, eles assinaram com o Pol. Isso não é da minha conta e eu não me importo, mas se tem uma coisa que eu tenho certeza é que eu não vou ficar abaixo do Pol no meu time”, assegurou. “Então eu saio, isso é claro.”
“Mesmo que eu tenha a opção de seguir lá, não ficarei se não tiver um contrato de fábrica e eu não tenho”, falou. “A minha situação é que eu quero estar na Yamaha e eu quero pilotar para o mesmo time, mas se estão dando um contrato de fábrica, acho que eu mereço mais do que ele”, opinou.
Na visão de Crutchlow, quem pode falar sobre essa situação é Lin Jarvis, o chefe da Yamaha. “A melhor pessoa para perguntar sobre toda essa situação é Lin. Está tudo nas mãos dele”, apontou. “Os japoneses seguem o que ele diz e o motivo de ele querer assinar com Pol é uma escolha dele.”
“No momento, não estou muito preocupado. Ainda estou determinado e motivado, mas não vou pilotar para a Yamaha abaixo do Pol. Meu claro interesse é ficar onde estou com um contrato melhor do que o que eu tenho agora”, reforçou. “Como Hervé disse, me ofereceram um contrato de dois anos para evitar esta situação, mas eu estaria em uma posição pior, porque ele não assinou um contrato com uma fabricante. Como eu vou saber se ele não vai dizer que não temos nada, então não vamos correr?”, questionou.
“Ou se ele disser que eu tenho de guiar uma CRT ou algo assim. Não estou muito preocupado e a minha relação com Hervé é mais forte do que nunca, mas tem algumas coisas que estão na minha cabeça”, seguiu.
“Quero correr neste campeonato, mas onde eu não sei. Tenho um grande interesse em estar aqui e é isso que quero fazer, mas não serei tratado como um idiota e acho que estou certo. Não estou preocupado com o pacote, porque sei que o que eu tenho é bom”, comentou.
Questionado se estava sendo tratado como idiota, pois a Yamaha ofereceu um contrato melhor para Pol, Cal retrucou: “É claro que estão, porque o que mais eu posso fazer para garantir algo, além do que estou fazendo no momento?”, perguntou.
“Com toda honestidade, o que o Pol fez? Ele bateu Marc [Márquez] no ano passado em uma moto que era duas vezes melhor que a do Marc”, citou. “Não tenho nada contra Pol. Ele é um ótimo piloto e, em alguns anos, vai estar na frente na MotoGP, mas isso não é problema meu.”
“Se a Yamaha assinar com ele, não posso fazer nada a respeito, e se eles viram algo nele, é a escolha deles. Não vou ficar muito satisfeito, mas não posso fazer nada a respeito”, declarou. “Não fiz nada errado, mas a melhor pessoa para perguntar [a respeito] é Lin. Posso estar nesse campeonato em um bom lugar, mas, no momento, não sei onde.”
Em uma recente entrevista ao site britânico ‘Motorcycle News’, Jarvis admitiu o interesse da Yamaha em Espargaró e afirmou que a dupla da Tech3 para 2014 será definida mais para frente.
“Claro que a Yamaha tem interesse em Pol. Ano passado tinham dois pilotos que se destacavam na Moto2 e Pol era um deles”, lembrou. “Eu não gostaria de ver Cal sair. Nós precisamos de um grupo forte de pilotos rápidos e Cal é, definitivamente, um deles. Nós também gostamos do jeito dele. Às vezes ele é um pouco sincero, mas isso é parte do charme dele e tem um bom apelo, então eu não gostaria de ver Cal deixar o projeto”, defendeu.
“Soube por Hervé que Cal expressou um forte interesse em ficar, mas nós não vamos colocar três motos com especificação completamente de fábrica no grid e isso é algo que não vai mudar no próximo ano”, assegurou, explicando que a dupla da Tech3 será definida mais para frente, entre a Poncharal, os pilotos e também Iwata.
Também à publicação, Poncharal elogiou a atuação de Crutchlow, lembrando que ele é único que regularmente consegue ficar entre os quatro grandes do Mundial – Dani Pedrosa, Márquez, Lorenzo e Rossi.
“Eu adoraria ter a chance de manter Cal conosco, porque ele traz muito ao time. Acho que haverá a possibilidade”, avaliou. “Estou mais preocupado em saber se Cal realmente vai querer ficar ou se ele vai tentar ver outras opções. Nós sabemos que a Ducati pode ter uma vaga em aberto e sabemos que a Suzuki pode voltar”, completou.
No ano passado, Crutchlow chegou a negociar com a Ducati, mas acabou preterido em favor de Andrea Dovizioso. No caso da Suzuki, a marca nipônica ainda não se pronunciou sobre os pilotos que pretende alinhar, mas Cal aparece na lista de candidatos, inclusive sendo apontado como o favorito em pesquisas de opinião com os fãs da MotoGP.
