quarta-feira, 5 de março de 2014

Mariñelarena

A Tech3 divulgou nesta quarta-feira (5) um boletim médico sobre o estado de saúde de Alex Mariñelarena. O piloto espanhol sofreu um sério acidente na última quinta-feira durante o teste privado no circuito de Paul Ricard, na França, e ficou inconsciente.

Atendido pela equipe médica do circuito, o piloto de 21 anos foi levado ao hospital Saint-Anne, em Toulon, onde chegou acordado e falando. Após exames detalhados, os médicos decidiram colocar Mariñelarena em coma induzido.

Após quase uma semana em coma induzido, Mariñelarena iniciou recuperação (Foto: Tech3)
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Quase uma semana após o acidente, a equipe francesa divulgou uma atualização sobre o estado do piloto. “Depois de quase uma semana em um sono profundo, hoje o piloto de 21 anos foi capaz de mover os braços e pernas, assim como falar”, escreveu a Tech3 em um comunicado.

“Mais exames serão feitos para esclarecer a condição dele, mas o processo de recuperação já começou”, continuou.

Por fim, o time de Hervé Poncharal se juntou aos familiares de Alex para agradecer o carinho demonstrado nos últimos dias. “A família Mariñelarena e toda a equipe Tech3 gostariam de agradecer sinceramente a todos pelos inúmeros pensamentos e votos enviados durante estes dias difíceis”, concluiu.

Save the date

A LaGlisse, que será defendida por Eric Granado, Isaac Viñales e Jakub Kornfeil, marcou para esta quinta-feira (6) a apresentação da equipe para a temporada 2014 do Mundial de Moto3. O evento será realizado no Teatro Kapital, em Madri, na Espanha.  

Eric Granado vai defender a LaGlisse na temporada 2014 da Moto3 (Foto: LaGlisse)
A apresentação do time de Pablo Nieto será conduzida pelo jornalista Mela Chércoles, do diário ‘AS’, e por Melissa Jimenez, apresentadora e repórter do Mundial no canal espanhol ‘Telecinco’. O evento acontece às 21h (17h no horário de Brasília).

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Quem também vai revelar suas máquinas para a temporada 2014 nesta semana é a Estrella Galicia 0,0. O time de Álex Rins e Álex Márquez, que este ano trocou a KTM pela Honda, vai exibir as novas motos na sexta-feira (7).

Movistar Yamaha

A Yamaha anunciou nesta quarta-feira (5) um acordo de cinco anos com a Movistar, nova patrocinadora principal do time nipônico. A partir de agora, a equipe passa a se chamar Movistar Yamaha MotoGP.

Com a nova apoiadora, a casa de Iwata vai exibir sua nova pintura para a temporada 2014 no próximo dia 19, pouco antes do início dos treinos para o GP do Catar, em Losail, palco da primeira prova da temporada.

Yamaha não tinha um patrocinador principal desde a saída da Fiat em 2010 (Foto: Yamaha)
No último dia 20, Luis Velo, responsável pela ‘Movistar TV’ já havia confirmado que a emissora seria parceira da Yamaha na MotoGP. Na ocasião, o dirigente garantiu que o canal, que será o responsável pela transmissão do Mundial na Espanha, não vai favorecer a casa de Iwata em detrimento das demais equipes.

“Este é um grande dia para o esporte”, declarou Lin Jarvis, diretor da Yamaha. “Nós estamos muito felizes em poder receber a marca da Movistar de volta ao mundo da MotoGP de forma tão espetacular. Os dedicados fãs das corridas de moto sabem que a Movistar tem uma forte história com o esporte e no passado apoiaram muitos talentosos jovens pilotos, que depois de tornaram estrelas da MotoGP. Estamos, portanto, honrados por eles terem escolhido a Yamaha como parceira para voltar às corridas de moto”, continuou.

“Esta incrível parceria de cinco anos fornece uma plataforma estável para as duas partes explorarem completamente esta relação e fazerem planos, não apenas em curto prazo, mas também estrategicamente por um longo período”, apontou. “O comprometimento deles de longo prazo é também um forte sinal da confiança deles no esporte e fornece garantias para outros patrocinadores e parceiros envolvidos com o nosso time”, concluiu.

Desde 2010, quando a Fiat deixou de apoiar o time de fábrica, a Yamaha não contava com um patrocinador principal na MotoGP.

