sábado, 22 de fevereiro de 2014

Dar gas a las muletas

Marc Márquez fraturou a perna direita em um acidente durante um treino de dirt-track na última terça-feira (19) e não vai participar da segunda bateria de testes da pré-temporada 2014 da MotoGP, que acontece entre os dias 26 e 28 de fevereiro em Sepang, na Malásia.

Márquez agradeceu apoio dos fãs em um vídeo (Foto: Red Bull)
Se recuperando da lesão, o campeão da MotoGP postou um vídeo em seu canal no YouTube para agradecer o apoio que recebeu dos fãs desde o acidente em Lleida, na região oeste de Barcelona.

Além do teste malaio, é possível que Marc também fique de fora dos exercícios programados para Phillip Island nos dias 3, 4 e 5 de março. O Dr. Xavier Mir, responsável pelo tratamento do espanhol, explicou que o tempo necessário para curar a fratura é de cerca de “seis semanas para um mortal”, mas espera que Márquez esteja completamente recuperado em três ou quatro semanas.

Curta a fanpage do High Side no Facebook

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Moto3 – Jerez de la Frontera

A segunda bateria de testes da pré-temporada 2014 da Moto3 terminou nesta quinta-feira (20) com Jack Miller no comando das atividades. Estreando na Red Bull KTM Ajo neste ano, o australiano não teve trabalho para segurar os rivais e garantiu a liderança com 0s210 de folga para Jakub Kornfeil. Niccolò Antonelli ficou com o terceiro posto.

O último dia de testes em Jerez de la Frontera foi marcado pela neblina, mas, apesar dos 24°C, os pilotos conseguiram trabalhar com mais intensidade na parte da tarde. Na última bateria do dia, Miller estabeleceu um novo recorde para o circuito ao cravar 1min46s046 e garantiu a liderança no resultado combinado dos três dias de exercícios.

Miller registrou um novo recorde para Jerez (Foto: Red Bull KTM Ajo)
“Foram, definitivamente, três bons dias de testes”, avaliou Miller. “Foi muito produtivo, nós melhoramos muito e também encontramos muitas coisas negativas, o que nos ajuda em longo prazo. Nós conseguimos completar voltas consistentemente, o que era nossa meta principal”, ponderou.

“Me sinto muito confortável na moto, a KTM trouxe muitas coisas para testarmos e eu me diverti na moto, o que é o principal. Você não pode só testar, testar, testar – você tem que se divertir na moto também”, defendeu. “Eu ainda posso melhorar meus tempos de volta e tem algumas coisas pequenas que precisam ser melhoradas para sermos mais rápidos”, seguiu.

“Não esperava esse tempo de volta, mas esperava estar perto”, falou Jack. “Rodar abaixo do recorde, entretanto, é realmente bom”, completou.

O segundo tempo no resultado combinado ficou com Kornfeil, que cravou sua melhor marca em 1min46s256, liderando os esforços da LaGlisse. Líder dos primeiros exercícios, Niccolò Antonelli foi 0s406 mais lento. O piloto da Gresini conseguiu completar apenas 35 voltas neste último dia de testes, já que enfrentou problemas com sua KTM.

Interrompendo a sequência da fábrica austríaca o topo da tabela de tempos, Danny Kent colocou a estreante Husqvarna na quinta colocação, com seu melhor giro em 1min46s646.

Com uma das duas KTM do Team Sky VR46, Romano Fenati aparece na sexta colocação, à frente de Niklas Ajo. Também defendendo as cores do time de Valentino Rossi, Francesco Bagnaia ficou com o oitavo tempo, 0s628 mais lento que o líder.

Curta a fanpage do High Side no Facebook

Granado não ficou satisfeito com o tempo que cravou em Jerez (Foto: LaGlisse)
Melhor Honda no resultado combinado da bateria de testes em Jerez, Álex Márquez aparece na nona colocação. O espanhol completou 49 voltas e fez a melhor delas em 1min46s882. Desta vez, o irmão de Marc não teve a companhia de Álex Rins, que foi submetido a uma cirurgia no punho e precisou ser substituído pelo francês Fábio Quartararo, dono do 14º tempo.

Agora, os dados coletados pela dupla serão analisados pela HRC, que vai continuar desenvolvendo a NSF250RW.

