sábado, 8 de março de 2014

Losail 2

Mais uma vez sem os times oficiais de Honda, Yamaha e Ducati, as demais equipes da MotoGP voltaram ao circuito de Losail, no Catar, neste sábado (8) para mais um dia de testes na última bateria da pré-temporada 2014. Desta vez, Álvaro Bautista bloqueou o avanço da casa de Iwata e colocou a RC213V da Gresini no topo da tabela de tempos.

O piloto espanhol registrou 1min55s194 na melhor de suas 55 voltas e garantiu o topo da folha de tempos com 0s314 de vantagem para Stefan Bradl, que assegurou o segundo tempo também com um protótipo da HRC. Líder do primeiro dia de exercícios no Catar, Aleix Espargaró garantiu o terceiro posto, 0s392 atrás do ponteiro.

Bautista liderou segundo dia de testes em Losail (Foto: Gresini)
Assim como aconteceu no primeiro dia de exercícios, a pista ficou aberta entre as 16h e às 23h, mas a maioria dos pilotos esperou anoitecer para iniciar a sessão.

Debutante na MotoGP, Pol Espargaró liderou o exercício nas primeiras horas, mas por volta das 19h30, Bautista bateu o tempo do titular da Tech3 e garantiu a liderança, sem que ninguém mais ameaçasse sua posição. A marca de 1min55s194 é apenas 0s041 mais lenta que o recorde de Losail, registrado por Casey Stoner em 2008.

Focando no acerto da moto, Bradl também conseguiu melhorar sua marca e assumiu o segundo posto, seguido por Aleix Espargaró.

"Estou feliz com a forma como as coisas correram hoje. Segundo lugar é um resultado positivo, mas ainda temos um ponto fraco para ajustar”, avaliou Bradl. “Na verdade, apesar dos nossos esforços, nós não conseguimos encontrar uma solução perfeita para os problemas de aderência na traseira que enfrentamos ontem. Ainda estou com dificuldades na inclinação máxima”, explicou.

“É um pouco frustrante para mim, mas parece ser um problema comum entre os pilotos aqui”, apontou. “O time já está trabalhando para amanhã, então estou confiante de que poderemos melhorar mais um pouco”, completou. 

Bradl ainda não está satisfeito com a performance da RC213V da LCR (Foto: LCR)
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Bradley Smith também superou o tempo registrado por seu companheiro de equipe e ficou com o quarto lugar, 0s433 atrás de Bautista. O mais novo da família Espargaró garantiu o quinto posto.

Com 1min56s026, Andrea Iannone colocou a Desmosedici da Ducati no sexto posto, à frente de Colin Edwards. O norte-americano completou 32 voltas neste sábado e ficou a 1s095 do líder. Yonny Hernández, também da Pramac, aparece na sequência.

Iannone ficou com o sexto posto neste sábado (Foto: LCR)
Entre os pilotos que utilizam a RCV1000R, Nicky Hayden foi o mais rápido. O campeão de 2006 da MotoGP cravou 1min56s923 na melhor de suas 63 voltas e garantiu o nono posto, 1s729 atrás do líder. Assim como aconteceu na sexta-feira, Scott Redding aparece fechando o top-10. Também utilizando a versão de produção da RC213V, o britânico foi 1s960 mais lento que o companheiro de Gresini.

Hiroshi Aoyama aparece na sequência, seguido por Karel Abraham e Broc Parkes, da Paul Bird. Héctor Barberá aparece em 14º, com Michael Laverty em 15º e Mike di Meglio em 16º. Danilo Petrucci completa a lista de 17 pilotos que participam do exercício. O italiano da Ioda teve um problema com sua ART e completou apenas 34 giros.

Daytona

Depois de disputar a temporada 2013 da European Junior Cup, categoria de apoio ao Mundial de Superbike, Sabrina Paiuta vai começar 2014 com uma experiência diferente. A jovem brasileira foi convidada pela equipe DMS, de Miami, nos Estados Unidos, para disputar a etapa de abertura do AMA Pro SuperSport, que acontece no próximo dia 15 na lendária pista de Daytona.

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Sabrina Paiuta vai disputar etapa de Daytona do AMA Pro SuperSport (Foto: Felipe Tesser)
“Estou muito feliz por ser convidada pelo time DMS para correr em Daytona”, disse Sabrina. “Estou ansiosa para fazer uma grande corrida, mas não conheço os rivais e é por isso que eu não tenho ideia do que seria um bom resultado”, continuou.