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Phillip Island

Ao lado de quatro pilotos da Moto2, os times de fábrica da MotoGP concluíram a terceira e última bateria de testes da pré-temporada 2014 nesta quarta-feira (5). Depois de três dias de testes que tinham os pneus como foco principal, Jorge Lorenzo deixa Phillip Island com a melhor marca, à frente de Dani Pedrosa e Andrea Dovizioso. Valentino Rossi ficou com o quarto melhor registro da semana.

O exercício em Phillip Island foi um pedido de Bridgestone e Dunlop, que trabalham para evitar as falhas que resultaram em um tumultuado GP da Austrália em 2013.

Lorenzo e Rossi testaram um novo chassi em Phillip Island (Foto: Divulgação/MotoGP)
O bicampeão da Yamaha registrou a melhor marca em cada um dos três dias e foi um dos dois únicos pilotos que conseguiram melhorar o tempo nesta quarta, quando o circuito australiano foi atingido por uma rápida chuva.

Lorenzo registrou a marca de 1min29s068 em seu penúltimo giro, usando os pneus da corrida do ano passado. Além disso, Jorge completou uma boa simulação de corrida, sempre rodando na casa de 1min30s.

Com 1min29s381, Dani Pedrosa garantiu o segundo posto na tabela, 0s313 mais lento que Lorenzo. Por conta da chuva e das temperaturas mais baixas, o piloto da Honda esperou o início da tarde australiana para ir para a pista e completou um long-run de 14 voltas.

“No geral, foram três dias positivos”, avaliou Dani. “Hoje nós tentamos fazer outra simulação de corrida de 20 voltas com o segundo melhor pneu que tínhamos. Eu não completei isso, só consegui fazer 14 voltas, pois depois de tantos dias pilotando, tive dor no pescoço”, contou.

“De qualquer forma, falando de forma geral, foi um teste que correu bem. Nós coletamos muitas informações, não só para a Bridgestone, mas também para nós, então acho que foi positivo e agora temos que tentar descansar um pouco”, comentou. “Agora temos que continuar nossa preparação, com a primeira corrida, no Catar, no horizonte”, concluiu.

Com dor no pescoço, Pedrosa encerrou simulação de corrida mais cedo (Foto: Honda)
A terceira melhor marca na bateria australiana foi registrada por Andrea Dovizioso. O italiano completou 136 voltas ao longo dos três dias de testes e fez seu melhor registro em 1min29s387, 0s319 mais lento que o líder. O titular da Ducati se sentiu mal nesta quarta e encerrou os trabalhos nesta quarta mais cedo, completando apenas 23 giros.

“Infelizmente, não estava me sentindo 100% estes dias, mas quando consegui rodar, meu feeling com a moto foi bom e, por isso, estou bem satisfeito com este teste em Phillip Island”, opinou Andrea. “Nós continuamos o trabalho de desenvolvimento da GP14 e nesta pista, que é diferente de Sepang, nós mais uma vez conseguimos obter resultados que me deixam confiante para o futuro. Nossa pré-temporada foi bem positiva e agora eu mal posso esperar pelo início da temporada”, completou.

Líder nos últimos testes realizados em Sepang, Valentino Rossi registrou 1min29s516 como sua melhor marca ainda no segundo dia de atividades e ficou a 0s448 de Lorenzo. Com 216 voltas, foi o piloto da MotoGP que mais rodou no traçado australiano.

Rossi aproveitou a quarta-feira para completar uma simulação de 13 voltas e, assim que Jorge fez no dia anterior, testar uma nova carenagem, que é bem menor, mas com uma entrada de ar maior para lidar com a típica brisa de Phillip Island. Na prova do ano passado, Lorenzo foi para a pista com furos na carenagem da M1 para melhorar o desempenho do protótipo.

Dovizioso se mostrou satisfeito com desempenho da GP14 (Foto: Ducati)
O quinto e último tempo registrado em Phillip Island foi feito por Cal Crutchlow. O britânico, que também completou uma simulação de 18 voltas, fez o melhor de seus 166 giros em 1min29s576, 0s508 mais lento que Lorenzo.

Entre os pilotos da Moto2, foi Tito Rabat quem fez o melhor registro. Com 241 voltas completadas ao longo de três dias, o espanhol da Marc VDS estabeleceu 1min32s168 como melhor tempo, 0s530 mais rápido que Mika Kallio, que vem logo atrás.

Com 1min32s168, o espanhol de 24 anos detonou o recorde da pista australiana, inclusive registrando parciais melhores que alguns pilotos da classe rainha no segundo setor de Phillip Island nos primeiros dois dias de exercícios.