O décimo tempo ficou com Isaac Viñales, também da LaGlisse. Primo de Maverick, o espanhol cravou sua melhor marca em 1min46s899, 0s853 mais lento que o ponteiro.

Ainda em fase de ajustes com seu novo equipamento, Eric Granado garantiu o 18º tempo no resultado combinado desses três dias de testes em Jerez. O brasileiro anotou 1min47s639, 1s593 mais lento que Miller.

“A verdade é que foi complicado encontrar um bom acerto para a moto”, comentou Eric. “Além disso, nós tivemos um pequeno problema com o câmbio no primeiro dia e não conseguimos rodar tudo que gostaríamos. Mas nós logo conseguimos trabalhar bastante com o chassi para eu me sentir mais cômodo nas curvas rápidas”, continuou.

“Hoje nós seguimos na mesma linha e, trabalhando com o meu técnico, demos um passo à frente e creio que agora temos tudo no lugar”, considerou. “Não estou contente com o tempo que fizemos, pois temos mais potencial, mas o mais importante é que chegamos a um acerto que eu gosto. Estes dias eu vou me preparar no Brasil para voltar em forma”, completou.

Os pilotos da categoria inicial do Mundial de Motovelocidade voltam às pistas entre os dias 11 e 13 de março, quando se encontram em Jerez de la Frontera para a terceira e última bateria de testes da pré-temporada.

Movistar

Depois de semanas de especulação, a Movistar confirmou nesta quinta-feira (20) seu retorno ao Mundial de Motovelocidade. A marca que pertence a gigante Telefônica será patrocinadora da Yamaha de Valentino Rossi e Jorge Lorenzo.

A Movistar é uma das patrocinadoras clássicas da MotoGP, já que esteve com Sete Gibernau até 2005 e apoiou Dani Pedrosa quando o espanhol conquistou os títulos das 125cc e das 250cc. Além disso, a marca também apoiou uma iniciativa de Alberto Puig para revelar jovens talentos nos anos 90. Foi por meio da ‘Movistar Activa Cup’ que Pedrosa, Casey Stoner, Toni Elías, Chaz Davies, Leon Camier e Álvaro Bautista, por exemplo, ganharam destaque.

Movistar confirmou retorno ao Mundial de MotoGP como patrocinadora da Yamaha (Imagem: Divulgação)
Curta a fanpage do High Side no Facebook

A Movistar deixou o Mundial após a temporada 2005. Inicialmente, o plano era acompanhar Pedrosa para a MotoGP, mas um conflito com a Repsol levou a marca a optar pela retirada. Apoiadora de longa data do espanhol, a companhia queria seguir com o piloto para a divisão principal, mas a petrolifera, que completou 20 anos de parceria com a Honda recentemente, exigiu que ele vestisse as cores da Repsol já que ia correr pelo time oficial da fábrica japonesa.

“Posso confirmar que chegamos a um acordo com a Yamaha”, disse Luis Velo, responsável pela ‘Movistar TV’, durante um encontro com a imprensa nesta quinta para apresentar os projetos do canal para a transmissão dos Mundiais de Motovelocidade e de F1 na Espanha.

Apesar da ligação com a casa de Iwata, Velo garantiu que a transmissão da Movistar não vai pender para o lado de Lorenzo e Rossi. “Vimos a oportunidade de patrocinar a Yamaha, mas queremos criar uma mais-valia no Mundial”, garantiu.

A ‘Movistar TV’, aliás, não será a única emissora presente no grid do Mundial neste ano. Além da espanhola, a italiana Sky também estará na pista por meio de uma parceria com Valentino Rossi. A ligação com o multicampeão deu origem ao Team Sky VR46, que será defendido por Romano Fenati e Francesco Bagnaia em 2014.

Acidente

A Honda confirmou na manhã desta quinta-feira (20) que Marc Márquez fraturou a perna direita em um acidente durante uma sessão de treinos de dirt-track em Lleida, na região oeste de Barcelona. Por conta da lesão, o campeão da MotoGP vai perder a segunda bateria de testes da pré-temporada 2014.

Após o acidente, Marc foi levado ao Hospital Universitário Quirón Dexeus, onde foi atendido pelo Dr. Xavier Mir. O piloto fez uma tomografia e um raio-x, onde foi diagnosticada uma fratura espiral – onde o osso é separado e a fratura forma espirais no eixo longitudinal – no terço distal da fíbula direita.

