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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Clube da Luluzinha

A presença de duas mulheres no grid da Moto3 foi um dos temas mais populares neste fim de semana em Aragón. Com Ana Carrasco e María Herrera juntas, surgiram os questionamentos sobre a criação de um Mundial de Motovelocidade direcionado apenas para as mulheres, mas a sugestão tratou logo de ser rejeitada pela dupla espanhola.

Carrasco e Herrera dividiram a pista do Mundial de Moto3 neste fim de semana (Foto: Repsol)
“Eu gosto assim, pois tem mais competitividade e aprendemos com eles, porque são muito rápidos”, disse María. “Eu gosto assim”, reforçou a pilota da Estrella Galicia 0,0.

A titular da LaGlisse acompanhou a opinião de Herrera e destacou que a criação de um campeonato feminino tiraria a graça do esporte. “O que eu mais gosto é competir contra homens e tentar vencê-los”, comentou. “Um campeonato feminino seria mais fácil e tiraria toda a graça”, avaliou.

A companheira de equipe de Maverick Viñales também falou sobre a condição física das mulheres. Os jornalistas citaram o exemplo de Elena Rosell, que correu na Moto2 no ano passado, e perguntaram para a espanhola se questões físicas limitariam seu crescimento no esporte.

“Não é momento de pensar nisso. Estamos na Moto3 e eu quero chegar na MotoGP. Também têm pilotos que não são muito grandes e fazem bons resultados na MotoGP, como [Dani] Pedrosa”, comparou. “E Elena foi bem na Moto2. Ela estava a dois ou três segundos de [Marc] Márquez e eu creio que isso é muito bom”, opinou.

Carrasco, aliás, ficou ao lado de alguns dos principais pilotos do Mundial na última quinta-feira durante uma coletiva de imprensa no MotorLand. Sentada ao lado de Valentino Rossi, Marc Márquez, Jorge Lorenzo, Dani Pedrosa, Stefan Bradl e Aleix Espargaró, Ana foi questionada sobre a sensação que tinha por estar ali e contou que passou o ano todo pedindo a Pablo Nieto, chefe da LaGlisse, que lhe apresentasse o multicampeão italiano.

“Passei o ano todo tentando que Pablo Nieto me apresentasse Rossi e eu o fiz por mim mesma”, explicou. “Conhecer os melhores do mundo é importante para mm e espero algum dia poder estar no lugar deles. Fico com o que Márquez nos disse”, continuou.

Questionada sobre o que ouviu do líder da MotoGP, Ana respondeu: “Márquez nos disse que fica vermelho por estar com duas garotas”, relatou. “Foi o mais interessante do dia”, concluiu.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Machismo?

As mulheres foram o grande assunto desta quinta-feira (26) em Aragón. Neste fim de semana, Ana Carrasco ganhará a companhia de María Herrera no grid da Moto3 e as duas participaram da tradicional coletiva de imprensa do Mundial.

Vindo de uma vitória no Campeonato Espanhol de Velocidade – CEV no circuito de Navarra, Herrera vai estrear na elite do motociclismo no MotorLand, o traçado onde conquistou seu primeiro triunfo no certame da Espanha. Integrante da Monlau, María vai correr com uma KTM com as cores da Estrella Galicia 0,0.

Carrasco e Herrera participaram da coletiva desta quinta em Aragón (Foto: Repsol)
Falando aos jornalistas em Aragón, María foi questionada sobre a reação dos homens ao serem derrotados por uma mulher em um esporte dominado por eles. A jovem espanhola reconheceu que é possível ver no rosto dos rivais a raiva pela derrota.

“A verdade que os incomoda um pouco. Incomoda bastante”, reconheceu rindo. “No pódio dá para ver pela cara deles que eles não gostam”, completou.

A jovem de Toledo também afirmou que espera ver mais mulheres rompendo a barreira do Mundial e ressaltou que questões físicas não devem impedir que ela suba para categorias maiores no futuro. No início do ano, María se mudou para o CAR, um centro de treinamento para atletas de alto rendimento na Catalunha.

“Eu gostaria que tivessem mais mulheres e, com trabalho e esforço, é possível conseguir”, avaliou. “Agora nós já estamos treinando duro, mas quando fizer falta, faremos com mais força, claro, para dar o salto”, comentou.

Por fim, Herrera reconheceu que sente a responsabilidade por ser um exemplo para outras jovens que querem fazer carreira no motociclismo. “Sim, eu sinto. Existem outras meninas que querem fazer o mesmo e eu apoio”, concluiu.