Mesmo com a boa marca, Rabat sofreu uma queda ao longo da bateria, inclusive provocando a interrupção da sessão em bandeira vermelha. Por conta do acidente, Tito sofreu algumas escoriações nas costas.

Tito Rabat detonou o recorde de Phillip Island (Foto: Marc VDS)
 “No geral, estou muito contente com o teste. Nós viemos aqui para testar pneus, mas nós também conseguimos confirmar muitas coisas na moto, assim como melhorar o acerto da suspensão, a operação do câmbio e muitas outras coisas”, disse Rabat. “Os primeiros dois dias foram bons, com o tempo de volta melhorando a cada saída, mas estou um pouco desapontado, pois uma queda durante a simulação de corrida encerrou o teste de hoje mais cedo”, seguiu.

“Hoje eu estava buscando uma volta de 1min31s, mas a queda causou tanto dano na moto que não foi possível continuar”, explicou. “Felizmente, sofri apenas escoriações, mas sinto muito pelos meus mecânicos, que agora terão muito trabalho para reconstruir a moto”, lamentou.

Jordi Torres anotou 1min32s998 e aparece na sequência, com Nico Terol completando a lista dos nove pilotos que participaram da bateria em Phillip Island.

Entre os dias 7 e 9 de março, os demais times da MotoGP voltam às pistas para três dias de testes em Losail, no Catar. Moto2 e Moto3, por sua vez, encerram a pré-temporada 2014 com uma bateria de testes em Jerez de la Frontera, na Espanha, entre 11 e 13 de março.

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terça-feira, 4 de março de 2014

Open Day

Dias após concluir a segunda bateria de testes pré-temporada 2014 da MotoGP, realizada no circuito de Sepang, na Malásia, a Suzuki voltou a colocar seu protótipo na pista. Desta vez, entretanto, o time não estava de olho no desenvolvimento da máquina.

Suzuki colocou seu protótipo na pista em um Open Day em Suzuka (Foto: Suzuki)
Ao lado de Yamaha e Honda, a nova moto da Suzuki rodou na pista de Suzuka durante um Open Day realizado no último domingo (2) para uma demonstração de três voltas.

Nobuatsu Aoki guiou a Suzuki, com Hiroshi Aoyama e Katsuyuki Nakasuga no comando da Honda e da Yamaha, respectivamente (Foto: Suzuki)
Piloto de testes da marca japonesa, Nobuatsu Aoki foi o responsável por pilotar o protótipo Suzuki na pista nipônica. Hiroshi Aoyama guiu a moto da Honda, com Katsuyuki Nakasuga vestindo as cores da casa de Iwata. Ex-piloto da MotoGP e do Mundial de Superbike, Shinya Nakano ficou encarregado dos comentários.

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Dupla das antigas

Depois de garantir um pódio no ano passado, Kevin Schwantz voltará a disputar as 8 Horas de Suzuka. O piloto de 49 anos, campeão das 500cc em 1993, vai formar dupla com Satoshi Tsujimoto, de 54 anos, que foi seu companheiro de equipe na edição de 1986 da disputa.

Para celebrar seu aniversário de 60 anos, a Yoshimura vai disputar a tradicional prova nipônica com duas equipes: a Legends, que reúne Schwantz e Tsujimoto; e a Yoshimura Suzuki, que terá Josh Waters e Takuya Tsuda.

Depois de um pódio em 2013, Schwantz vai voltar as 8 Horas de Suzuka (Foto: Suzuki)
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“Disputar as 8 Horas de Suzuka de 2013 com o Team Kagayama me lembrou como é correr com uma grande equipe”, comentou Kevin. “Estou realmente ansioso para celebrar os 60 anos da Yoshimura neste negócio competindo nas 8 Horas de Suzuka de 2014 em uma ‘Pops Yoshimura’ Suzuki”, continuou.

“Pops foi um homem muito influente na minha carreira. Eu o conheci em meados da temporada 1985 pilotando pela Yoshimura. Pilotar para Pops me ensinou muito e me ajudou a crescer como o competidor que sou. Ele foi um grande motivador e tirou o máximo de todos que trabalharam ao seu redor”, elogiou. “Em 1994, eu dei ao Pops o troféu da minha vitória no GP de Suzuka – a quarta da minha carreira – na garagem da Suzuki. Esta ainda é uma das minhas fotos favoritas de todos os tempos”, contou Schwantz.