Curta a fanpage do High Side no Facebook

Márquez vai perder o teste de Sepang por conta de uma fratura na perna direita (Foto: Honda)
“Os resultados não mostraram danos no ligamento ou deslocamento, e não há necessidade de cirurgia”, explicou o médico. “Acredito que ele vai precisar de três ou quatro semanas para se recuperar completamente”, continuou.

De acordo com a Honda, Márquez já começou a reabilitação com terapia magnética. Por duas semanas, o espanhol não pode suportar peso, o que significa que ele vai perder a segunda bateria de testes coletivos em Sepang, agendada para a próxima semana, e, possivelmente, os testes em Phillip Island, programados para os dias 3, 4 e 5 de março. A expectativa, entretanto, é de que ele esteja completamente recuperado para o GP do Catar, primeira prova do ano.

“Foi um acidente bastante infeliz que poderia ter acontecido com qualquer um a qualquer hora”, explicou Márquez. “Eu corri para o hospital e o Dr. Mir me tratou. Felizmente, não teve dano no ligamento e parece ser uma fratura limpa”, completou.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Modelo F1

A Dunlop, fornecedora exclusiva dos pneus dos Mundiais de Moto2 e Moto3, anunciou nesta terça-feira (18) que vai introduzir um sistema de identificação por cores nos compostos de 2014. O sistema já é utilizado, por exemplo, na F1, onde a Pirelli marca os pneus supermacios, macios, médios, duros, intermediários e de chuva com as cores vermelha, amarela, branca, prata, verde e azul, respectivamente.

Dunlop vai usar sistema de cores para identificar pneus no Mundial de Moto3 (Foto: Red Bull KTM Ajo)
Curta a fanpage do High Side no Facebook

Para as duas categorias de entrada do Mundial de Motovelocidade, a Dunlop fornece, além dos compostos de chuva, pneus slicks macios, médios e duros. A marcação começará pela Moto3.

“Nós mudamos as etiquetas laterais”, explicou Clinton Howe, diretor de operações da Dunlop MotoGP. “Isso vai ajudar a identificar que pneus os pilotos estão usando. Nós temos macios, médios e duros que vão receber coloração diferente na lateral”, completou.

A partir desde ano, os pneus Dunlop macios serão identificados pelo fundo amarelo, com o texto em preto. Os médios, por sua vez, também terão as letras em preto, mas com o fundo prateado. No caso da borracha mais dura, o texto utilizado terá cor amarela, com o fundo em preto.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Baixa

Álex Rins não poderá participar da segunda bateria de testes da pré-temporada 2014 da Moto3, que acontece entre 18 e 20 de fevereiro. O piloto da Estrella Galicia 0,0 foi submetido a uma microcirurgia no punho direito nesta segunda-feira (17) e precisa passar alguns dias em repouso.

O espanhol foi operado pelo Dr. Xavier Mir no Hospital Universitário Quirón Dexeus, em Barcelona, para remover um cisto sinovial escondido no escafóide do punho direito. O cisto também fazia parte de uma lesão parcial do ligamento escafolunar.

Curta a fanpage do High Side no Facebook

Rins será substituído por Fábio Quartararo na primeira bateria de testes de Jerez (Foto: Repsol)
Por meio de uma microcirurgia, o cisto foi removido e o ligamento reparado como medida preventiva, para evitar possíveis problemas ao longo da temporada.

Por conta do procedimento, Rins vai ficar sete dias de repouso, antes de iniciar o processo de recuperação e se juntar ao time para a última bateria de testes da pré-temporada.

Para os exercícios em Jerez de la Frontera, a Estrella Galicia 0,0 escalou Fábio Quartararo, atual campeão do CEV (Campeonato Espanhol de Velocidade), para formar dupla com Álex Márquez.

Moto2 – Valência

A primeira bateria de testes da pré-temporada 2014 da Moto2 chegou ao fim na última quinta-feira (13) com Tito Rabat no comando dos trabalhos. Agora piloto da Marc VDS, o espanhol registrou o melhor tempo ao longo de três dias de testes em Valência, na Espanha.

Companheiro de Rabat, Mika Kallio liderou o primeiro dia de atividades, mas Tito cravou 1min35s155 no segundo dia em Valência e não foi mais incomodado na ponta da tabela de tempos.

