quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Apuros

A vida não está nada fácil para a Yamaha. Às vésperas do dia final da segunda bateria de testes da pré-temporada 2014 da MotoGP, Valentino Rossi e Jorge Lorenzo admitiram que o time nipônico está longe de se entender com os compostos desenvolvidos pela Bridgestone, a fornecedora única dos compostos da classe rainha do Mundial de Motovelocidade.

Nesta quinta-feira (27), o italiano encerrou os exercícios na Malásia com a quarta marca, tendo executado sua melhor volta em 2min00s605, 0s566 atrás de Dani Pedrosa, o líder da sessão. Lorenzo, por sua vez, foi apenas o nono colocado, rodando 1s010 mais lento que o ponteiro.

Lorenzo reclama dos pneus desde o primeiro teste em Sepang (Foto: Yamaha)
Após a sessão, Rossi admitiu a preocupação do time em relação à adaptação da M1 à nova goma, e afirmou que o time de Iwata não tem muito mais o que testar para tentar sanar a dificuldade ainda em Sepang.

“A principal questão neste teste é tentar melhorar a nossa M1 com este novo pneu de 2014”, apontou o piloto da moto 46. “Nós tentamos algumas coisas, mas, no fim do dia, nós não estamos muito felizes”, reconheceu.

“Estou na quarta colocação, o tempo de volta é até bom, mas nós estamos 0s5 atrás dos outros”, frisou. “Nós estamos sofrendo com estes pneus. Nossa moto fica mais difícil de controlar. Amanhã nós vamos tentar outra vez, mas nós não temos tantas opções”, continuou.

Valentino lembrou que cada pista tem sua característica, mas ressaltou a preocupação dos japoneses. “Toda pista é uma história diferente, mas nós estamos bem preocupados, porque parece que estamos em apuros com estes pneus. Esperamos que em outras pistas nós tenhamos menos problemas, mas aqui em Sepang, especialmente comparado com o primeiro teste, é mais difícil”, completou.

Lorenzo, que reclamou dos compostos já na primeira bateria de testes realizada em Sepang no início do mês, afirmou que está desapontado, mas avaliou que o time ainda tem oito horas de pista na Malásia para tentar encontrar um caminho para a temporada.

“Hoje eu estou muito desapontado, especialmente com o comportamento dos pneus. Nada mudou em relação à ontem. Ainda não tenho a confiança de pilotar da forma que quero”, explicou. “Amanhã é outro dia, nós ainda temos oito horas para encontrar o caminho certo, então vamos trabalhar duro e tomara que tenhamos a solução até o final do dia de amanhã”, torceu.

Rossi reconheceu que a Yamaha está em apuros (Foto: Yamaha)
Massimo Meregalli, diretor da equipe, reconheceu que a Yamaha não esperava os problemas enfrentados em Sepang, mas destacou que as próprias características da pista malaia também não estão ajudando.

“Nós estamos tendo algumas dificuldades que não esperávamos e estamos trabalhando duro para tentar resolver”, falou o dirigente. “Estamos tentando ajustar este novo pneu à nossa moto, mas não está parecendo tão simples. Nós estamos constantemente coletando informações, mas a aderência que estamos buscando ainda não apareceu”, seguiu.

“Aqui em Sepang o circuito também não oferece a aderência com que estamos acostumados, o que não está ajudando nesta situação”, apontou. “Claro que vamos continuar trabalhando o mais duro possível para melhorar e encontrar um acerto diferente que nos dê o que está faltando no momento. Não vai ser fácil, mas ainda estou confiante de que vamos encontrar.”

Na visão de Meregalli, Rossi vem sofrendo menos com os compostos do que Lorenzo por conta de sua forma de pilotar. “No momento, Vale está sofrendo um pouco menos nessas condições por conta de seu estilo de pilotagem. Jorge está tendo muito mais dificuldade”, comentou. “Jorge é normalmente mais agressivo no acelerador e isso não está ajudando nessas condições com este pneu”, encerrou.

Entre os dias 3 e 5 de março, Rossi e Lorenzo se juntam a Cal Crutchlow, Andrea Dovizioso e Dani Pedrosa para a última bateria de testes da pré-temporada. Atendendo a um pedido da Bridgestone, que quer evitar os problemas que marcaram o GP da Austrália de 2013, Yamaha, Honda e Ducati concordaram em testar na pista australiana, onde os pilotos contarão com compostos específicos para as caracteristicas do recém-recapeado circuito. Os times, entretanto, terão alguns jogos dos pneus de 2014 para provarem em um traçado diferente.

