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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Já era

Apesar da negativa da promotora IMX, o GP do Brasil não vai mesmo ser realizado em 2014. O governo do Distrito Federal reconheceu que a obra necessária para que o Autódromo Internacional Nelson Piquet seja homologado pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo) não ficará pronta a tempo de receber o Mundial de Motovelocidade em 28 de setembro deste ano.

Governo reconheceu que reforma não vai ficar pronta em 2014 (Imagem: Divulgação)
De acordo com a ComCopa, responsável pela comunicação com a imprensa, após o fim dos estudos técnicos, o governo concluiu que há tempo hábil para que o Mundial possa retornar ao país ainda neste ano. A administração garante, no entanto, que a reforma estará pronta para 2015.

Na semana passada, a revista italiana ‘Motosprint’ já havia garantido que a prova seria cancelada. A informação, no entanto, tinha sido negada ao High Side pela IMX, promotora da prova.

A Dorna, promotora do Mundial, deve cancelar a etapa nos próximos dias. A expectativa é de que o GP de Aragón, agendado para 21 de setembro, seja adiado em uma semana, cobrindo a data que seria do Brasil e dando uma folga aos pilotos.

A Novacap, Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil, responsável por tocar o projeto de reforma, explicou ao HS que a reforma contempla uma nova pista com quatro opções de traçado, além de edificações completas para infraestrutura, estacionamento, paisagismo e acessos, e deve custar em torno de R$ 300 milhões.

“A previsão de custos é na ordem de R$ 300 milhões. Ainda não finalizamos os valores, pois o projeto está sendo finalizado”, explicou a companhia ao HS.

O valor, que já inclui a construção de um novo kartódromo, é dez vezes maior do que está sendo investido pelo Governo de Goiás no Autódromo de Goiânia, que passa pela primeira grande intervenção desde a inauguração nos anos 70.

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Confira a nota da ComCopa

Informamos que, após o término da etapa de estudos técnicos para reforma do Autódromo Internacional de Brasília Nelson Piquet, a conclusão foi a de que não haverá tempo hábil para receber a etapa de setembro do Mundial de MotoGP, em 2014, em razão da complexidade das obras para elevar o espaço atual a um padrão internacional de competições.

O GDF segue com o projeto para 2015, para ter o autódromo inteiramente adequado ao perfil do megaevento. A reforma também credencia o espaço a receber outras grandes competições internacionais, o que reforça o compromisso do GDF em colocar Brasília na rota dos grandes eventos esportivos. Por isso, o autódromo possui projeto complexo, que altera o traçado do circuito de forma significativa, além de modificar áreas de boxes, paddocks, sinalização, espaço para imprensa e alimentação, entre outras adequações. 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Sobre prazos e preços

O Brasil garantiu uma vaga no calendário de 2014 do Mundial de Motovelocidade, mas a confirmação do GP no cronograma deste ano ainda depende de uma grande reforma no Autódromo Internacional de Brasília. O circuito, localizado na Asa Norte da capital federal, não passou por nenhuma grande intervenção desde sua inauguração, em 1974.

Embora a prova esteja marcada para 28 de setembro, o ritmo dos trabalhos em Brasília segue lento, e a expectativa do governo local é publicar o edital da licitação para a reforma apenas no mês que vem. Com prazos tão apertados, o próprio GDF já reconhece a possibilidade de a MotoGP desembarcar em terras brasileiras apenas em 2015.

Projeto prevê autódromo com quatro opções de traçado

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Em dezembro de 2013, a Novacap, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil, realizou uma audiência pública para debater a reforma do autódromo, e Maruska Lima de Souza Holanda, diretora de obras especiais da companhia, admitiu a possibilidade de a prova ser adiada para o próximo ano.

“O cronograma é restrito, porém, se não houver a possibilidade de cumprimento deste prazo, o evento será postergado para 2015”, afirmou Maruska.

Procurada pelo High Side, a Novacap explicou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a previsão é que o edital da licitação seja publicado em fevereiro de 2014. O início das obras, por sua vez, deve acontecer em abril de 2014.

As obras na pista, que precisa ser completamente reasfaltada, começam em abril e devem durar até agosto. A parte de edificações e infraestrutura começa no mesmo mês, mas só termina em setembro.

“Os prazos são curtos e faremos todo o possível para que o evento seja realizado em 2014”, reforçou a Novacap.