Rabat foi o mais rápido na primeira bateria de testes da Moto2 (Foto: Marc VDS)
“Estou muito feliz com o feeling com a moto e com o time durante estes três dias em Valência”, destacou Rabat. “Nós trabalhamos muito bem, testamos muitas coisas diferentes na moto – suspensão, braço oscilante e carenagem – e nós aprendemos muito”, continuou.

“Nós fizemos muitas melhorias na moto e também encontramos um bom ritmo durante a nossa simulação de corrida”, contou. “Agora vamos para Jerez para confirmar tudo em uma pista diferente, em condições diferentes e, tomara, dar mais um passo”, completou.

Mostrando ótima adaptação à nova categoria, Maverick Viñales voou no dia final e assumiu a segunda colocação, apenas 0s147 mais lento que Rabat. O piloto da Pons, que vai guiar uma Kalex nesta temporada, chega à categoria intermediária como campeão da Moto3.

Estreante na Moto2, Viñales registrou a segunda melhor volta (Foto: Pons)
“Me senti muito confortável com a moto nestes três dias, a equipe me entende muito bem e isso está ajudando muito a ir avançando com a minha adaptação na Moto2”, comentou Viñales. “Estou me esforçando muito para entender o funcionamento da Kalex e para conseguir fazer o que a moto precisa para ser rápido nesta categoria”, seguiu.

“Aqui rodamos muito rápido e tudo está muito apertado”, avaliou. “Agora vamos para Jerez para seguir ganhando experiência e ganhando quilometragem”, completou Maverick.

Takaaki Nakagami, que deixou a Italtrans para competir pelo Team Asia, ficou com o terceiro tempo da bateria, 0s182 mais lento que o ponteiro. Tom Lüthi também exibiu um bom ritmo em Valência, mas ficou com o quarto posto.

Evoluindo em relação à performance apresentada no ano passado, Sandro Cortese fechou o exercício com o quinto tempo, com seu melhor giro em 1min35s564, 0s409 mais lento que Rabat.

Caterham faz sua estreia no Mundial de Motovelocidade em 2014 (Foto: Caterham)

O sexto tempo ficou com Jordi Torres, que foi 0s047 mais rápido que Mika Kallio, o sétimo colocado. O oitavo posto no resultado combinado dos três dias de testes em Valência ficou com Nico Terol, que estabeleceu sua melhor marca em 1min35s715.

Julián Simón, que continua defendendo as cores da Italtrans a bordo de uma Kalex, garantiu a nona colocação, à frente de Luis Salom. Também estreante na Moto2, o piloto da Pons cravou 1min35s844 em seu melhor giro, 0s689 mais lento que o líder.

Estreante na Moto2, a Caterham registrou seu melhor resultado com Johann Zarco. O francês colocou a Suter no 13º posto da tabela de tempos, com sua volta mais rápida em 1min36s222. Debutando no Mundial de Motovelocidade, Josh Herrin ficou em 18º, 1s411 atrás do líder.

Os pilotos da Moto2 voltam à pista nesta semana, entre os dias 18 e 20, para mais uma bateria de testes. Desta vez, o circuito de Jerez de la Frontera, também na Espanha, é que vai receber os competidores.

Curta a fanpage do High Side no Facebook


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Moto3 – Valência

A primeira bateria de testes da pré-temporada 2014 da Moto3, realizada no circuito de Valência, na Espanha, chegou ao fim na última quinta-feira (13), com Niccolò Antonelli no comando dos trabalhos. Ao longo dos três dias de exercícios, o italiano da Gresini exibiu um ótimo ritmo a bordo de sua KTM e apesar de ver a aproximação dos rivais, conseguiu manter o topo da folha de tempos.

No último dia de testes, Jack Miller, que estreia pela Red Bull KTM Ajo nesta temporada, aproveitou uma queda de Antonelli e aumentou o ritmo, mas não conseguiu bater a marca de 1min39s454 registrada pelo italiano, ficando com o segundo posto, 0s008 atrás do rival.

Antonelli ditou o ritmo na primeira bateria de testes da pré-temporada da Moto3 (Foto: Gresini)
“Estou desapontado com a queda: estava ventando muito de manhã, eu pisei na sujeira e, assim que acelerei, a moto me arremessou”, explicou Antonelli. “Foi um erro meu. Eu poderia, definitivamente, ser mais cuidadoso, mas o vento certamente não me ajudou”, seguiu.