No geral, a situação de Crutchlow não é boa. A Yamaha, apesar da bela história construída especialmente após 2004, ainda é uma fábrica pequena – em comparação com a Honda – e não tem o mesmo potencial de investimento da rival.
É óbvio que a Iwata tem interesse em um jovem piloto. A carreira de Rossi está perto do fim, Lorenzo já falou uma ou duas vezes que não sabe mais por quantos anos seguirá em atividade e a fábrica não pode arriscar desperdiçar todo o investimento que fez, não tendo um piloto pronto para assumir o papel de líder da equipe.
A Yamaha, claramente, tem de olhar para o futuro, mas isso não significa descartar Crutchlow. O problema é que ele está entrando em rota de colisão com os japoneses, o que pode não ser visto com bons olhos.
No fim das contas, a pergunta que fica é: quem deu um contrato de dois anos para Bradley Smith?
Crutchlow, que conquistou o melhor resultado de sua carreira na etapa passada, com um segundo lugar no GP da França, deixou claro que quer seguir na Tech3, mas desde que tenha um contrato direto com a Yamaha, o que o colocaria em uma posição mais próxima do equipamento que é oferecido a Jorge Lorenzo e Valentino Rossi – ambos com contratos válidos até o fim da temporada 2014.
A situação de Cal é bastante delicada, especialmente porque a segunda moto da Tech3 é de Bradley Smith, cujo vínculo empregatício também termina no fim da próxima temporada.
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| Crutchlow voltou a afirmar que a Yamaha já fechou com Espargaró (Foto: Bridgestone) |
“Até onde eu sei, eles assinaram com o Pol. Isso não é da minha conta e eu não me importo, mas se tem uma coisa que eu tenho certeza é que eu não vou ficar abaixo do Pol no meu time”, assegurou. “Então eu saio, isso é claro.”
“Mesmo que eu tenha a opção de seguir lá, não ficarei se não tiver um contrato de fábrica e eu não tenho”, falou. “A minha situação é que eu quero estar na Yamaha e eu quero pilotar para o mesmo time, mas se estão dando um contrato de fábrica, acho que eu mereço mais do que ele”, opinou.
Na visão de Crutchlow, quem pode falar sobre essa situação é Lin Jarvis, o chefe da Yamaha. “A melhor pessoa para perguntar sobre toda essa situação é Lin. Está tudo nas mãos dele”, apontou. “Os japoneses seguem o que ele diz e o motivo de ele querer assinar com Pol é uma escolha dele.”
“No momento, não estou muito preocupado. Ainda estou determinado e motivado, mas não vou pilotar para a Yamaha abaixo do Pol. Meu claro interesse é ficar onde estou com um contrato melhor do que o que eu tenho agora”, reforçou. “Como Hervé disse, me ofereceram um contrato de dois anos para evitar esta situação, mas eu estaria em uma posição pior, porque ele não assinou um contrato com uma fabricante. Como eu vou saber se ele não vai dizer que não temos nada, então não vamos correr?”, questionou.
“Ou se ele disser que eu tenho de guiar uma CRT ou algo assim. Não estou muito preocupado e a minha relação com Hervé é mais forte do que nunca, mas tem algumas coisas que estão na minha cabeça”, seguiu.
“Quero correr neste campeonato, mas onde eu não sei. Tenho um grande interesse em estar aqui e é isso que quero fazer, mas não serei tratado como um idiota e acho que estou certo. Não estou preocupado com o pacote, porque sei que o que eu tenho é bom”, comentou.
Questionado se estava sendo tratado como idiota, pois a Yamaha ofereceu um contrato melhor para Pol, Cal retrucou: “É claro que estão, porque o que mais eu posso fazer para garantir algo, além do que estou fazendo no momento?”, perguntou.
“Com toda honestidade, o que o Pol fez? Ele bateu Marc [Márquez] no ano passado em uma moto que era duas vezes melhor que a do Marc”, citou. “Não tenho nada contra Pol. Ele é um ótimo piloto e, em alguns anos, vai estar na frente na MotoGP, mas isso não é problema meu.”
“Se a Yamaha assinar com ele, não posso fazer nada a respeito, e se eles viram algo nele, é a escolha deles. Não vou ficar muito satisfeito, mas não posso fazer nada a respeito”, declarou. “Não fiz nada errado, mas a melhor pessoa para perguntar [a respeito] é Lin. Posso estar nesse campeonato em um bom lugar, mas, no momento, não sei onde.”
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| Apesar do interesse da Yamaha, Pol não começou bem o ano na Moto2 (Foto: Pons) |
Em uma recente entrevista ao site britânico ‘Motorcycle News’, Jarvis admitiu o interesse da Yamaha em Espargaró e afirmou que a dupla da Tech3 para 2014 será definida mais para frente.