“Antes de mais nada, quero conhecer a pista, me adaptar à moto e aí começar a me preocupar com os tempos de volta. Como sempre, vou dar o meu melhor”, explicou. “Entretanto, estar com eles já é um grande passo para mim. A SuperSport é uma categoria importante e é a minha primeira vez correndo nos Estados Unidos, outro sonho se tornando realidade. Espero fazer um bom trabalho e trazer boas notícias para o Brasil”, concluiu.

Essa não será a primeira experiência da DMS com pilotos do Brasil. O time, que pertence aos brasileiros Maurício Comitre e Vicente Cruz, já competiu com o piloto Nicolas Ferreira, que viveu uma experiência curiosa no início do ano passado, quando teve sua Kawasaki ZX-10R furtada horas antes de uma corrida em Homestead.

O circuito de Daytona, aliás, já viu uma mulher triunfar na SuperSport. Em março de 2012, a bordo de uma Suzuki GSX-R600, Elena Myers se tornou a primeira mulher a vencer uma corrida profissional na pista da Flórida. Em 2010, a californiana já tinha se tornado a primeira mulher a vencer no campeonato norte-americano, ao cruzar a linha de chegada de Sonoma na ponta.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Losail 1

Dias após os pilotos de Honda, Yamaha e Ducati concluírem a pré-temporada 2014 com uma bateria de testes em Phillip Island, na Austrália, os demais times da MotoGP voltaram às pistas nesta sexta-feira (7) para três dias de exercícios na pista de Losail, no Catar, palco da primeira prova do Mundial.

Sem Marc Márquez, Jorge Lorenzo, Dani Pedrosa, Valentino Rossi, Cal Crutchlow e Andrea Dovizioso, foi Aleix Espargaró quem dominou a tabela de tempos na noite do Catar. O espanhol fechou o primeiro dia de testes com 0s253 de vantagem para Bradley Smith. Pol Espargaró completa a lista dos três mais rápidos.

Sem as fábricas, Aleix dominou primeiro dia de testes em Losail (Foto: Forward)
“Foi um dia muito produtivo”, avaliou Aleix. “Não fui tão rápido no início, mas quando coloquei o pneu dianteiro duro, tive o mesmo feeling de Sepang e pude começar a forçar”, continuou.

“O feeling com o pneu duro e com o macio é bom, então estou confiante para o início da temporada e para as primeiras corridas”, completou Espargaró.

A bordo da YZR-M1 da Tech3, Smith dominou a maior parte da sessão, mas viu Aleix se aproximar na hora final e tomar a frente ao cravar 1min55s386. A marca registrada por Espargaró é ligeiramente mais rápida que a melhor volta registrada no GP do Catar de 2013 e apenas 0s233 mais lenta que o recorde registrado por Casey Stoner em 2008.

“Hoje foi um bom dia. Estou feliz de que o acerto base tenha funcionado imediatamente aqui, o que significa que fizemos um bom trabalho em Sepang e, assim, não tivemos que fazer nenhuma mudança”, comentou Smith. “A condição da pista estava melhor do que eu esperava e depois de uma hora a pista estava em muito melhor forma, o que é positivo, já que significa que teremos um bom teste aqui”, continuou.

“Foi um pouco frustrante ser o mais rápido durante quase todo o dia e aí ser ultrapassado perto do fim, mas ainda temos dois dias”, refletiu. “Amanhã vamos testar a moto nº1 e a nº2 e fazer mais algumas mudanças. Estou muito feliz com o acerto como ele está, mas quero ter certeza de que é o caminho certo e é por isso que precisamos brincar um pouco mais com a geometria da moto. Definitivamente vou fazer uma simulação de corrida no último dia e, possivelmente, outra amanhã também”, encerrou.

Bradley Smith perdeu a liderança na hora final da sessão (Foto: Tech3)
Seguindo com o domínio da Yamaha no topo da tabela, o mais novo do clã Espargaró registrou 1min56s072, 0s686 mais lento que o irmão mais velho.

“Estou muito feliz com a forma como o dia correu, já que foi a minha primeira vez aqui com uma moto da MotoGP”, afirmou Pol. “Estou feliz por rodar em outro lugar que não Sepang, já que isso me permite explorar mais a moto. Ainda tenho muito para aprender e a meta principal nos próximos dois dias é me fazer pilotar de forma mais suave, já que é assim que a Yamaha é rápida”, explicou.

“Ainda estou brigando um pouco demais com a moto, mas preciso me fundir com ela, e é nisso que vou trabalhar”, garantiu. “No geral, a moto trabalhou bem hoje e o time me ajudou muito a me adaptar ao circuito tão rapidamente”, declarou.

