sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Negativa

A Ducati negou os rumores de que pretende disputar a temporada 2014 da MotoGP apenas dentro do regulamento Open, onde os protótipos tem que utilizar hardware e software Magneti Marelli, tem um tanque combustível com capacidade para 24 litros e um limite de 12 motores por ano.

Os boatos ganharam força após uma entrevista concedida por Andrea Dovizioso ao site italiano ‘GPOne’, quando o piloto afirmou que a decisão sobre a mudança seria tomada após a primeira bateria de testes da pré-temporada, que acontece entre os dias 4 e 6 de fevereiro no circuito de Sepang, na Malásia.

Curta a fanpage do High Side no Facebook

Ducati negou que considera opção de abandonar status de fábrica (Foto: Ducati)
Procurada pelo site britânico ‘Bike Sports News’, a Ducati negou que considera a opção de abandonar o status de fabrica e afirmou que seus pilotos conduzirão uma comparação entre a GP13 e a GP14 durante os exercícios malaios.

“A Ducati acha que é importante explorar o potencial do novo regulamento Open, também porque este pode ser o futuro do regulamento técnico da MotoGP e, por esta razão, decidiu inscrever este ano uma moto GP13 com Yonny Hernández na Pramac nesse regulamento”, disse Julian Thomas, porta-voz da fábrica de Bolonha. “Atualmente, não há nenhum outro plano em relação à opção Open e todos os outros pilotos Ducati farão testes comparativos com as motos de fábrica GP13 de GP14 no primeiro teste em Sepang, entre 4 e 6 de fevereiro”, completou.

Development Report #4

A Suzuki lançou nesta sexta-feira (10) o último episódio da série de quatro documentários que mostra o programa de testes da XRH-1, a moto que está sendo desenvolvida pela equipe nipônica para seu retorno ao Mundial de Motovelocidade. No ano passado, a marca anunciou que voltará ao grid da MotoGP em 2015.

Randy De Puniet é o piloto de testes da Suzuki (Foto: Suzuki)
No último episódio da série, a Suzuki mostra os testes de Misano e Mugello, além dos bastidores do desenvolvimento do protótipo em Ryuyo.

Curta a fanpage do High Side no Facebook

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Pequeno atraso

O Governo de Goiás está investindo R$ 30 milhões na reforma do Autódromo de Goiânia, mas as obras sofreram um ligeiro adiamento por conta do clima. Inicialmente, o circuito seria entregue no dia 27 de abril, quando receberia uma etapa da Stock Car, mas a competição nacional terá de mudar seu calendário.

Curta a fanpage do High Side no Facebook

Previsão é de que obra no autódromo de Goiânia seja inaugurada com Stock Car (Imagem: Divulgação)
Ao High Side, a Agetop, Agência Goiana de Transportes e Obras, confirmou a mudança na data de inauguração. “A entrega das obras do autódromo está prevista para maio deste ano”, disse a pasta por meio de sua assessoria de imprensa.

A reforma do circuito contempla a troca completa do pavimento, a substituição dos boxes, a remodelação completa da torre de cronometragem e a construção de uma pista de arrancada, além da construção de um parque, com pistas de skate e patinação.

Open

A Ducati ainda não encontrou uma maneira de bater Honda e Yamaha, mas está disposta a seguir tentando. Em entrevista ao site italiano ‘GPOne’, Andrea Dovizioso confirmou que o time de Borgo Panigale está disposto a perder o status de time de fábrica e correr na classe Open.

A partir do próximo ano, a MotoGP aposenta as CRT e coloca no grid a nova categoria Open, uma subdivisão onde os protótipos obrigatoriamente utilizam hardware e software Magneti Marelli, tanque de combustível com capacidade máxima para 24 litros e 12 motores por temporada.

Ducati venceu pela última vez na MotoGP em 2010, quando Casey Stoner subiu no topo do pódio no GP da Austrália (Foto: Ducati)
Nos protótipos da MSMA, a Associação dos Fabricantes de Motocicletas Esportivas, o tanque de combustível tem capacidade para 20 litros, com um limite de seis motores por ano. Além disso, as equipes de fábrica podem usar software próprio.

De acordo com Dovizioso, a Ducati ainda não decidiu que rumo seguir, mas os testes da Malásia serão decisivos para esta escolha.

“Não teve nenhuma definição, mas é assim: em Sepang, depois de testarmos, vamos decidir que caminho tomar”, explicou Andrea.

O piloto, entretanto, disse que só poderá opinar sobre a mudança após testar a moto e lembrou que nos exercícios realizados em Jerez de la Frontera, quando Yonny Hernández estreou a versão Open da fábrica de Bolonha, as novas motos e os protótipos  de fábrica tiveram uma performance semelhante.