“Claro que a Yamaha tem interesse em Pol. Ano passado tinham dois pilotos que se destacavam na Moto2 e Pol era um deles”, lembrou. “Eu não gostaria de ver Cal sair. Nós precisamos de um grupo forte de pilotos rápidos e Cal é, definitivamente, um deles. Nós também gostamos do jeito dele. Às vezes ele é um pouco sincero, mas isso é parte do charme dele e tem um bom apelo, então eu não gostaria de ver Cal deixar o projeto”, defendeu.
“Soube por Hervé que Cal expressou um forte interesse em ficar, mas nós não vamos colocar três motos com especificação completamente de fábrica no grid e isso é algo que não vai mudar no próximo ano”, assegurou, explicando que a dupla da Tech3 será definida mais para frente, entre a Poncharal, os pilotos e também Iwata.
Também à publicação, Poncharal elogiou a atuação de Crutchlow, lembrando que ele é único que regularmente consegue ficar entre os quatro grandes do Mundial – Dani Pedrosa, Márquez, Lorenzo e Rossi.
“Eu adoraria ter a chance de manter Cal conosco, porque ele traz muito ao time. Acho que haverá a possibilidade”, avaliou. “Estou mais preocupado em saber se Cal realmente vai querer ficar ou se ele vai tentar ver outras opções. Nós sabemos que a Ducati pode ter uma vaga em aberto e sabemos que a Suzuki pode voltar”, completou.
No ano passado, Crutchlow chegou a negociar com a Ducati, mas acabou preterido em favor de Andrea Dovizioso. No caso da Suzuki, a marca nipônica ainda não se pronunciou sobre os pilotos que pretende alinhar, mas Cal aparece na lista de candidatos, inclusive sendo apontado como o favorito em pesquisas de opinião com os fãs da MotoGP.
No geral, a situação de Crutchlow não é boa. A Yamaha, apesar da bela história construída especialmente após 2004, ainda é uma fábrica pequena – em comparação com a Honda – e não tem o mesmo potencial de investimento da rival.
É óbvio que a Iwata tem interesse em um jovem piloto. A carreira de Rossi está perto do fim, Lorenzo já falou uma ou duas vezes que não sabe mais por quantos anos seguirá em atividade e a fábrica não pode arriscar desperdiçar todo o investimento que fez, não tendo um piloto pronto para assumir o papel de líder da equipe.
A Yamaha, claramente, tem de olhar para o futuro, mas isso não significa descartar Crutchlow. O problema é que ele está entrando em rota de colisão com os japoneses, o que pode não ser visto com bons olhos.
No fim das contas, a pergunta que fica é: quem deu um contrato de dois anos para Bradley Smith?
terça-feira, 28 de maio de 2013
Até tu?!
Tem um jornalista espanhol que diz que Valentino Rossi não é um simples piloto italiano, mas sim um patrimônio da humanidade. Mesmo nos momentos mais difíceis desses dois anos com a Ducati, o multicampeão seguiu com sua incrível popularidade e hoje, de volta a Yamaha, é bem difícil encontrar alguém que não torça para que ele reencontre o caminho da vitória.
Quer dizer, Casey Stoner certamente não está na torcida, assim como não devem estar muitos outros desafetos do italiano. Sete Gibernau, por exemplo. Se bem que...
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| Gibernau declarou estar torcendo para Valentino Rossi voltar a vencer (Foto: Repsol) |
“Conversei com Valentino algumas vezes e disse a ele que gostaria de vê-lo vencer outra vez”, contou Gibernau. “A verdade é que, com esses novos rapazes, as novas motos e como os pneus e toda a eletrônica parecem funcionar, acho que toda a técnica mudou um pouco e é isso que está dificultando as coisas para Valentino”, avaliou o ex-piloto.
“Parece que há muita tração no limite da curva e a velocidade de curva é muito alta, então você não precisa ter o estilo de pilotagem que Valentino tinha quando eu estava correndo”, apontou.
Sete afirmou ter ótimas memórias dos tempos em que lutava com Valentino pelo Mundial e declarou que espera ver seu antigo rival lutando pelo título outra vez.
“Gostaria de vê-lo lutando pela vitória outra vez. Tenho ótimas memórias de todos aqueles anos. Foram três ou quatro anos em que nós batalhamos pelo campeonato de forma muito dura e acho que aqueles foram os melhores anos da minha vida”, comentou. “Como eu disse, gostaria de ver Valentino ganhando até se aposentar e eu espero que este ano ele comece a lutar pelo campeonato outra vez ou, pelo menos, por algumas corridas”, concluiu.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
É, eu sei…
Tanto a MotoGP como o Mundial de Superbike têm uma maneira um pouco atípica de promover suas corridas. No fim de semana do GP da França, por exemplo, os pilotos do Mundial de Motovelocidade foram em um parque da Disney francesa.
Nesta semana, a Superbike esteve na Inglaterra para a etapa de Donington Park e os pilotos britânicos e irlandeses compareceram em um evento promocional. Leon Haslam, Leon Camier, Tom Sykes, Sam Lowes, Eugene Laverty, Chaz Davies, Jack Kennedy e Christian Iddon participaram de uma competição.