“Depois da queda eu perdi muito tempo, pois, no início, eu não lembrava de nada que tinha acontecido, então eles me levaram ao Centro Médico”, relatou Nicco. “O importante, entretanto, é que agora e estou bem. Durante a tarde eu voltei para a pista e, apesar de não estar em ótima forma, pude fazer a segunda melhor volta da sessão. Agora já estamos focados no próximo teste, em Jerez”, encerrou.

Vestindo as cores da Husqvarna, que chega ao Mundial de Moto3 neste ano, Danny Kent garantiu o terceiro posto no resultado combinado dos três dias de testes, cravando sua melhor marca em 1min39s726, 0s272 atrás de Antonelli.

Ao contrário do ano passado, Rins vai disputar o Mundial com uma Honda (Foto: Repsol)
Pelo também estreante Team Sky VR46, fruto de uma parceria entre Valentino Rossi e a emissora italiana Sky, Romano Fenati fez o quarto registro, 0s431 atrás do líder. Isaac Viñales, que neste ano veste as cores da LaGlisse, ficou com o quinto tempo, com sua melhor volta em 1min40s060.

Companheiro de Fenati, Francesco Bagnaia registrou 1min40s103 e ficou com a sexta melhor marca dos três dias de testes em Valência, 0s649 atrás do ponteiro. Único representante da Aspar em 2014, Juanfran Guevara anotou o sétimo tempo, com seu melhor giro em 1min40s112.

Estreante no Mundial, Enea Bastianini colocou a segunda KTM da Gresini na oitava posição da tabela de tempos, 0s712 mais lento que o companheiro de equipe. Representando a Mahindra, Miguel Oliveira ficou com a nona colocação.

Vice-campeão na temporada 2013 da Moto3, Álex Rins fez apenas o décimo tempo. Ao contrário do ano passado, quando a Estrella Galicia 0,0 alinhou com duas KTM, o time de Emilio Alzamora decidiu apostar na promessa de reação da Honda e vai disputar o Mundial com duas motos nipônicas.

O piloto espanhol, que ainda tenta acertar a nova NSF250RW, estabeleceu 1min40s231 em sua melhor volta, fechando a primeira bateria de testes com 0s777 de atraso para o ponteiro. Companheiro de Rins, Álex Márquez anotou o 16º tempo, 1s175 atrás do líder.

“Estou bem feliz com a forma como trabalhamos com o time em termos de chassi e suspensão, e, apesar de os tempos ainda não serem o que estávamos procurando, estamos nos sentindo bem”, contou Rins.

Granado mostrou uma ótima evolução em relação ao ano passado (Foto: Weesse F./KTM)
Em seu segundo teste com a LaGlisse, sua nova equipe para a temporada 2014, Eric Granado mostrou uma boa evolução em relação ao ano passado. Apesar da 17ª colocação no resultado combinado, o brasileiro conseguiu andar entre os dez melhores em quatro das nove sessões realizadas em Valência. O piloto cravou sua melhor marca em 1min40s694, 1s240 mais lento que o líder.

“Em Valência, nós conseguimos resultados muito bons e, em algumas das sessões, conseguimos posições de destaque”, comentou Eric. “Estamos melhorando volta a volta e creio que poderemos desempenhar um bom papel nesta temporada”, avaliou.

“Estou muito contente com a equipe, que está permitindo que eu evolua muito rapidamente”, comentou. “Tenho muita vontade de ir para Jerez e continuar trabalhando com a moto e a equipe”, completou.

A segunda bateria de testes da pré-temporada da Moto3 acontece entre os dias 18 e 20 de fevereiro, no circuito de Jerez de la Frontera, também na Espanha.

Curta a fanpage do High Side no Facebook

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Por toda minha vida

Na última segunda-feira (10) a Honda reuniu grandes pilotos de sua história para celebrar 20 anos de parceria com a Repsol. Aproveitando a celebração em Madri, Dani Pedrosa falou sobre seu futuro no time nipônico.

O piloto espanhol inicia em 2014 sua nona temporada como titular da HRC, mas apesar da longa carreira no time de fábrica, ainda não conseguiu conquistar o título da MotoGP.

Honda celebrou 20 anos de parceria com a Repsol na última terça-feira (Foto: Repsol)
Com o atual vínculo do espanhol expirando em 2014 e Shuhei Nakamoto, vice-presidente da HRC, não fazendo segredo sobre sua intensão de conversar com Jorge Lorenzo, o posto de Dani na equipe está ameaçado e ele terá de trabalhar com afinco para convencer os japoneses de que merece mais uma chance.