“Antes da morte dele, ele me disse que eu era o único de seus pilotos a ter vencido o Mundial de 500cc ou de MotoGP, como é é conhecido hoje, e desde a morte dele, essas palavras ainda são verdadeiras”, recordou. “Formar dupla com meu parceiro de 1986, Satoshi Tsujimoto, é uma grande honra. Obrigado ao circuito de Suzuka e a todos da Yoshimura por esta oportunidade”, concluiu.

Kevin tem quatro terceiros lugares como seu melhor resultado nas 8 Horas de Suzuka, conquistados nas edições de 1985, 1986, 1988 e 2013.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Receita da vitória

Alberto Puig foi durante anos a sombra de Dani Pedrosa na MotoGP. A partir desta temporada, entretanto, o agente deixa a garagem do piloto da moto 26 e vai cuidar da Asia Talent Cup, categoria que reúne 22 jovens selecionados pelo experiente olheiro espanhol com o objetivo de identificar jovens promessas da Ásia para alimentar as categorias de base do Mundial de Motovelocidade.

Mesmo longe dos boxes de Pedrosa, Puig não se afastou completamente do mundo da MotoGP, já que seguirá atuando como supervisor de várias atividades da Honda.

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Puig vai cuidar da Asia Talent Cup e atuar como supervisor na Honda (Foto: Divulgação/MotoGP)
Em entrevista à revista espanhola ‘Solo Moto’, Puig falou sobre as chances de Pedrosa e Jorge Lorenzo no Mundial e afirmou que a dupla só terá chance de faturar o título de 2014 se mudar o comportamento para fazer frente à Marc Márquez.

“Tanto Pedrosa como Lorenzo têm qualidade mais do que suficiente para bater Márquez... Qualidade”, ressaltou Puig. “Mas deverão estar dispostos a assumir os riscos que o outro assume. Creio que essa é a chave para o campeonato”, opinou.

“Se forem capazes de assumir os riscos que Márquez assume, então, é claro que terão a oportunidade. São dois grandíssimos pilotos. O potencial eles têm, são dois fenômenos, mas precisam estar dispostos a chegar até onde Márquez mostrou que está disposto a chegar”, defendeu. “Tentar ganhar o campeonato na base de não cometer erros é delicado. Às vezes acontece, às vezes se ganha campeonatos tentando evitar erros, esperando que outros os cometam, mas, no fim, acredito que para ganhar o campeonato você tem que pressionar, sair a cada domingo para brigar até a morte nas últimas cinco voltas. Eu acho que essas coisas são determinantes. Creio que o campeonato está aí”, concluiu.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Não foi desta vez

Não foi desta vez que Leon Camier conseguiu se tornar um piloto de MotoGP. Presente em todas as primeiras listas de inscritos na classe rainha do Mundial de Motovelocidade, o britânico ficou de fora da versão final publicada pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo) nesta quinta-feira (28).

Em um comunicado divugado à imprensa, a Ioda confirmou que vai “iniciar a temporada 2014 com um único piloto na MotoGP”. O escolhido pelo time para guiar a ART foi Danilo Petrucci, que já vestiu as cores do time italiano no ano passado. Na Moto2, o suíço Randy Krummencher foi o escolhido para liderar os esforços da equipe.

Dificuldades financeiras tiraram a vaga de Camier na MotoGP (Foto: Crescent Suzuki)
A Ioda garante, entretanto, que vai seguir trabalhando para conseguir dar uma moto para Camier ainda em 2014. “Nossa prioridade é começar a trabalhar com a Aprilia no desenvolvimento da moto de acordo com as metas que traçamos”, explicou Giampiero Sacchi, dono do time. “Nós ainda estamos trabalhando para alinhar uma segunda moto durante a temporada da MotoGP”, completou.

Além da ausência de Camier, a lista divulgada pela FIM também sinaliza a mudança de status da Ducati, que perde o rótulo de fábrica para disputar o Mundial obedecendo ao regulamento Open.

Também, a nova relação traz a Forward listada com maquinário Forward Yamaha, ao invés do anterior FTR-Yamaha. A marca da FTR, aliás, também desapareceu do equipamento da Avintia.

Open

A Ducati confirmou nesta sexta-feira (28) que vai disputar a temporada 2014 do Mundial de MotoGP obedecendo ao regulamento Open. A nova regra dá mais liberdade para que os times possam seguir desenvolvendo suas motos ao longo do ano.