O resultado é este aqui:
Nesta semana, a Superbike esteve na Inglaterra para a etapa de Donington Park e os pilotos britânicos e irlandeses compareceram em um evento promocional. Leon Haslam, Leon Camier, Tom Sykes, Sam Lowes, Eugene Laverty, Chaz Davies, Jack Kennedy e Christian Iddon participaram de uma competição.
O resultado é este aqui:
Primeiro teste
No fim da semana passada a Honda esteve no circuito de Motegi com sua
equipe de testes para colocar na pista o modelo de produção que está
desenvolvendo para a temporada 2014 da MotoGP. A nova moto, uma versão
de produção da RC213V, é uma alternativa desenvolvida pela fábrica de
Hamamatsu as atuais CRT, motos que contam com chassis artesanais e
motores derivados de produção.
A meta da HRC é oferecer material competitivo e de baixo custo para as equipes menores, com o objetivo de manter o grid da classe rainha do Mundial de Motociclismo cheio e com uma performance mais próxima daquela que é apresentada pelos protótipos de fábrica.
A Honda já admitiu que o desenvolvimento desta versão de produção está um pouco atrasado, mas pretende finalizar o desenvolvido e anunciar a introdução o novo modelo até o fim desta temporada.
“Os resultados dos testes mostraram mais do que nós estávamos esperando, em especial, com sua performance de corrida”, afirmou Shuhei Nakamoto, vice-presidente executivo da HRC. “Neste estágio, não podemos anunciar o nome ou a especificação, mas teremos a oportunidade de anunciar os detalhes em um futuro não muito distante”, completou.
“Vamos continuar desenvolvendo a moto para atender os regulamento técnico e esportivo da MotoGP em 2014, e vamos introduzir o modelo até o fim deste ano”, assegurou Nakamoto.
A Honda ainda não confirmou detalhes deste projeto, mas ele deve ter um custo de até € 1 milhão (cerca de R$ 2,6 milhões).
Além do projeto da HRC, a Yamaha também anunciou no início da temporada que vai fornecer motores para equipes clientes no próximo ano. O propulsor deve ser semelhante ao que é utilizado pela Tech3, mas maiores detalhes também não foram revelados por Iwata.
A meta da HRC é oferecer material competitivo e de baixo custo para as equipes menores, com o objetivo de manter o grid da classe rainha do Mundial de Motociclismo cheio e com uma performance mais próxima daquela que é apresentada pelos protótipos de fábrica.
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| Versão de produção da RC213V foi testada semana passada no circuito de Mugello (Foto: Honda) |
A Honda já admitiu que o desenvolvimento desta versão de produção está um pouco atrasado, mas pretende finalizar o desenvolvido e anunciar a introdução o novo modelo até o fim desta temporada.
“Os resultados dos testes mostraram mais do que nós estávamos esperando, em especial, com sua performance de corrida”, afirmou Shuhei Nakamoto, vice-presidente executivo da HRC. “Neste estágio, não podemos anunciar o nome ou a especificação, mas teremos a oportunidade de anunciar os detalhes em um futuro não muito distante”, completou.
“Vamos continuar desenvolvendo a moto para atender os regulamento técnico e esportivo da MotoGP em 2014, e vamos introduzir o modelo até o fim deste ano”, assegurou Nakamoto.
A Honda ainda não confirmou detalhes deste projeto, mas ele deve ter um custo de até € 1 milhão (cerca de R$ 2,6 milhões).
Além do projeto da HRC, a Yamaha também anunciou no início da temporada que vai fornecer motores para equipes clientes no próximo ano. O propulsor deve ser semelhante ao que é utilizado pela Tech3, mas maiores detalhes também não foram revelados por Iwata.
DTM
Valentino Rossi esteve em Monte Carlo no último domingo (26)
para acompanhar o GP de Mônaco de F1. Como não podia deixar de ser, o
italiano foi bastante requisitado pelos profissionais de imprensa e,
mais uma vez, contou que tem planos de mudar para o automobilismo, “mas
só quando eu tiver deixado as motos e, obviamente, não no mesmo nível”.
Durante muitos anos, Valentino namorou a ideia de mudar para a F1, mas a paixão pelas duas rodas falou mais alto e ele deu sequência a sua vitoriosa carreira no motociclismo.
No Principado, Rossi falou sobre as possibilidades para o futuro, e indicou o DTM como possível próximo passo. “Sim, eu penso no DTM ou em campeonatos similares. Acho que quando disser chega para as motos, ainda terei paixão suficiente para me divertir em quatro rodas”, comentou.
Ainda não se sabe muito sobre os planos de Valentino para o futuro. O italiano está no primeiro dos dois anos de contrato que firmou com a Yamaha, e especula-se que em 2015 o multicampeão passaria para o Mundial de Superbike para liderar os esforços da casa de Iwata no certame.
