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segunda-feira, 3 de março de 2014

Receita da vitória

Alberto Puig foi durante anos a sombra de Dani Pedrosa na MotoGP. A partir desta temporada, entretanto, o agente deixa a garagem do piloto da moto 26 e vai cuidar da Asia Talent Cup, categoria que reúne 22 jovens selecionados pelo experiente olheiro espanhol com o objetivo de identificar jovens promessas da Ásia para alimentar as categorias de base do Mundial de Motovelocidade.

Mesmo longe dos boxes de Pedrosa, Puig não se afastou completamente do mundo da MotoGP, já que seguirá atuando como supervisor de várias atividades da Honda.

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Puig vai cuidar da Asia Talent Cup e atuar como supervisor na Honda (Foto: Divulgação/MotoGP)
Em entrevista à revista espanhola ‘Solo Moto’, Puig falou sobre as chances de Pedrosa e Jorge Lorenzo no Mundial e afirmou que a dupla só terá chance de faturar o título de 2014 se mudar o comportamento para fazer frente à Marc Márquez.

“Tanto Pedrosa como Lorenzo têm qualidade mais do que suficiente para bater Márquez... Qualidade”, ressaltou Puig. “Mas deverão estar dispostos a assumir os riscos que o outro assume. Creio que essa é a chave para o campeonato”, opinou.

“Se forem capazes de assumir os riscos que Márquez assume, então, é claro que terão a oportunidade. São dois grandíssimos pilotos. O potencial eles têm, são dois fenômenos, mas precisam estar dispostos a chegar até onde Márquez mostrou que está disposto a chegar”, defendeu. “Tentar ganhar o campeonato na base de não cometer erros é delicado. Às vezes acontece, às vezes se ganha campeonatos tentando evitar erros, esperando que outros os cometam, mas, no fim, acredito que para ganhar o campeonato você tem que pressionar, sair a cada domingo para brigar até a morte nas últimas cinco voltas. Eu acho que essas coisas são determinantes. Creio que o campeonato está aí”, concluiu.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Vitória histórica

Não demorou para que a MV Agusta conquistasse seu primeiro triunfo no retorno aos campeonatos mundiais. No último domingo (24), Jules Cluzel quebrou um jejum que já durava 38 anos – desde a vitória de Giacomo Agostini em Nürburgring em 1976 – e colocou a F3 675 no topo do pódio do Mundial de Supersport, vencendo a etapa da Austrália, disputada em Phillip Island.

O triunfo de Cluzel, aliás, foi um daquelas para ninguém botar defeito. Largando na 14ª colocação do grid, Jules exibiu um ótimo ritmo desde o início e logo tratou de escalar o pelotão. Na oitava volta, a prova foi interrompida por conta de um problema com a moto de Jack Kennedy, que deixou óleo na pista.

Cluzel encerrou jejum de 38 anos sem vitórias da MV Agusta em campeonatos mundiais (Foto: Divulgação/WSBK)
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A prova foi reiniciada para a disputa de apenas cinco voltas, com Kenan Sofuoglu tomando a ponta logo na primeira curva de Phillip Island. Na segunda volta, entretanto, o tricampeão do Mundial de Supersport caiu, assim como Michael van Der Mark.

Com os favoritos fora, as últimas voltas viram uma disputa feroz entre os ponteiros, mas foi Cluzel que cruzou a linha de chegada na ponta, após bater Kev Coghlan na penúltima curva. Raffaele De Rosa ficou com o terceiro posto.

“Nós fomos terrivelmente azarados tanto durante os testes como no início do fim de semana. Nós completamos muito menos voltas do que deveríamos”, avaliou Cluzel. “Então, depois disso, vencer é simplesmente um sonho!”, comentou.

“Antes da largada eu disse aos meus mecânicos que daria o meu máximo: e foi exatamente isso que eu fiz, sem cometer um único erro”, contou. “É uma vitória merecida. Nós ainda temos um longo caminho pela frente, mas estamos convencidos de que a moto e o time têm um potencial enorme”, concluiu.