Desde que surgiram as primeiras notícias sobre a reforma do autódromo, a questão do kartódromo sempre foi um ponto de preocupação. Os projetos apresentados até aqui indicam a eliminação do atual traçado, mas o governo garante que Brasília não ficará sem um espaço para o kart.

“O kartódromo será transferido para uma área próxima ao autódromo”, assegurou a Novacap, que afirmou que o projeto da nova pista “está em fase de desenvolvimento”.

O projeto do autódromo, que foi encomendado da inglesa Apex Circuit Design pela Terracap, a Companhia Imobiliária de Brasília, foi elaborado levando em conta as exigências de FIM (Federação Internacional de Motociclismo) e FIA (Federação Internacional de Automobilismo), e contempla uma nova pista com quatro opções de traçado, além de edificações completas para infraestrutura, estacionamento, paisagismo e acessos.

Tudo isso, entretanto, tem um custo. Bastante alto, por sinal. Segundo a Novacap, a obra no Autódromo Internacional de Brasília deve custar em torno de R$ 300 milhões.

“A previsão de custos é na ordem de R$ 300 milhões. Ainda não finalizamos os valores, pois o projeto está sendo finalizado”, explicou a companhia ao HS.

O valor, que já inclui a construção de um novo kartódromo, é dez vezes maior do que está sendo investido pelo Governo de Goiás no Autódromo de Goiânia, que passa pela primeira grande intervenção desde a inauguração nos anos 70.

Questionada pelo High Side sobre a razão de uma diferença tão grande, a Novacap justificou que as obras têm naturas distintas. No caso de Goiânia, a reforma prevê a troca completa do pavimento, substituição dos boxes, remodelação completa da torre de cronometragem e a construção de uma pista de arrancada, além da edificação de um parque, com pista de skate e de patinação.

“A natureza das intervenções é distinta”, afirmou. “A reforma do autódromo de Brasília prevê novo traçado da pista com quatro opções de circuito, edificações novas, estacionamentos e toda a infraestrutura necessária a eventos de grande porte”, completou.

Ainda segundo a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil, esta verba “será disponibilizada no orçamento de 2014 do GDF”.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Primeiro passo (2)

O governo do Distrito Federal realizou na última terça-feira (17) uma audiência pública para debater a questão da reforma do Autódromo de Brasília. O circuito brasiliense garantiu uma vaga no calendário da MotoGP, em 28 de setembro de 2014, mas precisa de uma grande intervenção para conseguir a homologação da FIM (Federação Internacional de Motociclismo).

Apesar de o cronômetro já ter sido disparado, os trabalhos em Brasília seguem em um ritmo mais lento que o esperado e o governo local ainda trabalha no projeto que será executado no Autódromo Internacional Nelson Piquet.

Na Audiência Pública realizada no auditório da Novacap, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital, foi apresentado o projeto do novo autódromo. Na sequência, os representantes do governo responderam perguntas dos presentes e o assunto mais debatido foi o futuro do kartódromo.

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De acordo com o GDF, o plano é mudar o kartódromo para o lado do autódromo, construindo um novo circuito em padrão internacional. Ainda segundo com as autoridades locais, a nova pista do Autódromo de Brasília será feita atendendo aos padrões da FIM e da FIA (Federação Internacional de Automobilismo).

Segundo o projeto apresentado pelo governo, o circuito em sua utilização completa terá 4,1 km de extensão, com a reta principal medindo 665 metros. Também existe a possibilidade de dividir a pista em duas partes: Circuito Norte, com 1,74 km, e Circuito Sul, com 2,45 km.

Além disso, também será possível prolongar a pista para atender a F1. Assim, o circuito passaria a ter 5 km, com a reta principal medindo 1000 metros.

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Na última sexta-feira (13), o ex-piloto de F1 e Indy, Roberto Pupo Moreno, se reuniu com o governador do DF, Agnelo Queiroz, para pedir que o autódromo brasiliense seja reformado de forma que possibilite a realização de etapas da F1 e da Indy.

De acordo com Moreno, Maruska Lima de Souza Holanda, diretora de projetos especiais da Novacap, já apresentou algumas alterações no projeto.

“Ela já apresentou um projeto modificado e ainda recebeu a sugestão de todos, respondeu, e permitiu que eu dirigisse algumas palavras aos presentes e oficializasse em ata o meu pedido, mostrando a minha preocupação sobre os rumos da adequação do autódromo, para que atenda além dos GPs de motociclismo, eventuais provas da F1 e da Indy”, comentou Moreno, que também defendeu a construção de um novo kartódromo.