Rossi, entretanto, nunca fez segredo de seu interesse pelo automobilismo, inclusive participando regularmente de provas de rali. Ano passado, quando o grupo Volkswagen entrou em cena para tentar garantir a permanência do italiano na Ducati, uma das ofertas feitas era garantir a ele uma estrutura em alguma categoria forte do automobilismo, mas nem isso fez com que ele optasse por Borgo Panigale.
Durante muitos anos, Valentino namorou a ideia de mudar para a F1, mas a paixão pelas duas rodas falou mais alto e ele deu sequência a sua vitoriosa carreira no motociclismo.
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| Recentemente, Rossi testou um carro da Nascar (Foto: Monster Energy) |
No Principado, Rossi falou sobre as possibilidades para o futuro, e indicou o DTM como possível próximo passo. “Sim, eu penso no DTM ou em campeonatos similares. Acho que quando disser chega para as motos, ainda terei paixão suficiente para me divertir em quatro rodas”, comentou.
Ainda não se sabe muito sobre os planos de Valentino para o futuro. O italiano está no primeiro dos dois anos de contrato que firmou com a Yamaha, e especula-se que em 2015 o multicampeão passaria para o Mundial de Superbike para liderar os esforços da casa de Iwata no certame.
Rossi, entretanto, nunca fez segredo de seu interesse pelo automobilismo, inclusive participando regularmente de provas de rali. Ano passado, quando o grupo Volkswagen entrou em cena para tentar garantir a permanência do italiano na Ducati, uma das ofertas feitas era garantir a ele uma estrutura em alguma categoria forte do automobilismo, mas nem isso fez com que ele optasse por Borgo Panigale.
domingo, 26 de maio de 2013
Dia histórico
Quando se fala em mulheres no motociclismo/automobilismo, tem sempre
alguém para dizer: ‘Ah, mas uma mulher nunca vai vencer um homem’. Mas
hoje elas venceram. Ela venceu.
Neste domingo (26), María Herrera escreveu seu nome na história do Campeonato Espanhol de Velocidade – CEV ao se tornar a primeira mulher a vencer uma prova neste campeonato, um dos mais fortes da atualidade.
Largando na terceira colocação em Aragón, María esteve desde o início da
corrida envolvida em uma disputa com Jorge Navarro, Alejandro Medina,
Marcos Ramírez e Adrian Martín, que formaram um pelotão se distanciando
dos demais pilotos da Moto3.
Depois de resistir aos ataques de seus rivais, a jovem espanhola, que corre com uma KTM, recebeu a bandeirada no Motorland com 0s085 de vantagem para Navarro, o segundo colocado. Além do triunfo, María ganhou um cheque da Repsol que lhe garante combustível grátis para toda a temporada. A gigante espanhola é a principal patrocinadora do campeonato espanhol.
Pelo campeonato, Marcos Ramírez tem a liderança, com 37 pontos. Fabio Quartararo vem em segundo, com Herrera na terceira colocação, quatro pontos atrás do líder.
“Foi uma prova difícil, pois rodei na primeira posição quase toda a corrida. Tentei manter meu próprio ritmo e ficar calma, apesar de a traseira da moto derrapar um pouco”, disse a piloto de 16 anos. “É a primeira vez que eu venço uma corrida no CEV e foi muito difícil”, continuou.
“Estou ciente de que sem meus patrocinadores e o time, isso não teria sido possível e a partir de agora, devo continuar dando passos à frente de atingindo meus objetivos”, completou.
Ao contrário de muitas mulheres que tentaram chegar ao Mundial, María tem algumas coisas a seu favor. A mais importante talvez seja sua equipe, mas não por se tratar de uma escuderia – o time júnior da Estrella Galicia 0,0 – que tem presença do campeonato organizado pela Dorna. Herrera faz parte da Monlau, a mesma equipe que formou Marc Márquez e vem preparando Álex Rins. O mesmo time que tem Emilio Alzamora como chefe.
Não bastasse o suporte da Monlau, María ainda tem Álvaro Bautista como mentor. Um mentor bastante ativo, aliás. Ativo ao ponto de treinar com ela e de viajar para estar com a piloto nas corridas. Alguém pode dizer: ‘Ah, mas Bautista não é nenhum fenômeno do motociclismo’. Pode até ser, mas qualquer um que na posição dele – de piloto da MotoGP, a categoria top do motociclismo mundial –dedica seu tempo a uma jovem piloto merece todos os aplausos. Ele, certamente, tem muito para ensinar.
María tem um longo e belo caminho pela frente.
Neste domingo (26), María Herrera escreveu seu nome na história do Campeonato Espanhol de Velocidade – CEV ao se tornar a primeira mulher a vencer uma prova neste campeonato, um dos mais fortes da atualidade.
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| María venceu em Aragón com 0s085 de vantagem (Foto: Repsol) |
Depois de resistir aos ataques de seus rivais, a jovem espanhola, que corre com uma KTM, recebeu a bandeirada no Motorland com 0s085 de vantagem para Navarro, o segundo colocado. Além do triunfo, María ganhou um cheque da Repsol que lhe garante combustível grátis para toda a temporada. A gigante espanhola é a principal patrocinadora do campeonato espanhol.