Com 1min56s081, Álvaro Bautista aparece para acabar com a festa da Yamaha e colocar a RC213V da Gresini no quarto posto, 0s695 atrás do líder da sessão. Stefan Bradl registrou exatamente a mesma marca do rival espanhol na 43ª de suas 49 voltas em Losail e ficou com o quinto tempo.

1s394 do líder, Andrea Iannone foi o melhor entre os pilotos que contam com equipamento produzido pela Ducati e colocou a GP14 da Pramac na sexta posição. Companheiro de Aleix Espargaró na Forward, Colin Edwards registrou o sétimo tempo, à frente de Yonny Hernández.

Danilo Petrucci será o único representante da Ioda neste início de temporada (Foto: Ioda)
Entre os pilotos que utilizam a RCV1000R, a versão de produção da RC213V, Nicky Hayden foi o mais rápido. O piloto da Aspar anotou 1min57s574 na melhor de suas 48 voltas e fechou o dia a 2s188 do líder. Estreante na MotoGP, Scott Redding cravou 1min57s922 e arrematou a última vaga no rol dos dez primeiros.

Ausente na segunda bateria de testes em Sepang, a Paul Bird voltou às pistas neste exerício e viu Bric Parkes garantir o 14º tempo. Michael Laverty, por sua vez, foi o 17º.

A Ioda, por outro lado, fez seu primeiro teste do ano nesta sexta e viu Danilo Petrucci registrar 1min59s358 e ficar com o 16º e penúltimo tempo. O italiano será o único representante do time neste ano, já que a escuderia não conseguiu os recursos necessários para entregar uma segunda moto nas mãos de Leon Camier.

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'Fábrica 2' (2)

Carmelo Ezpeleta, diretor-executivo da Dorna, promotora do Mundial de Motovelocidade, revelou em entrevista ao diário espanhol ‘AS’ uma proposta apresentada pela empresa da Espanha e pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo) para introduzir a categoria ‘Fábrica 2’ na MotoGP já na temporada 2014. A subdivisão é uma reação da promotora à decisão da Ducati de correr dentro do regulamento Open.

Após a revelação de Ezpeleta, inúmeras dúvidas surgiram em relação à nova proposta e coube a Javier Alonso, diretor da área de eventos da Dorna e membro da direção de prova da MotoGP, dar os detalhes sobre a proposta que será submetida à aprovação da Comissão de GP no dia 11 de março.

Pela ideia apresentada pela Dorna e pela FIM, os times de fábrica – Honda e Yamaha – competirão com um tanque de combustível com capacidade para 20 litros, cinco motores lacrados no início da temporada e sem o pneu extra-macio. Pelo regulamento Open, as motos têm tanques de até 24 litros, com 12 motores não lacrados e uma opção de pneus mais macia.

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Ducati decidiu correr dentro do regulamento Open em 2014 (Foto: Ducati)
“A proposta que foi feita diz respeito às fábricas inscritas no regulamento Open que conquistem pódios, especificamente três terceiros lugares, dois segundos ou uma vitória, em pista seca”, começou Alonso. “Eles teriam, então, algumas restrições relacionadas à categoria Open (22,5 litros de combustível ao invés de 24 litros) e menos motores disponíveis (com o total reduzido de 12 para nove)”, continuou.

“Nós olhamos para os resultados dos testes em Sepang, especialmente o segundo teste, e está claro que das duas versões de software utilizadas, o segundo desenvolvido pela Magneti Marelli oferece uma grande performance”, opinou. “O fato é que a única fabricante pronta para usar este software é a Ducati. Isso dá a eles alguma vantagem quando combinado com o regulamento Open, e, por isso, nós apresentamos este plano para a Comissão de GP, para encontrar um equilibrio que dê muita vantagem a uma fabricante”, justificou.

Ainda, Alonso afirmou que entende a posição da Ducati de buscar uma opção dentro do regulamento para melhorar seus resultados, mas destacou que a organização do Mundial não quer dar uma vantagem injusta para a fábrica de Borgo Panigale.

