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quinta-feira, 25 de junho de 2015

107%

Depois dos problemas enfrentados no treino classificatório para o GP da Catalunha de Moto3, a Direção de Prova do Mundial de Motovelocidade introduziu mudanças que visam combater o uso do vácuo na categoria menor. A decisão foi tomada após uma reunião com pilotos e equipes na quarta-feira (24) em Assen.

No treino classificatório em Montmeló, 30 pilotos deveriam ser punidos por reduzirem a velocidade na linha de corrida à espera de um piloto mais rápido. Por conta do alto número de infratores, a Direção de Prova optou por não aplicar sanções, mas decidiu promover um encontro na Holanda para debater alternativas para evitar este problema, já que o sistema em vigor claramente não funciona.

Direção de Prova do Mundial está de olho nos pilotos da Moto3 (Foto: Milagro/KTM)
“Nós temos um problema recorrente, especialmente na Moto3, onde os pilotos especificamente esperam um piloto mais rápido passar para que possam segui-lo na tentativa de melhorarem seus tempos de volta”, disse Mike Webb, Diretor de Provas do Mundial. “Em alguns circuitos não é um grande problema, mas na Catalunha foi um grande problema na Moto3. Nessas condições, ninguém tem chance de cravar uma volta rápida e é perigoso”, explicou.

Até então, os infratores eram punidos com pontos de punição, com o acúmulo deles resultando em sanções como largar do fundo do grid, dos pits ou até mesmo a desclassificação da corrida.

Como está tática se mostrou ineficiente, a partir deste fim de semana, em Assen, os pilotos devem rodar dentro do limite de 107% da média de suas voltas nos treinos livres e classificatório. Essa margem vai servir como um indicativo para Direção de Prova, que vai analisar a situação de cada piloto que exceder esse limite e, se comprovar a redução deliberada de velocidade, aplicar as devidas punições.

Se esse novo sistema falhar, a Direção de Prova já sugeriu uma alteração no formato da classificação. A ideia é voltar ao antigo sistema de ‘Superpole’, onde os pilotos saem do pit-lane um por um para garantir que todos tenham uma volta limpa.

A proposta reduziria o número de pilotos na pista, mas é considerada uma medida extrema.

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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Slipstream

O treino que definiu o grid de largada para o GP da Catalunha de Moto3 reiniciou a polêmica a respeito do uso do vácuo no Mundial de Motovelocidade. Ano passado, a direção de prova do certame já havia alterado sua forma de interpretar o regulamento, alertando os pilotos de que a redução de velocidade durante a sessão poderia ser considerada direção perigosa e punida como tal.

O alerta, entretanto, não deu resultado. No último sábado (13), os pilotos da categoria inicial extrapolaram, dificultando bastante a vida daqueles que queriam cravar suas marcas sozinhos.

Dos 34 pilotos em Montmeló, 30 poderiam ter sido punidos (Foto: Milagro/KTM)
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Diretor de prova do Mundial, Mike Webb afirmou após a sessão que, dos 34 participantes da etapa catalã da Moto3, 30 teriam de ser punidos por reduzir a velocidade à espera do vácuo de um piloto mais rápido.

Por conta do alto número de ‘infratores’, Webb deixou a situação passar em branco, mas agendou uma reunião para a próxima etapa para debater formas mais eficientes de combater a prática. Até agora, as infrações eram punidas com a perda de posições no grid e a aplicação dos pontos de punição, que são cumulativos.

“Durante a sessão de classificação da Moto3, nós novamente vivenciamos o problema de pilotos lentos na linha de corrida, de tal forma que ficou muito difícil para qualquer piloto fazer uma volta rápida em segurança”, expôs Webb. “A direção de prova informou 30 pilotos de que eles poderiam enfrentar punições por obstruir outros pilotos na linha de corrida”, seguiu.

“Foi realizada uma audiência da direção de prova, onde foram apresentadas evidências a pilotos e equipe sobre as ações de vários pilotos. Após essas evidências, a decisão da direção de prova foi de não impor punições neste caso para podermos avançar em formas mais efetivas de resolver este problema na Moto3”, explicou. “Uma reunião será realizada entre a direção de prova, os pilotos e os times da Moto3 na próxima corrida para definir soluções que serão adotadas para controlar esse problema”, completou.