Pelo campeonato, Marcos Ramírez tem a liderança, com 37 pontos. Fabio Quartararo vem em segundo, com Herrera na terceira colocação, quatro pontos atrás do líder.
“Foi uma prova difícil, pois rodei na primeira posição quase toda a corrida. Tentei manter meu próprio ritmo e ficar calma, apesar de a traseira da moto derrapar um pouco”, disse a piloto de 16 anos. “É a primeira vez que eu venço uma corrida no CEV e foi muito difícil”, continuou.
“Estou ciente de que sem meus patrocinadores e o time, isso não teria sido possível e a partir de agora, devo continuar dando passos à frente de atingindo meus objetivos”, completou.
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| A espanhola dividiu o pódio com Jorge Navarro e Alejandro Medina (Foto: Repsol) |
Ao contrário de muitas mulheres que tentaram chegar ao Mundial, María tem algumas coisas a seu favor. A mais importante talvez seja sua equipe, mas não por se tratar de uma escuderia – o time júnior da Estrella Galicia 0,0 – que tem presença do campeonato organizado pela Dorna. Herrera faz parte da Monlau, a mesma equipe que formou Marc Márquez e vem preparando Álex Rins. O mesmo time que tem Emilio Alzamora como chefe.
Não bastasse o suporte da Monlau, María ainda tem Álvaro Bautista como mentor. Um mentor bastante ativo, aliás. Ativo ao ponto de treinar com ela e de viajar para estar com a piloto nas corridas. Alguém pode dizer: ‘Ah, mas Bautista não é nenhum fenômeno do motociclismo’. Pode até ser, mas qualquer um que na posição dele – de piloto da MotoGP, a categoria top do motociclismo mundial –dedica seu tempo a uma jovem piloto merece todos os aplausos. Ele, certamente, tem muito para ensinar.
María tem um longo e belo caminho pela frente.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Perdemos ou ganhamos?
No fim de semana passado Lewis Hamilton esteve em Le Mans para
acompanhar o GP da França de MotoGP. Depois de encontrar Valentino
Rossi, Jorge Lorenzo, Cal Crutchlow e Bradley Smith, e conhecer o
traçado francês em um passeio com Randy Mamola, o piloto da Mercedes na
F1 contou que era apaixonado pela categoria, mas agora, em sua coluna no
site da BBC, o britânico foi mais além.
“Sou fanático pelas motos – sempre fui. Era, na verdade, o que eu queria fazer antes de começar a correr”, contou. “Quando eu era criança e o Natal estava chegando, meu pai me perguntava o que eu queria e eu sempre dizia uma moto. Eu vivia pedindo uma e ele dizia que era muito perigoso, então me comprou um kart. Mas as motos continuaram sendo a minha paixão”, escreveu.
Mais uma vez, Hamilton não escondeu sua admiração pelo ícone máximo do motociclismo mundial. “Foi uma grande emoção ir assistir uma corrida da MotoGP pela primeira vez no fim de semana passado”, comentou. “Nunca tive a chance antes e estava doido para ir. Foi uma experiência incrível. Conheci Valentino Rossi e Jorge Lorenzo, que, para mim, são os pilotos mais incríveis”, elogiou.
“Desde que comecei a assistir a MotoGP, Rossi era o cara, então finalmente conhecê-lo foi ótimo. O carisma e a personalidade que ele tem quando você vê pela TV é exatamente o mesmo de quando o conheci. Fiquei impressionado”, destacou.
Hamilton, certamente, combinaria com o mundo do Mundial de Motovelocidade. A MotoGP perdeu um astro ou se livrou de um problema?
“Sou fanático pelas motos – sempre fui. Era, na verdade, o que eu queria fazer antes de começar a correr”, contou. “Quando eu era criança e o Natal estava chegando, meu pai me perguntava o que eu queria e eu sempre dizia uma moto. Eu vivia pedindo uma e ele dizia que era muito perigoso, então me comprou um kart. Mas as motos continuaram sendo a minha paixão”, escreveu.
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| Hamilton na MotoGP: daria certo? (Foto: Mercedes) |
Mais uma vez, Hamilton não escondeu sua admiração pelo ícone máximo do motociclismo mundial. “Foi uma grande emoção ir assistir uma corrida da MotoGP pela primeira vez no fim de semana passado”, comentou. “Nunca tive a chance antes e estava doido para ir. Foi uma experiência incrível. Conheci Valentino Rossi e Jorge Lorenzo, que, para mim, são os pilotos mais incríveis”, elogiou.
“Desde que comecei a assistir a MotoGP, Rossi era o cara, então finalmente conhecê-lo foi ótimo. O carisma e a personalidade que ele tem quando você vê pela TV é exatamente o mesmo de quando o conheci. Fiquei impressionado”, destacou.