“Como campeonato, nós miramos permitir que todos tenham a melhor tecnologia possível, incluindo este tipo de software, mas conversando com as equipes privadas, elas ainda não estão prontas para usar este ‘software completo’”, disse. “Claramente, a Ducati não estava no mesmo nível de Honda e Yamaha na temporada passada e o que eles fizeram foi buscar um caminho dentro do regulamento para melhorar a posição no grid e os resultados nas corridas. Entendemos que tornando possíveis estas diferenças em relação aos outros fabricantes, nós os estamos aproximando, mas também não queremos, pois entendemos que não seria justo, que tenham vantagens demais e que, no final, acabem vencendo com mais armas do que os outros fabricantes. Por isso achamos que a proposta que colocamos na mesa é boa”, justificou.

Por fim, o representante da Dorna confirmou que as mudanças que estão sendo introduzidas no Mundial têm como objetivo construir as bases para que a classe rainha seja mais igualada no futuro. A proposta da Dorna é que todas as motos sejam Open em 2016.

“Esta claro que o trabalho que está sendo feito hoje com a centralina e com o software tem o objetivo final de que em breve todas as motos corram com a mesma centralina, como já vão fazer neste ano, mas também com o mesmo software”, comentou Javier. “A partir de agora, nossa obrigação é tentar desenvolver o melhor software e que os fabricantes entendam que é válido para suas motos.”

“De fato, o que estamos fazendo é pedir ajuda aos próprios fabricantes para desenvolver este software. Nosso foco é dizer: ‘olha, nós temos esta parte do software, se vocês acham que existe alguma parte que pode melhorar e nos fornecem essa tecnologia, esse know-how, nós o aplicaremos. A única coisa que vamos pedir é que esta parte que vamos incorporar seja utilizada pelos outros participantes’”, detalhou. “Mas sempre que encontrarmos partes que podem melhorar, vamos querer melhorar”, encerrou.

Estrella Galicia 0,0

A Estrella Galicia 0,0 apresentou nesta sexta-feira (7), em Madri, na Espanha, as motos de Álex Rins e Álex Márquez para a temporada 2014 do Mundial de Moto3. Assim como aconteceu no ano passado, o time segue com o apoio da Repsol, mas deixa para trás a KTM e vai em busca do título a bordo de uma Honda NSF250RW.

Depois de ver um domínio assombroso da KTM, a HRC decidiu reagir e preparou a NSF250RW para encarar a moto austríaca. Chefe do time e também mentor de Marc Márquez, Emilio Alzamora comprou o desafio e, mesmo com o excelente desempenho apresentado por Rins em 2013 – que rendeu ao espanhol o vice-campeonato –, não hesitou em fazer a troca.

Álex Rins e Álex Márquez seguem representando a Estrella Galicia 0,0 em 2014 (Foto: Repsol)
“É uma honra poder apresentar o novo time e a nova Honda NSF250RW, com o apoio da HRC”, disse Alzamora. “Como em todas as temporadas, este é um momento muito empolgante – especialmente este ano, pois nós e a HRC trabalhamos duro no nosso pacote para ter uma moto vencedora”, continuou.

Apesar das lesões sofridas por Rins e Márquez nos últimos meses, Alzamora se mostrou confiante na forma física da dupla e afirmou que a meta é lutar pelo título até a etapa final.

“Álex Rins e Álex Márquez estão na melhor forma. Nós tivemos azar com lesões, mas isso não vai impedi-los de estar 100% para o Catar”, assegurou Emilio. “Esta é uma temporada para trabalharmos em cima dos bons resultados do ano passado e mirar lutar pelo título até o fim da campanha”, completou. 

Para 2014, Estrella Galicia 0,0 trocou a KTM pela Honda (Foto: Repsol)
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Depois de perder a segunda bateria de testes da pré-temporada por conta de uma cirurgia no punho direito, Álex Rins já está pronto para a sessão final, que acontece entre os dias 11 e 13 de março em Jerez de la Frontera.

Participando da apresentação da equipe, Rins falou com animação sobre a ligação do time com a HRC e afirmou que está confiante para a temporada.

“A apresentação do time correu muito bem. Isso definitivamente marca o início de toda temporada”, ressaltou Álex. “Nós e os fãs estamos sempre ansiosos para ver a nova pintura. Agora eu mal posso esperar para ir para Jerez e começar a testar na terça-feira”, seguiu.

“Esta temporada nós estamos especialmente animados, pois estamos estreando uma nova moto e temos o apoio da HRC. Nós não paramos o desenvolvimento desde o fim da temporada passada e seguimos avançando com o set-up, então estamos muito felizes, ansiosos e confiantes de que as coisas vão correr bem”, concluiu. 

Time de Alzamora trabalha com a HRC no desenvolvimento da moto (Foto: Repsol)
Também recuperado de uma lesão no ombro, Márquez destacou o apoio dos patrocinadores do time e elogiou o novo layout da moto.

