Depois de Jorge Lorenzo aproveitar os fins de semana de folga da MotoGP para visitar a F1, chegou a vez de Fernando Alonso acompanhar o
Mundial de Motovelocidade. Aproveitando a passagem da MotoGP pela
Itália, o piloto da Ferrari foi ao circuito de Mugello e acompanhou os
treinos classificatórios deste sábado (31).
Encantado com o que
viu, Alonso conversou com o jornalista espanhol Mela Chércoles, do
diário ‘AS’, e comparou o ambiente da categoria promovida pela Dorna com
o do Mundial regido por Bernie Ecclestone.
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| Fernando Alonso visitou a MotoGP pela primeira vez neste sábado (Foto: Repsol) |
“A verdade é que foi uma boa experiência, com um
ambiente mais relaxado do que estou acostumado, mais familiar”, apontou.
“Na verdade, eu acabei de chegar e já me deram um passe para o ano
todo. Na F1 não te dão um passe para o ano todo nem rezando”, contou.
Questionado
sem nem Marc Márquez, mais jovem campeão da história da MotoGP,
receberia uma credencial para o ano todo, Alonso respondeu rindo: “Não”.
“Isso é impossível, porque é outro ambiente. Aqui tem gente no paddock,
passeando, esperando ou sentados tomando sol e isso é ótimo. É ótima a
proximidade que a MotoGP te dá”, elogiou.
Enquanto o
som dos novos motores V6 turbo da F1 são alvo de muitas críticas,
Fernando se mostrou satisfeito com o que ouviu na MotoGP.
“O
ruído é mais forte do que parece na TV. As motos fazem bastante barulho
e a Honda soa diferente das outras”, comentou. “E também a agilidade na
mudança de direção. Aqui em Mugello tem muitas mudanças de direção e os
caras trabalham bastante, indo de um lado para o outro, puxando a moto.
Na TV é tudo mais lento e mais coordenado, mas aqui você vê como é
brusco e o trabalho físico que eles fazem. É bonito”, reforçou.
Dono
de uma Harley e também de uma réplica da Ducati de Casey Stoner, Alonso
admitiu que gostaria de ter a chance de testar um protótipo da MotoGP,
mas sem correr muitos riscos.
“Sim, eu tenho uma Harley
e também uma Ducati Desmo, réplica da do Stoner. Nunca a testei em um
circuito e nem corri com ela mais do que podia”, contou. “É quase como
uma coleção e eu dou umas voltas para que tudo funcione, mas ela impõe
muito respeito e, por isso, tenho que ter muito cuidado”, continuou.
“Mas
eu gostaria de prová-la algum dia em um circuito, a minha ou uma
MotoGP, mas só um passeio, sem tombar muito e nem raspar o joelho. Só
para ver a sensação”, explicou.
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