“Em Jerez, na verdade, a diferença entre fábrica e Open foi mínima”, apontou. “Eles também disseram que a resposta do motor muda com quatro litros a mais de gasolina, mas como?”, questionou. “Temos de testar e ver se há alguma mudança positiva. Sem testar, não podemos discutir.”

Se for confirmada, a mudança para a classe Open pode ser uma bela arma da Ducati, já que além de contar com um tanque de combustível maior e mais motores por temporada, o time vermelho também escaparia do congelamento dos propulsores, ganhando a chance de avançar em seu desenvolvimento, agora comandado por Gigi Dall’Igna.

Outro ponto atrativo para a mudança da Ducati é o fato de a MotoGP caminhar rumo a configuração Open. Para reduzir os custos e aumentar o número de motos competitivas no grid, o Mundial considera a possibilidade de usar um software padrão, algo que seguidamente é rejeitado pela Honda. Caso a proposta seja aceita, a Ducati teria uma grande margem em relação às rivais.

A primeira bateria de testes da pré-temporada 2014 acontece entre os dias 4 e 6 de fevereiro no circuito de Sepang.

Curta a fanpage do High Side no Facebook

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Development Report #3

A Suzuki divulgou nesta terça-feira (7) o terceiro vídeo da série de quatro documentários que mostra os bastidores do trabalho feito pelo time em 2013 para o retorno ao Mundial de Motovelocidade.

Suzuki aproveitou testes na Espanha para apresentar nova moto à imprensa (Foto: Suzuki)
O terceiro episódio retrata os testes realizados na Catalunha e em Aragón, na Espanha, onde a Suzuki apresentou seu novo protótipo à imprensa. A fabricante japonesa anunciou que voltará à MotoGP em 2015.

Curta a fanpage do High Side no Facebook

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Sobre prazos e preços

O Brasil garantiu uma vaga no calendário de 2014 do Mundial de Motovelocidade, mas a confirmação do GP no cronograma deste ano ainda depende de uma grande reforma no Autódromo Internacional de Brasília. O circuito, localizado na Asa Norte da capital federal, não passou por nenhuma grande intervenção desde sua inauguração, em 1974.

Embora a prova esteja marcada para 28 de setembro, o ritmo dos trabalhos em Brasília segue lento, e a expectativa do governo local é publicar o edital da licitação para a reforma apenas no mês que vem. Com prazos tão apertados, o próprio GDF já reconhece a possibilidade de a MotoGP desembarcar em terras brasileiras apenas em 2015.

Projeto prevê autódromo com quatro opções de traçado

Curta a fanpage do High Side no Facebook

Em dezembro de 2013, a Novacap, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil, realizou uma audiência pública para debater a reforma do autódromo, e Maruska Lima de Souza Holanda, diretora de obras especiais da companhia, admitiu a possibilidade de a prova ser adiada para o próximo ano.

“O cronograma é restrito, porém, se não houver a possibilidade de cumprimento deste prazo, o evento será postergado para 2015”, afirmou Maruska.

Procurada pelo High Side, a Novacap explicou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a previsão é que o edital da licitação seja publicado em fevereiro de 2014. O início das obras, por sua vez, deve acontecer em abril de 2014.

As obras na pista, que precisa ser completamente reasfaltada, começam em abril e devem durar até agosto. A parte de edificações e infraestrutura começa no mesmo mês, mas só termina em setembro.

“Os prazos são curtos e faremos todo o possível para que o evento seja realizado em 2014”, reforçou a Novacap.

Desde que surgiram as primeiras notícias sobre a reforma do autódromo, a questão do kartódromo sempre foi um ponto de preocupação. Os projetos apresentados até aqui indicam a eliminação do atual traçado, mas o governo garante que Brasília não ficará sem um espaço para o kart.

“O kartódromo será transferido para uma área próxima ao autódromo”, assegurou a Novacap, que afirmou que o projeto da nova pista “está em fase de desenvolvimento”.

O projeto do autódromo, que foi encomendado da inglesa Apex Circuit Design pela Terracap, a Companhia Imobiliária de Brasília, foi elaborado levando em conta as exigências de FIM (Federação Internacional de Motociclismo) e FIA (Federação Internacional de Automobilismo), e contempla uma nova pista com quatro opções de traçado, além de edificações completas para infraestrutura, estacionamento, paisagismo e acessos.

Tudo isso, entretanto, tem um custo. Bastante alto, por sinal. Segundo a Novacap, a obra no Autódromo Internacional de Brasília deve custar em torno de R$ 300 milhões.