“A apresentação é sempre um dia muito especial. É uma honra continuar com o apoio da Estrella Galicia 0,0, da Repsol e da Monlau Competición por mais um ano no Mundial”, destacou Álex. “Nós também vimos a nova pintura, que é linda. Agora nós temos de esperar pelo início da temporada, que vai ser em breve. Nós estamos bem ansiosos, pois o inverno sempre parece tão longo”, finalizou.

Antes do início do Mundial, marcado para o dia 23 de março, em Losail, no Catar, o time espanhol entra na pista na próxima semana para a última bateria de testes da pré-temporada.

Pneus coloridos

Poucos dias após a Dunlop anunciar a adoção de um sistema de identificação por cores nos pneus das divisões iniciais do Mundial de Motovelocidade, a Bridgestone comunicou que também vai lançar mão de faixas coloridas para facilitar o reconhecimento dos compostos slicks da MotoGP.

De acordo com a Bridgestone, a adoção do sistema é uma resposta ao fato de motos de fábrica e Open terem acesso a compostos traseiros diferentes ao longo do fim de semana. No modelo antigo, a opção mais macia para cada corrida recebia uma faixa branca. A partir de agora, cada uma das borrachas – extra-macia, macia, média e dura – vai receber uma cor diferente.

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Bridgestone vai usar sistema de cores para identificar compostos da MotoGP (Foto: Bridgestone)
Os pneus extra-macios vão receber a cor verde na lateral. Os macios serão identificados pela cor branca, com os médios mantendo a cor preta característica da borracha. O vermelho será utilizado nos pneus duros. No caso dos pneus de chuva, serão oferecidos apenas dois tipos de borracha em cada etapa da MotoGP. Assim, segue o modelo antigo, com a cor branca aparecendo sempre na versão mais macia disponível.

“O novo esquema de marcação dos pneus foi desenvolvido para facilitar para que os fãs vejam que tipo de composto cada piloto está usando na frente e na traseira da moto”, explicou Hiroshi Yamada, chefe do departamento esportivo da Bridgestone. “Antes do ano passado, quando todo o grid usava o mesmo tipo de composto, nosso antigo sistema de marcação funcionava perfeitamente. Desde a introdução da categoria CRT, e agora com o grid sendo dividido entre ‘Fábrica’ e ‘Open’, nós decidimos mudar o sistema”, explicou.

“No ano passado, quando o nosso sistema de marcação com uma faixa branca denotava a opção mais macia para cada classe, a audiência precisava saber se um piloto era de fábrica ou CRT para saber que composto ele estava utilizando”, lembrou. “Agora, mesmo que o público não saiba necessariamente a diferença entre ‘Fábrica’ e ‘Open’, com as cores diferentes em cada composto, ele saberá exatamente a escolha de pneu de cada piloto”, reforçou.

“Nós também temos que considerar que a crescente popularidade da MotoGP significa mais e mais novos fãs sintonizando para assistir às corridas, e nós achamos que este novo sistema vai facilitar para entenderem a escolha de pneus dos pilotos e dar uma nova dimensão à cobertura da MotoGP”, concluiu Yamada.

quinta-feira, 6 de março de 2014

LaGlisse

O Teatro Kapital, em Madri, na Espanha, recebeu na noite desta quinta-feira (6) a apresentação do time da LaGlisse para a temporada 2014 do Mundial de Moto3. O time espanhol será representado por Eric Granado, Jakub Kornfeil e Isaac Viñales neste ano.

Campeã com Maverick Viñales em 2013, o time dirigido por Pablo Nieto abre o ano com a meta de brigar pelo título até a última etapa, assim como aconteceu na temporada passada. Para isso, mais uma vez, a escuderia segue contando com equipamento KTM, que desta vez vem pintado em um azul metálico mais escuro que a versão anterior.

Motos da LaGlisse ganharam um tom mais escuro que as do ano passado (Foto: LaGlisse)
“Depois de ganhar o título, este ano nós apostamos nos jovens”, disse Jaime Fernández Avilés, chefe da LaGlisse. “Nos primeiros treinamentos que fizemos eu me surpreendi gratamente com os três e estivemos na frente. Nosso objetivo é lutar pelo pódio em cada corrida e, com o apoio da Calvo, estou certo de que conseguiremos”, ponderou.

Diretor do time, Pablo Nieto avaliou que a equipe tem os pilotos, o equipamento e os funcionários necessários para vencer em uma categoria tão disputada como a Moto3.

