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terça-feira, 3 de março de 2015

Chance de ouro

A base do motociclismo brasileiro está longe de ser a ideal, mas 2015 começa com algumas luzes se acendendo no fim do túnel. Além de Eric Granado, que deixou o Mundial para correr no Europeu de Moto2, e Meikon Kawakami, que vai disputar a Moriwaki 250 Junior Cup em paralelo com o Campeonato Brasileiro, outro brasileiro vai ter a chance de alinhar nos grid europeus.

Aos 15 anos, Lucas Torres vai vestir as cores do School Team Estrella Galicia 0,0, que conta com a estrutura da Monlau, e disputar o CEV (Campeonato Espanhol de Velocidade) na categoria Pré-Moto3. A chance no exterior chega graças ao apoio de Alex Barros e da cervejeira espanhola que se instalou no Brasil em 2013.

Lucas Torres (azul) vai disputar o CEV de Pré-Moto3 (Foto: Divulgação)
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A Monlau é uma das escolas técnicas mais importantes da atualidade e, além de formar engenheiros e mecânicos, também foi a responsável por guiar os passos de pilotos como Marc Márquez, Álex Márquez e, mais recentemente, Fabio Quartararo, que chega ao Mundial de Moto3 com status de estrela após faturar o título do CEV no ano passado.

“A School Team Estrella Galicia 0,0 é um projeto de formação onde estão empenhados professores e alunos da Monlau Repsol Technical School e cujo objetivo principal é a formação”, explicou Víctor Carrasco, chefe do time. “O aprendizado não será apenas para os pilotos, já que os mecânicos na equipe Pré Moto3 do Campeonato da Espanha de Velocidade serão também alunos de Engenharia e Mecânica da nossa escola”, continuou.

“Os campeonatos de velocidade na Espanha contam com um alto nível de competição e de formação de técnicos e mecânicos. Assim, acredito que competir aqui vai ser uma grande oportunidade para o Lucas Torres, pois ele poderá competir com pilotos de grande nível”, opinou. “Ele vem do Brasil, preparado pelas mãos de Alex Barros, e isto, sem dúvida, é um passo a mais em sua carreira”, completou Víctor.

Torres chega à Espanha depois de dois anos de experiência no motociclismo brasileiro. O jovem piloto começou pela Honda Junior Cup, categoria de acesso criada pela Superbike Series, e, após conquistar o título de 2013, saltou para a Moto 1000 GP para competir na GPR 250 pelo time de Alex Barros, conquistando o vice-campeonato, atrás de Meikon Kawakami.

Maior expoente do motociclismo brasileiro, Barros ressalta que seu projeto de formação vem ganhando força graças à chegada de novos parceiros e destaca o trabalho em conjunto com Emilio Alzamora, mentor de Marc Márquez.

“Nosso projeto de formação de pilotos no Brasil existe há dois anos. Ano passado ganhou ainda mais força com o apoio da Estrella Galicia 0,0 e a Honda do Brasil, que a partir de agora, entra também oficialmente no programa”, anunciou Alex. “O Lucas será nosso primeiro piloto lá fora. Ele teve uma ascensão meteórica aqui no Brasil, já que corre de motos há apenas dois anos. E isto é resultado da evolução dele nas pistas e do nosso projeto ímpar no país, dando oportunidade de verdade aos jovens talentos”, exaltou.

“Eu e o Emílio Alzamora fazemos juntos as avaliações e passamos à Estrella Galicia 0,0, que é um patrocinador que realmente aposta no esporte, desde a base até a MotoGP”, relatou. “Esperamos que o Lucas continue seu crescimento e que tenha uma carreira vitoriosa”, completou.

Com presença maciça no motociclismo, a Estrella Galicia ampliou seu envolvimento com o esporte ainda mais no ano passado, agora contando com estrutura da base à elite, já que uma parceria com a Marc VDS garantiu a cervejeira em categorias como os mundiais de Moto2 e MotoGP.

Em 2015, Torres vai integrar o School Team Estrella Galicia 0,0 ao lado dos espanhóis Jeremy Alcoba, Miguel Parra e Alonso López.

“Essa oportunidade está sendo muito boa”, resumiu Lucas. “Essa oportunidade é única. Faz poucos dias que estou na Espanha, e já tive algumas dificuldades iniciais, como a de ficar longe da família, mas essa foi uma chance que conquistei com a ajuda do Alex Barros e do projeto dele de formação de pilotos, e também graças ao meu esforço”, seguiu.