Hamilton, certamente, combinaria com o mundo do Mundial de Motovelocidade. A MotoGP perdeu um astro ou se livrou de um problema?
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Nada muda
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| Nada muda com Honda na F1 (Foto: Honda) |
A Honda anunciou na semana passada sua volta à F1, mas a parceria com a McLaren não muda em nada o envolvimento da gigante de Hamamatsu com a MotoGP. Em entrevista ao site italiano ‘GPOne’, Shuhei Nakamoto, vice-presidente executivo da HRC, garantiu que a operação no Mundial de Motovelocidade seguirá inalterada.
“A MotoGP é melhor que a F1 por causa das meninas com guarda-chuvas”, brincou o dirigente. “Honestamente, eu não sei detalhes desta operação. Eu sabia que eles estavam trabalhando e que existia a chance de voltar. Alguns engenheiros estão trabalhando no design do motor”, contou.
Questionado sobre sua opinião a respeito do retorno à F1, Nakamoto garantiu que o assunto não o preocupa. “Não estou nem um pouco preocupado”, assegurou. “Se a decisão da companhia, como já aconteceu, for me fazer trabalhar na F1, eu o farei, mas não é a minha prioridade.”
Ainda, o chefe da HRC afirmou que a volta à F1 não vai influenciar na MotoGP. “Nós estamos falando sobre a mesma companhia, a Honda, mas é como se fossem duas companhias separadas. Nada vai mudar”, reforçou.
Perguntado se são dois mundos completamente diferentes, Shuhei respondeu: “Sim, e não só pelo número de pneus”, riu. “Mas a real diferença é sobre quanto o piloto influencia no trabalho final. Na F1, o motor, por exemplo, é parte de todo o carro, onde a aerodinâmica é dominante, o chassi – também entendido com o consumo de pneus – tem 10% de valor, assim como o piloto. Nas motocicletas, é o oposto. No Trial, o piloto é 90% do valor, no motocross 60%, na MotoGP, acho que o equilíbrio é perfeito. O resultado é dado 50% pelo piloto e 50% pelo veículo que ele pilota.”
O dirigente, que já trabalhou no campeonato comandado por Bernie Ecclestone, não escondeu sua predileção pelas motos. “Trabalhar na F1 é muito interessante e empolgante, especialmente de um ponto de vista técnico”, declarou.
“No entanto, eu prefiro as motos. Não posso dizer que tenho interesse zero nos carros, mas não é muito. Também porque os carros da F1 são completamente diferentes dos outros”, avaliou. “Me interesso mais em seu conforto, na bagagem que eles podem carregar, sua velocidade. Eu gosto de Ferrari, Lamborghini, mas nunca dirigi um. As motos, por outro lado, são completamente diferentes. Eu não ligo para o conforto, mas sim no quanto eu gosto de guiá-las. Em porcentagens, sou 99% interessado em motos, e 1% em carros”, definiu.
Nakamoto também falou sobre o que a MotoGP pode aprender com a F1 e declarou que já conversou muito a esse respeito com Carmelo Ezpeleta, presidente da Dorna, a promotora do Mundial de Motovelocidade.
“Ao longo dos últimos anos, falei muitas vezes com Ezpeleta sobre este assunto e expliquei a ele a nossa posição. Finalmente ele entendeu isso e acho que encontramos um bom compromisso”, ponderou, afirmando que a Honda tem sim uma boa relação com a Dorna. “Estamos felizes com nosso relacionamento, assim como com o fornecimento de motores para a Moto2, e com a Moto3, onde os pilotos crescem, e com as motos de produção para o próximo ano.”
“Muitos jornalistas escreveram que Ezpeleta e eu estávamos brigando, mas, na verdade, nós somos bons amigos”, falou. “Talvez ele não seja o melhor, mas podemos lidar com isso. É uma boa relação”, riu.
Por fim, perguntado sobre a polêmica ultrapassagem de Marc Márquez em Jorge Lorenzo na última curva de Jerez, Nakamoto foi taxativo: “Foi uma ação regular de corrida”, encerrou.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Ah, os pneus
Não é só na F1 que os pneus estão causando polêmica. No último fim de
semana, Jorge Lorenzo teve um péssimo desempenho no GP da França – o
pior resultado do espanhol (considerando-se apenas as provas que ele
completou) desde o oitavo lugar no GP de Valência de 2008, sua temporada
de estreia na MotoGP – e creditou o sétimo posto em Le Mans a um
defeito no pneu traseiro.
“Tive um problema com o capacete, mas isso não foi o mais importante”, disse o espanhol, que passou a usar cascos HJC neste ano. “Não posso assegurar que o pneu era defeituoso, não sou técnico em pneus, e, se for assim, seguramente a Bridgestone esconderá. Nunca dirão que é defeituoso. Não posso assegurar, mas é a única coisa que me entra na cabeça”, continuou.