“Fui piloto da Honda por toda minha vida. E o serei enquanto puder”, garantiu Dani. “Fizemos coisas boas e o tempo dirá se eu continuo ou não”, ponderou.

“Ainda é cedo para saber o que acontecerá com o tema dos contratos”, ressaltou. “E vamos ver com o passar do tempo”, concluiu.

Curta a fanpage do High Side no Facebook

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Primeiro contato

Eric Granado já completou a primeira bateria de testes com a LaGlisse, sua nova equipe no Mundial de Moto3. Na semana passada, a Aspar revelou a necessidade de buscar outra estrutura para o brasileiro por conta de conflitos entre os patrocinadores pessoais do piloto – Mobil e Red Bull – e do time – Bel-Ray e Drive M7.

No fim da última semana, Granado esteve com Isaac Viñales e Jakub Kornfeil no circuito de Almería, na Espanha, para uma bateria de três dias de testes às vésperas do início da pré-temporada das categorias menores do Mundial de Motovelocidade.

Granado completou seu primeiro teste com a LaGlisse em Almería (Foto: LaGlisse)
Ao contrario do que aconteceu em 2013, quando competiu com uma Kalex-KTM, Granado vai contar com equipamento completo da fábrica austríaca.

“Estou muito contente. Nós trabalhamos muito nos três dias para que eu possa conhecer como trabalha a KTM, que é muito diferente da moto com que eu participei no ano passado”, comentou Eric. “No final dos três dias de treinos, tive sensações muito boas com a moto e estou muito contente com isso, apesar de também estar pela forma com que a equipe me recebeu e pela conexão que tive com os técnicos com que vou trabalhar nesta temporada”, continuou.

“As sensações são muito positivas, fizemos um bom trabalho e creio que chegaremos ao Catar em um grande nível”, avaliou.

Jaime Avilés, chefe da LaGlisse, também fez uma avaliação positiva dos exercícios em Almería. De acordo com o dirigente, o time e os novos pilotos se entrosaram muito rápido e Granado conseguiu melhorar sensívelmente seus tempos em relação às marcas registradas no ano passado.

“Estamos muito contentes por como estes treinos transcorreram e com a sensação que fica depois deles”, declarou Avilés. “Viemos com a ideia de conhecer mais de perto os três pilotos e começar a trabalhar no acerto de suas respectivas motos, mas tudo foi muito fácil e a conexão com os pilotos foi muito rápida. Isso nos permitiu evoluir muito rápido e começamos a trabalhar levando em conta os tempos que estávamos registrando”, seguiu.

“No final do dia estávamos marcando tempos de primeira fila com Isaac, e Jakub o seguia de muito perto”, falou. “Com Eric, a progressão foi fantástica, melhorando muitíssimo seus registros da temporada passada. Em resumo, começamos com o pé direito uma temporada que vai ser boníssima”, concluiu, sem revelar, entretanto, os tempos registrados pelo trio.

Ao contrário do ano passado, Eric contou com equipamento completo da KTM (LaGlisse)
Curta a fanpage do High Side no Facebook

Em entrevista à publicação germânica ‘Speedweek’, Pablo Nieto, diretor da LaGlisse, explicou que a decisão sobre a chegada de Granado foi tomada dias atrás e vai mudar a dinâmica do time.

“O plano foi alterado na semana retrasada”, explicou Nieto. “Esse aumento vai trazer mais estresse, mas nós vamos superar isso. O time vai incluir mais seis pessoas. Aqui em Almería nós temos três mecânicos da Aspar com o Eric.”

Na mesma entrevista, Pablo explicou que os três pilotos do time vão contar com uma versão 2014 da moto KTM, mas para o exercício em Almería, apenas uma estava disponível. “Durante os testes em março, teremos as três novas motos conosco”, afirmou Nieto.

Konrad Hefele, chefe da KTM, contou para a publicação alemã que a LaGlisse tinha solicitado uma única moto. “A Calvo, originalmente, tinha pedido duas novas motos. Aí eles queriam uma só”, relatou. “Agora, de repente, para três caras”, completou.

Entre os dias 11 e 13 de fevereiro, Granado estará em Valência, onde os times de Moto2 e Moto3 se encontram para a primeira bateria de testes do ano.