“Estou muito contente em continuar contando com o apoio de uma empresa como a Calvo para lutar pelo Mundial de Moto3 nesta temporada”, celebrou o mais novo do clã Nieto. “Daremos tudo de nós para que as motos dos pilotos funcionem perfeitamente em cada um dos 17 GPs”, garantiu.

“Sem dúvidas, este ano a equipe conta com o patrocínio, os pilotos, as motos e um ótimo material humano para conseguir a vitória em uma categoria onde a competência é máxima”, completou.

Eric Granado estreia pela LaGlisse em 2014 (Foto: LaGlisse)
Recém-chegado ao time, Granado elogiou a nova equipe e ressaltou que restam apenas três dias de testes para concluir a pré-temporada da Moto3.

“Estou muito feliz por fazer parte do Calvo Team. Como já disse depois dos primeiros testes, a moto tem muito potencial e a equipe é muito profissional”, afirmou Eric. “Agora só nos restam mais três dias de testes e no Catar nós veremos realmente até onde podemos chegar. Meu objetivo é estar o mais para cima possível e, com a ajuda da equipe, vou conseguir”, concluiu.

Companheiro do brasileiro, Isaac Viñales se disse orgulhoso por vestir as cores do time que foi campeão com seu primo Maverick. “Me sinto muito confortável com os mecânicos e com a moto, mas, sobretudo, é um orgulho estar com a equipe que foi campeã do mundo no ano passado e, ainda por cima, com o meu primo”, frisou. “O objetivo é estar sempre entre os cinco primeiros e, se possível, lutar pelo título”, completou.

Isaac Viñales vai defender a equipe pela qual o primo Maverick foi campeão (Foto: LaGlisse)
Jakub Kornfeil, por sua vez, defendeu que é difícil traçar objetivos antes do início da temporada, mas defendeu que a LaGlisse é como uma família e isso ajuda a obter bons resultados.

“Desde o primeiro dia, tudo foi perfeito com o Calvo Team. Temos um grande feeling, somos como uma família e isto é muito importante para conseguir bons resultados”, defendeu. “Antes de começar o campeonato, é difícil traçar objetivos, mas com a equipe e a moto que tenho, sei que devo lutar pelo top-5 em todas as corridas e é isso que vamos tentar”, encerrou.

Kornfeil também é novato na estrutura do time de Pablo Nieto (Foto: LaGlisse)
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O time espanhol volta às pistas nos dias 11, 12 e 13 de março para a última bateria de testes da pré-temporada. Depois dos exercícios em Jerez de la Frontera, na Espanha, a equipe embarca para Doha, no Catar, primeira parada do Mundial de Motovelocidade em 2014.

Tech3

A Tech3 exibiu nesta quinta-feira (6) suas cores para a temporada 2014 da MotoGP. Às vésperas do último teste da pré-temporada, que acontece entre os dias 7 e 9 de março em Losail, o time de Hervé Poncharal aproveitou o pit-lane da pista do Catar para exibir o novo layout das YZR-M1 que serão pilotadas por Bradley Smith e pelo estreante Pol Espargaró.

Assim como aconteceu nos últimos anos, a Monster Energy segue como patrocinadora principal da escuderia francesa, que mantém as cores preta e verde em seu equipamento. Além da marca de energéticos, o time continua com o suporte por Grupo Black & Decker, por meio das marcas DeWalt e Stanley, e da Motul, e também recebe as estreantes Sakura e Bihr.

Bradley Smith e Pol Espargaró serão os pilotos da Tech3 em 2014 (Foto: Tech3)
“Todos na Tech3 estão olhando para 2014 com muito entusiasmo. Nós temos uma dupla de pilotos jovem e empolgante e estou confiante de que os rapazes farão corridas fantásticas neste ano”, declarou Poncharal. “Bradley amadureceu e cresceu no ano passado, e agora ele definitivamente está pilotando com mais confiança em comparação com sua temporada de estreia. Será interessante ver se ele conseguirá lutar constantemente dentro do top-5”, avaliou.

“Pol, por outro lado, está se juntando ao time após um ano incrivelmente forte na supercompetitiva Moto2”, ressaltou. “O resultado que ele mostrou durante seus primeiros testes na nossa Yamaha demonstram o quão rápido ele pode se adaptar a MotoGP. Claro, ele ainda tem muito para aprender, mas nós estamos confiantes em vê-lo lutar com os outros pilotos satélites durante sua primeira temporada da MotoGP”, continuou.