“A previsão de custos é na ordem de R$ 300 milhões. Ainda não finalizamos os valores, pois o projeto está sendo finalizado”, explicou a companhia ao HS.

O valor, que já inclui a construção de um novo kartódromo, é dez vezes maior do que está sendo investido pelo Governo de Goiás no Autódromo de Goiânia, que passa pela primeira grande intervenção desde a inauguração nos anos 70.

Questionada pelo High Side sobre a razão de uma diferença tão grande, a Novacap justificou que as obras têm naturas distintas. No caso de Goiânia, a reforma prevê a troca completa do pavimento, substituição dos boxes, remodelação completa da torre de cronometragem e a construção de uma pista de arrancada, além da edificação de um parque, com pista de skate e de patinação.

“A natureza das intervenções é distinta”, afirmou. “A reforma do autódromo de Brasília prevê novo traçado da pista com quatro opções de circuito, edificações novas, estacionamentos e toda a infraestrutura necessária a eventos de grande porte”, completou.

Ainda segundo a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil, esta verba “será disponibilizada no orçamento de 2014 do GDF”.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Development Report #2

A Suzuki lançou neste sábado (4) o segundo episódio da série de quatro micro-documentários que traz os bastidores dos testes com a XRH-1, a nova moto 1000cc que está sendo desenvolvida pela marca para seu retorno ao Mundial de Motovelocidade. A montadora já anunciou que voltará ao grid da MotoGP em 2015.

Brivio foi chamado para chefiar o time de testes da Suzuki em seu retorno ao Mundial (Foto: Suzuki)
Curta a fanpage do High Side no Facebook

O segundo episódio da série traz os testes feitos no circuito de Motegi, no Japão, em abril e maio de 2013, quando Randy de Puniet assumiu seu posto de piloto de testes, com Davide Brivio passando a ocupar a função de chefe de equipe.

Nos testes do Japão, De Puniet executou uma comparação entre dois protótipos: um 800cc com um motor V4 e outro 1000cc com propulsor de quatro cilindros em linha.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Schumi

Michael Schumacher está internado em coma induzido no Centro Hospitalar Universitário de Grénoble, na França, desde o último domingo, quando sofreu um grave acidente na estação de esqui de Méribel, em Saboia. O heptacampeão mundial de F1 sofreu uma queda e foi diagnosticado com traumatismo craniano.

Segundo o jornal germânico ‘Bild’, o acidente de Schumacher aconteceu pouco após o ex-piloto deixar uma das pistas da estação para ajudar a filha de um amigo, que tinha caído na encosta. Na sequência, Michael pisou com um de seus esquis em uma pedra que estava encoberta pela neve e caiu, batendo o lado direito da cabeça em uma rocha.

Curta a fanpage do High Side no Facebook

Schumacher já chegou a testar pela Ducati, inclusive a GP7 de Casey Stoner (Foto: Ducati)
Consciente e muito agitado, o ex-piloto foi removido da estação de helicóptero, mas teve um colapso ainda no ar e precisou ser reanimado pelos paramédicos. No CHU de Grénoble, onde já chegou em coma, Schumacher foi submetido a uma cirurgia de emergência para aliviar a pressão intracraniana e para a remoção de hematomas.

Com o estado mais estável, uma nova cirurgia foi feita na noite de segunda-feira, novamente para a remoção de hematomas e para a redução da pressão. Desde então, Schumacher permanece em estado estável, mas ainda crítico.

Lutando pela vida, Michael completou 45 anos na última sexta-feira e recebeu diversas homenagens, inclusive dos fãs da Ferrari – onde conquistou cinco de seus sete títulos na F1 –, que foram até o hospital em Grénoble para uma vigília silenciosa.

O mundo do motociclismo, por sua vez, não ficou alheio aos problemas de Schumacher e muitos pilotos, como Jorge Lorenzo, Marc Márquez e Valentino Rossi, trataram de mandar seus votos de recuperação ao maior vencedor da história da F1.

Em entrevista à publicação britânica ‘Bike Sport News’, o ex-piloto da MotoGP Chris Burns também quis manifestar sua solidariedade. O britânico foi companheiro de equipe de Schumacher na Holzhauer Honda em 2009, quando o heptacampeão decidiu disputar o Campeonato Alemão de Superbike.

“Ele era como uma máquina”, disse Burns. “Tudo que ele queria fazer era melhorar, então ele literalmente absorvia tudo que você dizia para ele”, continuou.

