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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Sobre prazos e preços

O Brasil garantiu uma vaga no calendário de 2014 do Mundial de Motovelocidade, mas a confirmação do GP no cronograma deste ano ainda depende de uma grande reforma no Autódromo Internacional de Brasília. O circuito, localizado na Asa Norte da capital federal, não passou por nenhuma grande intervenção desde sua inauguração, em 1974.

Embora a prova esteja marcada para 28 de setembro, o ritmo dos trabalhos em Brasília segue lento, e a expectativa do governo local é publicar o edital da licitação para a reforma apenas no mês que vem. Com prazos tão apertados, o próprio GDF já reconhece a possibilidade de a MotoGP desembarcar em terras brasileiras apenas em 2015.

Projeto prevê autódromo com quatro opções de traçado

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Em dezembro de 2013, a Novacap, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil, realizou uma audiência pública para debater a reforma do autódromo, e Maruska Lima de Souza Holanda, diretora de obras especiais da companhia, admitiu a possibilidade de a prova ser adiada para o próximo ano.

“O cronograma é restrito, porém, se não houver a possibilidade de cumprimento deste prazo, o evento será postergado para 2015”, afirmou Maruska.

Procurada pelo High Side, a Novacap explicou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a previsão é que o edital da licitação seja publicado em fevereiro de 2014. O início das obras, por sua vez, deve acontecer em abril de 2014.

As obras na pista, que precisa ser completamente reasfaltada, começam em abril e devem durar até agosto. A parte de edificações e infraestrutura começa no mesmo mês, mas só termina em setembro.

“Os prazos são curtos e faremos todo o possível para que o evento seja realizado em 2014”, reforçou a Novacap.

Desde que surgiram as primeiras notícias sobre a reforma do autódromo, a questão do kartódromo sempre foi um ponto de preocupação. Os projetos apresentados até aqui indicam a eliminação do atual traçado, mas o governo garante que Brasília não ficará sem um espaço para o kart.

“O kartódromo será transferido para uma área próxima ao autódromo”, assegurou a Novacap, que afirmou que o projeto da nova pista “está em fase de desenvolvimento”.

O projeto do autódromo, que foi encomendado da inglesa Apex Circuit Design pela Terracap, a Companhia Imobiliária de Brasília, foi elaborado levando em conta as exigências de FIM (Federação Internacional de Motociclismo) e FIA (Federação Internacional de Automobilismo), e contempla uma nova pista com quatro opções de traçado, além de edificações completas para infraestrutura, estacionamento, paisagismo e acessos.

Tudo isso, entretanto, tem um custo. Bastante alto, por sinal. Segundo a Novacap, a obra no Autódromo Internacional de Brasília deve custar em torno de R$ 300 milhões.

“A previsão de custos é na ordem de R$ 300 milhões. Ainda não finalizamos os valores, pois o projeto está sendo finalizado”, explicou a companhia ao HS.

O valor, que já inclui a construção de um novo kartódromo, é dez vezes maior do que está sendo investido pelo Governo de Goiás no Autódromo de Goiânia, que passa pela primeira grande intervenção desde a inauguração nos anos 70.

Questionada pelo High Side sobre a razão de uma diferença tão grande, a Novacap justificou que as obras têm naturas distintas. No caso de Goiânia, a reforma prevê a troca completa do pavimento, substituição dos boxes, remodelação completa da torre de cronometragem e a construção de uma pista de arrancada, além da edificação de um parque, com pista de skate e de patinação.

“A natureza das intervenções é distinta”, afirmou. “A reforma do autódromo de Brasília prevê novo traçado da pista com quatro opções de circuito, edificações novas, estacionamentos e toda a infraestrutura necessária a eventos de grande porte”, completou.

Ainda segundo a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil, esta verba “será disponibilizada no orçamento de 2014 do GDF”.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Primeiro passo (2)

O governo do Distrito Federal realizou na última terça-feira (17) uma audiência pública para debater a questão da reforma do Autódromo de Brasília. O circuito brasiliense garantiu uma vaga no calendário da MotoGP, em 28 de setembro de 2014, mas precisa de uma grande intervenção para conseguir a homologação da FIM (Federação Internacional de Motociclismo).

Apesar de o cronômetro já ter sido disparado, os trabalhos em Brasília seguem em um ritmo mais lento que o esperado e o governo local ainda trabalha no projeto que será executado no Autódromo Internacional Nelson Piquet.

Na Audiência Pública realizada no auditório da Novacap, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital, foi apresentado o projeto do novo autódromo. Na sequência, os representantes do governo responderam perguntas dos presentes e o assunto mais debatido foi o futuro do kartódromo.

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De acordo com o GDF, o plano é mudar o kartódromo para o lado do autódromo, construindo um novo circuito em padrão internacional. Ainda segundo com as autoridades locais, a nova pista do Autódromo de Brasília será feita atendendo aos padrões da FIM e da FIA (Federação Internacional de Automobilismo).