Presidente da MV, Giovanni Castiglioni dedicou o triunfo de Cluzel ao pai. “Uma vitória maravilhosa, uma emoção indescritível”, comentou. “Quero dedicar esta primeira vitória ao meu pai, cuja fé na MV e na possibilidade de um retorno bem sucedido às corridas sempre foi inabalável, e ao falecido pai de Brian Gillen, o diretor da nossa divisão de corridas”.

“Quero agradecer ao time Yaknich e a todos os envolvidos neste ambicioso projeto por seu comprometimento exemplar”, concluiu Castiglioni.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

200

A vitória de Jorge Lorenzo no GP do Japão no último domingo (27) marcou o 200º triunfo da Yamaha na classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Ironicamente, a marca foi conquistada em Motegi, um circuito de propriedade da Honda, a eterna rival da casa de Iwata.

“Foi um dia muito especial”, disse Lorenzo. “Ser o piloto a conquistar a vitória de número 200 é uma grande honra. E vencer na corrida de casa da Honda é ainda mais especial”, reforçou.

Vitória de Lorenzo em Motegi foi a 200ª da Yamaha na classe rainha do Mundial (Foto: Yamaha)

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No total, Lorenzo soma 30 vitórias vestindo as cores do time nipônico. Companheiro do espanhol, Rossi tem 47 triunfos a bordo da M1, sendo responsável por 23,5% do total de vitórias da equipe.

O primeiro triunfo dos japoneses na divisão principal do Mundial foi em 1973, com o britânico Chad Mortimer. Na lista de seus pilotos, a Yamaha também tem a lenda Giacomo Agostini, que somou seis triunfos pelo time dos três diapasões. Mais tarde, Iwata trouxe três astros do motociclismo norte-americano para o plantel: Kenny Roberts, Eddie Lawson e Wayne Rainey.

‘King’ Kenny Roberts foi o primeiro a chegar, somando 22 conquistas e um total de três títulos entre 1978 e 1980. Lawson veio na sequência, acumulando 26 vitórias e um total de três títulos – 1984, 1986 e 1988.

Rainey foi o último deste grupo de norte-americanos e somou 24 vitórias no caminho dos títulos de 1990, 1991 e 1992. Em 1992, entretanto, um acidente em Misano colocou um fim à carreira dele.

Antes da chegada de Rossi, a Yamaha contou ainda com Luca Cadalora (6 vitórias) e Max Biaggi (8 vitórias). A ligação de Valentino com a M1 começou em 2004 e o italiano escreveu seu nome da história da escuderia em seu 28º triunfo, quando os nipônicos alcançaram sua 150ª vitória.

Das últimas 50 vitórias do time, a dupla Rossi e Lorenzo conquistou 49, com Ben Spies sendo responsável pela restante.

“Nós podemos ficar muito orgulhosos e felizes de testemunhar essa incrível conquista aqui em Motegi”, disse Kouichi Tsuji, chefe da Divisão de Esporte a Motor da Yamaha. “Jorge nos deu uma performance perfeita na nossa 200ª vitória, continuando uma longa tradição de sucesso que vivemos desde 1972. Para a Yamaha, também é muito especial poder conquistar essa vitória aqui no Japão, na nossa corrida de casa”, completou.

Lin Jarvis, diretor do Departamento de Corridas da Yamaha, aproveitou a ocasião para agradecer todos os pilotos que ajudaram o time a alcançar esta marca.

“É absolutamente fantástico celebrar a nossa 200ª vitória aqui no Japão, na nossa corrida de casa, com uma performance tão incrível como a de Jorge Lorenzo. Ele dominou completamente, não apenas o fim de semana, mas também a corrida, e fortemente pressionado pelos rivais”, afirmou. “Eu gostaria de agradecer a todos os pilotos, todos os times, todos os patrocinadores e parceiros, e a todos envolvidos nessas memoráveis vitórias em todos estes anos. Agora vamos em busca da 201ª em Valência”, encerrou.