Poncharal também aproveitou para agradecer a casa de Iwata pelo apoio e elogiou a equipe técnica da Yamaha pelo trabalho feito com a M1. “A Tech3 está aguardando ansiosamente pelas próximas 18 corridas, e também agradece o incrível suporte que recebemos da Yamaha”.

“Quero parabenizar a equipe técnica da Yamaha pelo trabalho fantástico que fizeram mais uma vez com a YZR-M1. A Tech3 está honrada em continuar sua longa colaboração com a Yamaha e estamos ansiosos por mais uma temporada bem sucedida”, falou Hervé.

Smith vai para seu segundo ano na MotoGP (Foto: Tech3)
Indo para seu segundo ano na MotoGP, Smith avaliou que tem um material competitivo nas mãos e colocou como meta repetir as performances de Andrea Dovizioso e Cal Crutchlow durante suas passagens pelo time.

“Estou realmente animado para começar a campanha 2014, especialmente agora que eu tenho um ano de experiência. "Estou entusiasmado para guiar o pacote de 2014 da Yamaha e estou impressionado com o que provei até agora”, ressaltou Bradley. “Sei que temos um material muito competitivo neste ano, então quero fazer o melhor trabalho que puder”, seguiu.

“Estamos indo para uma nova aventura com Pol este ano, e estou empolgado em trabalhar com ele. Acho que será um bom ano para nós dois”, opinou. “Queremos ser o primeiro time entre as equipes satélites em todas as corridas, assim como foi nos últimos anos. Cal e Andrea tiveram performances muito boas e eu quero continuar com isso para o time. Acho que esta é uma meta realista para a temporada”, finalizou.

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Pol estreia na classe rainha neste ano (Foto: Tech3)
Debutante na elite do motociclismo, Espargaró afirmou que chegar a MotoGP é a realização de um sonho, mas evitou traçar grandes metas para a temporada.

“Com o início da temporada se aproximando, outro sonho se torna realidade para mim. Sempre quis correr no nível mais alto do motociclismo e este ano finalmente terei a oportunidade. Estou realmente empolgado e ansioso pela primeira corrida, mas eu sei que ainda tenho muito para aprender e preciso ganhar mais experiência na moto”, ponderou Pol. “Mas vou dar tudo de mim em todas as corridas e tentar melhorar passo a passo, e então veremos onde vamos terminar. Se lutarmos com outros pilotos satélites, teremos feito um bom trabalho”, comentou.

“Sou verdadeiramente grato à fé que a Yamaha depositou em mim e estou convencido de que, junto com a Tech3, teremos um ano bem sucedido em 2014”, concluiu.

‘Fábrica 2’

Enquanto jornalistas e fãs da MotoGP pensavam que o regulamento do Mundial não teria mais alterações para a temporada 2014, Carmelo Ezpeleta, diretor-executivo da Dorna, promotora do certame, preparava uma surpresinha. Em entrevista ao diário espanhol ‘AS’, o dirigente revelou que as regras da divisão principal devem sofrer uma alteração em resposta a decisão da Ducati de obedecer ao regulamento Open.

De acordo com Ezpeleta, um complemento ao regulamento, batizado de ‘Fábrica 2’, deve ser aprovado no próximo dia 11, durante uma reunião da Comissão de GP, que reúne representantes da Dorna, da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), da IRTA (Associação Internacional das Equipes de Corrida) e da MSMA (Associação das Fábricas de Motocicletas Esportivas).

Ezpeleta revelou que regulamento da MotoGP terá nova alteração no próximo dia 11 (Foto: FIM)
Em uma visita à redação do diário espanhol, o dirigente comentou as mudanças no regulamento de 2014 e revelou a proposta que apresentou à Comissão de GP.

“A centralina é o cérebro eletrônico da moto e nós miramos que seja igual para todos a partir de 2016”, começou. “Enquanto isso, eu dou o hardware igual para todos e as equipes podem correr com seu próprio software no regulamento ‘Fábrica’, ou com o nosso no ‘Open’”, explicou.

“Os que o fizerem no modo ‘Fábrica’, o farão com um tanque de 20 litros, cinco motores lacrados antes do início do campeonato e não terão um pneu mais macio para a classificação”, listou. “Os que o fizerem como ‘Open’ terão 24 litros, 12 motores não congelados e um pneu mais macio para os treinos”, seguiu.