Burns contou que ficou surpreso em seu primeiro contato com Schumacher pelo jeito simples do germânico. “Eu me lembro de ir encontrar com o time pela primeira vez e estava um pouco inseguro sobre como ele seria. Mas quando o conheci, fiquei completamente chocado”, contou. “Ele era realmente um cara legal, nada arrogante ou algo assim. Ele só queria correr”, resumiu.

“Lembro de voltar para a garagem depois da minha primeira sessão e ele estava lá ao meu lado, fazendo um milhão de perguntas, tentando descobrir como ele poderia ser mais rápido”, recordou. “Ele tinha aquela mentalidade de corredor onde ele sempre queria ser mais rápido e queria saber o máximo possível para saber como fazer isso”, explicou.

Ferrari reuniu fãs em Grénoble em vigília silenciosa no aniversário de Schumacher (Foto: Ferrari)
Na visão de Burns, se tivesse começado no motociclismo ainda na adolescência, Schumacher também seria um vencedor em duas rodas. “Para um homem que tinha 40 anos na época e que não era um piloto de moto, ele era muito rápido – se tivesse começado a pilotar quando jovem, teria sido campeão, sem dúvida”, opinou.

Por fim, o piloto britânico se disse chocado com o acidente sofrido por Michael nos Alpes Franceses e aumentou a torcida pela pronta recuperação do heptacampeão.

“Quando soube sobre o acidente, eu me senti mal. Nós nos demos muito bem como companheiros de equipe e ouvir que algo assim aconteceu com um cara que é uma lenda viva como ele, é simplesmente horrível”, avaliou. “Estou acompanhando as notícias o tempo todo e torcendo para ouvir que ele começou a melhorar. Você sempre imagina Michael como alguém invencível e estou esperando que possamos ouvir boas notícias em breve”, concluiu.

Em 2009, Schumacher sofreu um forte acidente enquanto testava uma Honda 1000 CBR Fireblade no circuito de Cartagena, na Espanha, e chegou a ficar inconsciente. Na época, por conta das lesões sofridas, Michael não pôde assumir o cockpit da Ferrari no lugar de Felipe Massa, que tinha sofrido um sério acidente no treino classificatório para o GP da Hungria de F1, em Hungaroring.

Neste sábado, o Dr. Johannes Peli, que foi o responsável pelo atendimento e pela recuperação do ex-piloto anos atrás, revelou que Schumacher já tinha sofrido dano cerebral, com o rompimento de uma artéria no lado esquerdo em decorrência do acidente na Espanha.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

¡Más gas!

A Repsol divulgou dias atrás um vídeo relembrando os melhores momentos de Dani Pedrosa na temporada 2013 da MotoGP. Nesta quinta-feira (2), chegou a vez de Marc Márquez, o mais jovem campeão da história da classe rainha do Mundial de Motovelocidade.

Márquez conquistou o título da MotoGP em seu ano de estreia (Foto: Honda)
Curta a fanpage do High Side no Facebook

Em seu ano de estreia na elite da motovelocidade, o jovem de 20 anos somou um total de 16 pódios nas 18 provas que disputou, sendo seis vitórias, seis segundos lugares e quatro terceiros. Márquez também registrou nove poles em seu nome e cravou a volta mais rápida da corrida em 11 oportunidades.

Com os 334 pontos conquistados, Marc chegou ao terceiro título Mundial em um espaço de quatro anos, já que foi campeão das 125cc em 2010 e faturou o título da Moto2 em 2012.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Development Report

A Suzuki aproveitou o fim de 2013 para lançar uma série de quatro micro-documentários que retratam o processo de desenvolvimento da XRH-1, a moto que a marca nipônica está desenvolvendo para seu retorno ao Mundial de Motovelocidade em 2015. Os vídeos trazem imagens inéditas de bastidores e de pista dos testes com o novo protótipo.

No primeiro episódio da série, Aoki fala do desenvolvimento da XRH-1 (Foto: Suzuki)
Curta a fanpage do High Side no Facebook

O primeiro episódio, lançado no último dia 31, traz os testes realizados por Nobu Aoki, piloto de testes da marca, na pista de Ryuyo, base de desenvolvimento da Suzuki.

O segundo capítulo, que aborda os testes feitos em Motegi em abril e maio por Randy de Puniet, será lançado no próximo dia 4. Em 7 de janeiro, a Suzuki vai disponibilizar o terceiro documentário da série, que retrata os exercícios de Catalunha e Aragón, quando o protótipo foi apresentado à imprensa e a fabricante japonesa anunciou seu retorno ao campeonato em 2015.

O último vídeo da série, que será divulgado em 10 de janeiro, retrata os testes de Misano e Mugello, além de mostrar os bastidores do trabalho de teste e desenvolvimento em Ryuyo.