Segundo o projeto apresentado pelo governo, o circuito em sua utilização completa terá 4,1 km de extensão, com a reta principal medindo 665 metros. Também existe a possibilidade de dividir a pista em duas partes: Circuito Norte, com 1,74 km, e Circuito Sul, com 2,45 km.

Além disso, também será possível prolongar a pista para atender a F1. Assim, o circuito passaria a ter 5 km, com a reta principal medindo 1000 metros.

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Na última sexta-feira (13), o ex-piloto de F1 e Indy, Roberto Pupo Moreno, se reuniu com o governador do DF, Agnelo Queiroz, para pedir que o autódromo brasiliense seja reformado de forma que possibilite a realização de etapas da F1 e da Indy.

De acordo com Moreno, Maruska Lima de Souza Holanda, diretora de projetos especiais da Novacap, já apresentou algumas alterações no projeto.

“Ela já apresentou um projeto modificado e ainda recebeu a sugestão de todos, respondeu, e permitiu que eu dirigisse algumas palavras aos presentes e oficializasse em ata o meu pedido, mostrando a minha preocupação sobre os rumos da adequação do autódromo, para que atenda além dos GPs de motociclismo, eventuais provas da F1 e da Indy”, comentou Moreno, que também defendeu a construção de um novo kartódromo.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

"Sem atrasos"

Brasília ganhou um espaço no calendário da MotoGP para 2014, mas a realização do GP do Brasil na capital federal ainda depende da homologação do Autódromo Internacional Nelson Piquet pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo) que, por sua vez, depende de uma grande reforma no circuito construído nos anos 70.

Apesar de a corrida estar marcada para o dia 28 de setembro de 2014, as obras no autódromo ainda não começaram e o ritmo dos trabalhos deu o sinal de alerta. A imprensa internacional já fala em um plano B da Dorna, a promotora do Mundial, que prevê o atraso em uma semana do GP de Aragón, agendado originalmente para o dia 21 do mesmo mês.

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Autódromo de Brasília precisa de grande reforma para conseguir homologação da FIM (Foto: Roberto Castro/GDF)
De acordo com a revista britânica ‘Motorcycle News’, a definição sobre a realização ou não da prova brasileira deve sair até o GP do Catar, primeira etapa da temporada do próximo ano, que acontece no dia 23 de março.

Procurada pelo High Side, a Dorna negou que exista uma data limite para essa definição, mas a publicação britânica ressalta que esse prazo não pode se estender indefinidamente, já que o aumento no número de provas deve resultar em uma mudança na quantidade de motores permitidos por temporada.

A introdução do GP da Argentina, aliás, já é vista pelos times como motivo o bastante para o aumento do limite de cinco para seis motores por piloto, mas ainda não existe uma nova determinação nesse sentido.

Apesar dos rumores, os responsáveis pela obra do autódromo brasiliense garantem que o cronograma segue como previsto e o projeto da grande reforma que deve colocar o circuito no mais alto padrão da FIM está em fase final.

Ao High Side, a Coordenadoria de Comunicação para a Copa (ComCopa), que responde pelo atendimento à imprensa no caso do GP do Brasil de MotoGP, explicou que o projeto está sendo finalizado e uma audiência pública deve acontecer nas próximas semanas.

“Não há atrasos”, garantiu a pasta. “O Governo do Distrito Federal realiza, no momento, etapas anteriores ao início das obras, como a conclusão do projeto. Também já há previsão de realização da audiência pública, marcada para as próximas semanas”, explicou.

“O projeto da reforma está em fase final de elaboração e deverá ser concluído ainda este mês”, reforçou. “O cronograma prevê que o edital seja publicado em janeiro”, continuou.

A expectativa do GDF é que as obras comecem no primeiro trimestre de 2014 e durem cinco meses. “A previsão é que o início das obras ocorra em março e que estejam concluídas em agosto”.

Decisão final sobre GP do Brasil deve sair até etapa do Catar em 2014 (Foto: Bridgestone)
Além de negar os atrasos, a ComCopa afirmou que ainda não há uma definição sobre o futuro do kartódromo de Brasília. Desde que a FMDF (Federação de Motociclismo do Distrito Federal) divulgou uma imagem do projeto de reforma, amantes do kartismo temem que a chegada da MotoGP acabe com a pista de kart que faz parte do complexo do autódromo, mas a pasta garante que todas as partes envolvidas na reforma serão ouvidas em uma audiência pública.

“A definição sobre o kartódromo ainda está em análise”, explicou a ComCopa. “Todos os setores ligados à reforma do Autódromo Internacional de Brasília serão ouvidos na audiência pública”, completou.

A reforma do Autódromo Internacional de Brasília é mais uma peça no plano do governo de Agnelo Queiroz de colocar a capital federal no circuito dos grandes eventos esportivos, assim como foi feito com o Estádio Mané Garrincha, que vai receber sete partidas da Copa do Mundo de 2014, entre elas um jogo da seleção brasileira e a decisão do terceiro e quarto lugares na competição.

O projeto de reforma do circuito envolve vários órgãos do governo do DF, entre eles a Secopa, as secretarias de Obras e Esportes, a Terracap e a Novacap.