“É um grande passo para muito aprendizado. Quero aproveitar muito essa chance que poucos têm”, encerrou.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O pior recorde

Na contramão de Marc Márquez, que segue estabelecendo recordes de precocidade, Valentino Rossi continua colocando seu nome em marcas de longevidade. No último domingo (31), ao largar para o GP da República Tcheca, o piloto da Yamaha disputou sua 246ª corrida, tomando para si um registro que estava em poder de Alex Barros – a de piloto com o maior número de largadas na MotoGP/500cc.

O feito, claro, não passou despercebido em Silverstone, mas Rossi revelou que esta não é uma marca que o alegra. Questionado sobre o que essas 246 provas significam, o italiano citou sua idade ‘avançada’.

Rossi disputou sua 246ª corrida na classe rainha do Mundial em Silverstone (Foto: Yamaha)
http://high-side.blogspot.com.br/2013/11/a-obra-prima-de-valentino-rossi.html Livro com história de Rossi na Yamaha é lançado no Brasil

“Antes de mais nada, estou muito orgulhoso, pois é uma grande conquista e significa que faz um longo, longo tempo que estou aqui”, começou. “Mas este é o pior número, o pior recorde. Eu não gosto muito, pois significa que eu estou muito velho”, justificou.

“Eu prefiro muito mais o número de pódios, o número de vitórias, mas eu estou muito, muito orgulhoso de estar aqui, de estar no pódio depois de muitas, muitas corridas”, completou.

Antes de falar sério sobre mais essa marca na carreira, Valentino protagonizou um momento divertido na coletiva. Com a inversão na programação do fim de semana, a prova da Moto3 ocorria exatamente no mesmo momento da coletiva pós-pódio.

Com Rossi atento à corrida da categoria inicial, que era exibida em uma TV instalada do lado esquerdo do piloto, o repórter que o questionou sobre seu mais novo recorde pediu desculpas por interrompê-lo. Sempre bem humorado, o piloto da Yamaha retrucou: “Estou multitarefas. Como as mulheres”, arrancando risos da plateia.

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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Empate

Uma semana após se tornar o primeiro piloto a quebrar a barreira de 4 mil pontos no Mundial de Motovelocidade, Valentino Rossi vai atingir outra marca histórica neste fim de semana na República Tcheca.

Em sua 245ª corrida na elite do campeonato, Rossi vai igualar uma marca que está em poder de Alex Barros, piloto com o maior número de largadas na MotoGP/500cc.

http://high-side.blogspot.com.br/2013/11/a-obra-prima-de-valentino-rossi.html Livro com história de Rossi na Yamaha é lançado no Brasil

Rossi vai igualar número de largadas de Barros (Foto: Repsol)
No Mundial desde 1996, Rossi chegou à classe rainha em 2000 e de lá para cá já somou sete títulos mundiais, em um total de 80 vitórias e 153 pódios.

Barros, por sua vez, fez sua estreia no Mundial em 1986, ainda nas 80cc, e chegou à categoria principal em 1990. Depois de vestir as cores de Cagiva, Suzuki, Honda, Yamaha e Ducati, Alex somou sete vitórias, em um total de 32 pódios.

Além de Barros e Rossi, a lista com os dez pilotos com mais largadas na classe rainha conta ainda com Loris Capirossi, Colin Edwards, Carlos Checa, Nicky Hayden, Kenny Roberts Jr., Sete Gibernau, Jack Findlay e Randy Mamola.

Edwards, aliás, está perto de atingir 200 largadas. Faltando três provas para as duas centenas, entretanto, o piloto foi substituído pela Forward, que vai fechar o ano com Alex de Angelis no comando da Forward-Yamaha.

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terça-feira, 8 de abril de 2014

Saudades

Exatamente um ano após sua última visita, Valentino Rossi voltou ao Brasil nesta terça-feira (8). De acordo com a Yamaha, o multicampeão veio ao país porque estava com saudades.

Mesmo sentindo falta do Brasil, Rossi teve uma passagem meteórica por aqui. O piloto desembarcou em São Paulo às 4h30 desta terça e depois de uma rápida passagem pelo hotel, foi direto atender alguns jornalistas.