“E, desde terça-feira, existe uma terceira via, ‘Fábrica 2’, a que seguirá a Ducati, que a princípio tem as condições das motos Open, mas no momento em que conquistarem três terceiros, ou dois segundos, ou um primeiro, passa a dispor de um tanque de 22,5 litros em vez de 24, e nove motores no lugar de 12”, revelou.

De acordo com o dirigente, as equipes que optaram por competir como Open, receberam uma primeira versão da centralina em novembro e a direção do campeonato pediu ajuda às fábricas para desenvolvê-la. Honda e Yamaha não aceitaram o convite, mas a Ducati topou trabalhar no desenvolvimento da ECU.

“Nós demos para as Open uma primeira versão da centralina em novembro e pedi ajuda às marcas para desenvolvê-la. Honda e Yamaha não quiseram, mas a Ducati quis, então agora a centralina que fornecemos é muito boa, e a Ducati escolheu esse caminho que, nesse caso, se denominará ‘Fábrica 2’”, detalhou. “O que conseguimos com isso? Que toda marca que venha no futuro economize no custo da eletrônica e corridas mais disputadas. São motos que custam menos”, apontou.

“Terão mais motos e mais pilotos com opções. O objetivo final é que todos corram como Open”, reforçou. “Até 2016 eu respeito os acordos, mas no caminho as coisas vão acontecendo e, nesse sentido, posso dizer que estamos à frente da F1”, avaliou.

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Por fim, Carmelo reconheceu que a MSMA pode se opor à proposta de ‘Fábrica 2’, mas se mostrou certo de que a nova regra será aprovada, uma vez que a associação precisa de uma decisão unânime e a Ducati apoia o projeto da Dorna.

“A MSMA pode dizer não para esta última proposta, mas tem que fazer isso de forma unânime e a Ducati está de acordo conosco, então o ‘Fábrica 2’ será aprovado em 11 de março”, garantiu. “FIM e Dorna apresentaram a proposta à Comissão de GP, e FIM, Dorna, IRTA e MSMA vão aprová-la. Se as represálias me preocupam? [Shuhei] Nakamoto [vice-presidente executivo da HRC] e eu somos muito amigos e ele já ameaçou ir para o Mundial de Superbike. Ele pode decidir ir... Mas eu também estou no Mundial de Superbike!”, concluiu.

quarta-feira, 5 de março de 2014

AirAsia Caterham

A Caterham anunciou nesta quarta-feira (5) que terá a AirAsia como patrocinadora principal do time que estreia no Mundial de Moto2 na temporada 2014. A companhia aérea malaia é mais um dos investimentos de Tony Fernandes, que é também o fundador da equipe da F1.

Além do patrocinador, a Caterham apresentou o layout das 600cc que serão utilizadas por Johann Zarco e Josh Herrin ao longo de 2014. O comando do time será de John Stigefelt.

Caterham anunciou AirAsia como patrocinadora principal na Moto2 (Foto: Caterham)
“Nós estamos muito orgulhosos de sermos o patrocinador principal deste empolgante novo time e estamos ansiosos em continuar nossa parceria com a Caterham, um time com um grande pedigree no esporte”, comentou Aireen Omar, diretor-executivo da AirAsia.

Apesar do anúncio de hoje, a AirAsia não é uma estranha no Mundial de Motovelocidade. A marca malaia desembarcou no certamente em 2009, quando apoiou o então wild-card ZulFahmi Khairuddin no GP da Malásia. Desde então, a companhia nunca deixou de apoiar o piloto.

Mia Sharizman, diretor da Caterham, destacou o crescimento do envolvimento da AirAsia no esporte e avaliou que a parceria é um grande passo para desenvolver pilotos asiáticos.

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Caterham terá Johann Zarco e Josh Herrin como pilotos na Moto2 (Foto: Caterham)
“O esporte a motor em duas rodas é uma nova aventura para o Grupo Caterham e uma que nós acreditamos que será um projeto de longo prazo. É um momento empolgante para nós e eu gostaria de agradecer a AirAsia pela oportunidade”, falou Sharizman. “É ótimo ver o desenvolvimento deles e o comprometimento com o esporte, desde o inicial apoio ao evento, ao suporte ao piloto malaio ZulFahmi Khairuddin, que vai competir na Moto3 neste ano”, seguiu.

“Acredito que nossa parceria com a AirAsia como time de Moto2 é o próximo passo e vai nos dar uma excelente oportunidade para desenvolver e trazer pilotos asiáticos para uma plataforma mundial”, ponderou. “O time está muito empolgado e nós esperamos mostrar nossa gratidão à AirAsia ao longo do ano atingindo bons resultados”, concluiu.