Tentando melhorar a competitividade da Desmosedici, o time de Bolonha optou por competir dentro do novo regulamento, que além de determinar o uso da ECU padrão fornecida pela Magneti Marelli, também estipula o uso de um software fornecido pela Dorna, a promotora do Mundial.

Para seguir desenvolvendo a GP14, Ducati decidiu correr dentro do regulamento Open (Foto: Ducati)
A classe Open foi introduzida nesta temporada e chega para ocupar o lugar das agora extintas CRT. As novas motos têm obrigatoriamente que utilizar hardware e software Magneti Marelli e, por isso, contam com um tanque de combustível com capacidade para 24 litros, 12 motores por temporada e pneus mais macios.

Os protótipos da MSMA, a Associação dos Fabricantes de Motocicletas Esportivas, por sua vez, têm um tanque com capacidade para 20 litros, com um limite de seis motores por ano e desenvolvimento congelado. Os times de fábrica, entretanto, podem utilizar software próprio.

Ao longo dos testes realizados em Sepang, a Ducati comparou as duas opções e acabou decidindo pelo regulamento Open, que permite que a fábrica de Bolonha continue desenvolvendo a moto e o motor durante toda a temporada.

Cumprindo o deadline regulamentar, a Ducati aproveitou o dia 28 de fevereiro para inscrever Cal Crutchlow e Andrea Dovizioso oficialmente dentro da opção Open. Além da dupla do time oficial, Andrea Iannone, que é contratado pela fábrica de Bolonha, também terá sua GP14 configurada no modo Open.

Assim como Dovizioso e Crutchlow, Iannone também terá GP14 Open na Pramac (Foto: Pramac)
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“Nós estudamos cuidadosamente o novo regulamento técnico e concluímos que a opção Open é a mais interessante para a Ducati na atual situação”, explicou Gigi Dall’Igna, diretor-geral da Ducati Corse. “Este ano nós temos que continuar desenvolvendo as nossas motos ao longo da temporada para melhorar a competitividade, e a opção de fábrica parece ser muito restritiva para as nossas necessidades”, continuou.

“Nós estamos confiantes de que o pacote eletrônico fornecido pela Magneti Marelli e pela Dorna tem uma qualidade muito boa e vai permitir a gestão correta de todas as funções principais da moto”, concluiu.

Ainda no início de janeiro, Dovizioso havia admitido em uma entrevista ao site italiano ‘GPOne’ que a Ducati considerava a possibilidade de correr como Open e revelado que os testes em Sepang seriam decisivos para esta escolha.

Sepang 2.3

A segunda bateria de testes da pré-temporada 2014 da MotoGP terminou com um empate. Nesta sexta-feira (28), Valentino Rossi e Dani Pedrosa cravaram 1min59s999 e ficaram com as duas primeiras posições da tabela de tempos. Andrea Dovizioso completa o top-3 na Malásia.

Assim como aconteceu nos dias anteriores, os exercícios malaios contaram com altas temperaturas, com os termômetros registrando 33°C no ambiente e o asfalto batendo a marca de 51°C.

Rossi comandou o último dia de testes da pré-temporada em Sepang (Foto: Yamaha)
Ainda na parte da manhã, Rossi foi o primeiro a quebrar a barreira de 2min00s. Mesmo sem se entender completamente com os pneus desenvolvidos pela Bridgestone para a temporada 2014, o italiano conseguiu se manter no topo da tabela ao longo de todo dia e apesar de Pedrosa ter conseguido repetir a marca, foi o multicampeão que ficou com a primeira posição da folha de tempos.

“Antes de mais nada, estou muito feliz, porque eu estou na primeira posição e fiz uma boa volta”, falou Rossi. “Fui um dos únicos na casa de 1min59s, o que é positivo, especialmente porque quando usamos os pneus de 2014 no primeiro teste, nós tentamos marcar tempo e fomos 1s mais lentos do que hoje”, recordou.

“Neste teste nós sempre estivemos no topo e lutando pela primeira posição, então é positivo. Nós ainda temos alguns problemas em longas distâncias com estes novos pneus quando está muito quente, então ainda temos que trabalhar, mas demos um bom passo em relação ao primeiro teste”, avaliou. “O próximo teste em Phillip Island será muito importante para entender se também lá nós melhoramos tanto como aqui, pois sou mais de 1s mais rápido do que no segundo teste do ano passado, então estamos trabalhando bem”, concluiu.