Valentino conheceu Cafu durante sua visita ao Brasil (Foto: Yamaha)
Na sequência, Valentino foi levado à Fazenda Capuava, em Indaiatuba, no interior de São Paulo, onde concedeu novas entrevistas e encontrou Cafu. O lateral direito, campeão com a Seleção Brasileira em 1994 e 2002, teve a chance de ir para a pista ao lado do piloto da Yamaha, ambos pilotando o modelo YZF-R1.

Depois de se divertirem na praia de Rossi, foi a vez de Valentino trocar o macacão pelo uniforme canarinho e jogar uma rápida partida com o capitão da seleção de 2002.

Com uma programação intensa, Valentino logo participou uma nova entrevista, desta vez ao lado de Alexandre Barros. Antes de embarcar rumo à Austin, onde corre neste fim de semana, Rossi ainda participou de uma coletiva e de um encontro com concessionários da Yamaha.

Rossi e Cafu jogaram uma rápida partida de futebol (Foto: Yamaha)
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“Vir ao Brasil é sempre especial e eu sempre fico surpreso com os fãs e a paixão deles por mim e pela MotoGP”, comentou Rossi. “Hoje eu curti bastante todos os eventos, me diverti e foi uma boa maneira de descansar e me divertir antes de ir para Austin”, declarou.

“Conhecer o Cafu foi uma surpresa. Me diverti muito com ele na pista nas nossas R1, apesar de termos nos divertido mais quando jogamos futebol depois. Ele ainda é forte, até mais forte do que eu!”, brincou. “Meu agradecimento especial à Yamaha Motor do Brasil por ter organizado este evento inesquecível e a todos os concessionários e clientes da Yamaha, e fãs que me seguiram desde o início da manhã, quando chegamos, até o fim da tarde, quando partimos”, seguiu.

“Estou ansioso para voltar ao Brasil no próximo ano e encontrar todos os meus fãs na pista para o GP do Brasil”, completou.

A dupla também foi para a pista com a R1 (Foto: Yamaha)
Dias atrás, em entrevista à emissora italiana ‘Sky’, Rossi admitiu que planeja renovar seu vínculo com a Yamaha para 2015. O contrato vigente termina no fim desta temporada.

A visita de Valentino, aliás, não foi o único evento organizado pela Yamaha na América Latina. No último fim de semana, Jorge Lorenzo visitou a Colômbia e o México para eventos promocionais da casa de Iwata.

Livro com história de Rossi na Yamaha é lançado no Brasil

sábado, 7 de setembro de 2013

Efeito GP

A Argentina garantiu seu lugar no calendário da MotoGP com uma grande reforma no circuito de Termas de Río Hondo. Além de ser incluído no cronograma do Mundial, o país vizinho agora pode ver dois de seus pilotos chegarem à elite do motociclismo.

Tati Mercado testou com a Avintia em Valência na última sexta-feira (Foto: Reprodução/ Twitter ArgentinaMotoGP)
Na última sexta-feira (6), o argentino Tati Mercado esteve no circuito de Valência testando a FTR-Kawasaki da Avintia. O piloto completou 16 voltas no circuito espanhol e resumiu a experiência: “É inacreditável o nível da moto”.

Se as negociações com a Avintia derem certo, Mercado, que ocupa a terceira colocação na classificação do Mundial de Superstock 1000, 50 pontos atrás do líder Sylvain Barrier, pode ser o único argentino no grid da MotoGP em 2014.

Tati, entretanto, pode não ser o único piloto da Argentina a chegar ao Mundial no próximo ano. O High Side apurou que Alex Barros está trabalhando para levar Luciano Ribodino, piloto da equipe do brasileiro na Moto 1000GP, para o Mundial de Moto2. Nascido na cidade de San Francisco, Ribodino lidera o Campeonato Brasileiro de Motovelocidade na categoria GP 1000.

Alex Barros trabalha para levar Luciano Ribodino ao Mundial de Moto2 (Foto: Moto 1000GP)
As negociações começaram já há algum tempo, mas ainda não foram concluídas. Ao contrário do que diz a imprensa espanhola, Barros não está montando uma estrutura própria para competir no Mundial, mas negociando uma vaga para o piloto de 19 anos na classe intermediária do campeonato.

É mais uma prova do impacto positivo da presença do Mundial na Argentina.