Do lado da fabricante nipônica, Shinji Aoki, diretor do Departamento de Desenvolvimento de Pneus da Bridgestone, explicou que ele mesmo examinou o composto traseiro do bicampeão e defende que não havia defeito nenhum, mas um erro no acerto da M1 do espanhol.
“Ficou claro durante a corrida que Jorge tinha um problema, já que ele não conseguiu manter o mesmo ritmo do pelotão líder. Imediatamente depois da corrida, nós tivemos uma reunião com o engenheiro de pneus dele, onde ele explicou sua falta de aderência na traseira”, contou Aoki. “Como é sempre o caso nessas situações, seu engenheiro analisou intensamente os pneus de corrida do Jorge, que foram encontrados em boa condição de trabalho”, continuou.
“Além disso, eu mesmo examinei os pneus e pessoalmente discuti a questão com os engenheiros da Yamaha, e nós todos concordamos que a falta de aderência de Jorge na traseira não era atribuída aos pneus”, comentou. “Nós recebemos muitos comentários diferentes dos pilotos depois da corrida sobre o feeling deles na pista, apesar de eles todos terem utilizado a mesma especificação de pneus de chuva e enfrentado as mesmas condições de pista.”
“Nestas condições de pouca aderência, o acerto das máquinas é crítico, já que a menor mudança no acerto pode ter um grande efeito na performance”, apontou. “De qualquer modo, foi uma pena por Jorge, já que ele foi tão forte de manhã no warm-up e todos nós esperávamos um resultado melhor dele, mas ele é um campeão e eu sei que ele vai voltar a sua melhor competitividade na próxima corrida”, opinou.
Apesar de Shinji dizer que os técnicos da Yamaha também concordaram que se tratava de um problema com o acerto da M1, Lorenzo não concordou com essa versão, e segue defendendo que seu pneu tinha defeito, uma vez que a moto era exatamente a mesma com a qual ele liderou o warm-up.
Com pneus com defeito ou não, o fato é que a Yamaha precisa acelerar o ritmo de desenvolvimento da M1, já que as RC213V de Marc Márquez e Dani Pedrosa estão voando. O triunfo de Lorenzo no Mundial do ano passado conseguiu esconder a diferença entre os dois protótipos, mas já passou a hora de Iwata correr atrás do prejuízo e tanto Lorenzo como Valentino Rossi já subiram o tom de suas cobranças.
“Tive um problema com o capacete, mas isso não foi o mais importante”, disse o espanhol, que passou a usar cascos HJC neste ano. “Não posso assegurar que o pneu era defeituoso, não sou técnico em pneus, e, se for assim, seguramente a Bridgestone esconderá. Nunca dirão que é defeituoso. Não posso assegurar, mas é a única coisa que me entra na cabeça”, continuou.
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| Fabricante garante que pneu de Lorenzo não tinha defeito (Foto: Bridgestone) |
“Ficou claro durante a corrida que Jorge tinha um problema, já que ele não conseguiu manter o mesmo ritmo do pelotão líder. Imediatamente depois da corrida, nós tivemos uma reunião com o engenheiro de pneus dele, onde ele explicou sua falta de aderência na traseira”, contou Aoki. “Como é sempre o caso nessas situações, seu engenheiro analisou intensamente os pneus de corrida do Jorge, que foram encontrados em boa condição de trabalho”, continuou.
“Além disso, eu mesmo examinei os pneus e pessoalmente discuti a questão com os engenheiros da Yamaha, e nós todos concordamos que a falta de aderência de Jorge na traseira não era atribuída aos pneus”, comentou. “Nós recebemos muitos comentários diferentes dos pilotos depois da corrida sobre o feeling deles na pista, apesar de eles todos terem utilizado a mesma especificação de pneus de chuva e enfrentado as mesmas condições de pista.”
“Nestas condições de pouca aderência, o acerto das máquinas é crítico, já que a menor mudança no acerto pode ter um grande efeito na performance”, apontou. “De qualquer modo, foi uma pena por Jorge, já que ele foi tão forte de manhã no warm-up e todos nós esperávamos um resultado melhor dele, mas ele é um campeão e eu sei que ele vai voltar a sua melhor competitividade na próxima corrida”, opinou.
Apesar de Shinji dizer que os técnicos da Yamaha também concordaram que se tratava de um problema com o acerto da M1, Lorenzo não concordou com essa versão, e segue defendendo que seu pneu tinha defeito, uma vez que a moto era exatamente a mesma com a qual ele liderou o warm-up.
Com pneus com defeito ou não, o fato é que a Yamaha precisa acelerar o ritmo de desenvolvimento da M1, já que as RC213V de Marc Márquez e Dani Pedrosa estão voando. O triunfo de Lorenzo no Mundial do ano passado conseguiu esconder a diferença entre os dois protótipos, mas já passou a hora de Iwata correr atrás do prejuízo e tanto Lorenzo como Valentino Rossi já subiram o tom de suas cobranças.
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