Pedrosa aproveitou a queda na temperatura para igualar a marca de Rossi (Foto: Honda)
Único representante do time oficial da Honda em Sepang, Pedrosa trabalhou no acerto e no mapeamento do motor da RC213V, além de completar uma simulação de 19 voltas, rodando sempre abaixo de 2min02s e com a melhor marca em 2min00s985, registrada na 15ª volta desta sequência.

No fim do dia, já tirando vantagem de uma leve queda na temperatura, Dani cravou 1min59s999, igualando o registro de Rossi e garantindo o segundo posto na tabela de tempos.

“Hoje nós trabalhamos no mapeamento do motor para melhorar nas curvas, mas a coisa mais importante que conseguimos fazer foi uma simulação de corrida”, comentou Dani. “Nós progredimos bastante – apesar de ainda haver chance de melhora. Agora vamos para Phillip Island para testar os novos pneus”, completou.

O terceiro posto no último dia de testes em Sepang ficou com Andrea Dovizioso. A bordo da GP14, o italiano registrou 2min00s067 na melhor de suas 42 voltas, 0s068 mais lento que Rossi e Pedrosa.

Após o encerramento dos exercícios malaios, a Ducati anunciou que optou por disputar a temporada 2014 dentro do regulamento Open, que prevê o uso de uma centralina padrão fornecida pela Magneti Marelli a pedido da Dorna, a promotora do Mundial.

“Estou realmente satisfeito: saímos de Phillip Island tendo confirmado toda a evolução que fizemos três semanas atrás”, apontou Andrea. “Consegui fazer um tempo de volta realmente bom, o melhor que já fiz nesta pista, e fiz isso com uma condição de pista pior do que no primeiro teste em Sepang. Isso significa que desta vez nós estamos muito melhores!”, ressaltou. 

Hayden segue trabalhando no acerto da RCV1000R (Foto: Aspar)
“Nós também fizemos um long-run de 14 voltas e também fiquei satisfeito com isso. No momento, nós provavelmente não estamos em posição de lutar por posições top, porque não somos sempre capazes de rodar neste ritmo, mas nós realmente melhoramos muito nestes testes”, concluiu.

Confirmando o excelente ritmo demonstrado ao longo da semana, Aleix Espargaró fechou o terceiro dia de testes em Sepang com o quarto tempo, 0s102 atrás de Rossi. O piloto da Forward passou o dia trabalhando no acerto e na eletrônica da FTR-Yamaha, além de ter completado um long-run e avaliado o consumo de combustível da moto.

0s063 atrás do espanhol aparece Stefan Bradl. O germânico, que guia uma RC213V da LCR, dedicou o dia aos long-runs, mas avalia que ainda precisa trabalhar mais para ter um melhor rendimento com o pneu dianteiro duro.

Álvaro Bautista, por sua vez, se dedicou aos detalhes da suspensão, dos freios e da eletrônica da RC213V, e registrou a sexta marca, 0s507 mais lento que os líderes.

Jorge Lorenzo, que vem reclamado do desempenho da Yamaha com os novos compostos desenvolvidos pela Bridgestone, conseguiu encontrar uma solução melhor para os pneus, mas ficou apenas em sétimo, com o melhor de seus 70 giros em 2min00s619.

Espargaró ainda tenta pegar a mão com a M1 da Tech3 (Foto: Tech3)
Ainda se familiarizando com a Ducati, Cal Crutchlow garantiu o oitavo tempo, 0s791 atrás de Rossi e Pedrosa. Ex-companheiro do britânico, Bradley Smith aparece em nono, com sua melhor volta em 2min00s804.

Debutante na MotoGP, Pol Espargaró continua se adaptando ao câmbio seamless da M1 e garantiu a última vaga do top-10 ao anotar 2min01s032, 1s033 atrás do ponteiro.

Representante da Suzuki em Sepang, Randy De Puniet registrou 2min01s430 e ficou com o 12º tempo, 1s431 atrás de Rossi e Pedrosa.

Ducati, Yamaha e Honda agora seguem para Phillip Island, onde testam os novos pneus desenvolvidos pela Bridgestone para o novo asfalto australiano entre os dias 3 e 5 de março. Os exercícios, entretanto, não contarão com a presença de Marc Márquez, que segue se recuperando de uma fratura na perna direita.

Os demais integrantes do Mundial estarão em Losail, no Catar, entre 7 e 9 de março para a última sessão de testes antes do início do Mundial.

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