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Sepang 2.2

Depois de um início de pré-temporada bastante apagado, Dani Pedrosa ressurgiu e fechou a quinta-feira (27) no topo da tabela de tempos. O espanhol liderou o segundo dia da segunda bateria de testes da MotoGP com 0s281 de vantagem para Aleix Espargaró, que, mais uma vez, colocou a FTR Yamaha da Forward na segunda colocação. Álvaro Bautista completa o top-3.

Assim como aconteceu na quarta-feira, o dia em Sepang foi marcado pelo sol forte, mas as condições de pista seguem longe do ideal. Sem chuva e com uma corrida de carros recente no circuito malaio, os pilotos estão tendo dificuldades para encontrar aderência.

Com Marc Márquez se recuperando de uma fratura na perna direita, Pedrosa conduz sozinho os últimos preparativos da Honda para 2014. Depois de ter definido o chassi que vai utilizar ao longo do ano, Dani dedicou o dia ao acerto da RC213V e ao mapeamento do motor, registrando sua melhor marca em 2min00s039.

Pedrosa comandou o segundo dia de testes da MotoGP em Sepang (Foto: Honda)
“As coisas correram bem esta tarde, apesar de ainda termos tido alguns problemas nesta manhã e eu não ter conseguido pilotar de maneira confortável”, explicou Dani. “Tive de parar cedo para fazer algumas grandes mudanças na moto e, quando recomeçamos depois do almoço, me senti mais confortável e fiz voltas melhores”, seguiu.

“Nós focamos na frente e conseguimos encontrar um bom acerto. Amanhã nós vamos focar em progredir com a traseira, pois temos que fazer o novo pneu funcionar melhor e aumentar a aderência”, explicou. “Se tudo correr bem, aí talvez eu possa fazer uma simulação de corrida amanhã”, completou.

Como aconteceu no primeiro dia de exercícios na Malásia, Espargaró mais uma vez exibiu um bom ritmo. O espanhol, que passou o dia trabalhando no set-up das suas duas FTR Yamaha, anotou 2min00s320 na melhor de suas 41 voltas e ficou a 0s281 do titular da Honda.

“Hoje nós trabalhamos no acerto das duas motos e estou muito confiante, porque no ano passado eu nunca consegui ter a mesma confiança com as duas motos”, lembrou. “Aqui em menos de dois dias eu encontrei um bom feeling e estou muito satisfeito”, resumiu.

“Durante a tarde eu testei o novo software da Magneti Marelli, que é um passo à frente, especialmente quando os pneus começam a se desgastar”, avaliou. “Espero que possamos fazer um long-run amanhã e ver como a moto trabalha na distância da corrida”, finalizou.

Lorenzo ainda não se entendeu com os novos pneus da Bridgestone (Foto: Yamaha)
Líder no primeiro dia desta segunda bateria, Álvaro Bautista não conseguiu manter o topo da tabela, mas fechou o dia em terceiro, 0s461 atrás do ponteiro. O espanhol, aliás, aproveitou a sessão para realizar sua primeira simulação de corrida focando na durabilidade dos pneus.

“Hoje nós completamos uma boa simulação de corrida: como fizemos isso na parte da tarde, a pista não estava na melhor condição, mas, no geral, estamos satisfeitos”, declarou Bautista. “Nós reunimos informações importantes e vimos melhora em relação à durabilidade do pneu traseiro”, apontou.

“No fim do dia, eu também marquei um ótimo tempo de volta, o meu melhor nesta pista, mas estou especialmente feliz pelo bom trabalho que fizemos”, resumiu. “Amanhã vamos continuar a trabalhar no acerto do chassi e na eletrônica, mas, definitivamente, estamos em boa forma”, concluiu.

A quarta colocação ficou com Valentino Rossi. O multicampeão cravou sua melhor marca em 2min00s605, 0s566 atrás do líder da sessão. O piloto da Yamaha dedicou o dia ao trabalho com os novos pneus da Bridgestone, mas se mostrou preocupado com o desempenho da M1 com a nova borracha.

De Puniet segue desenvolvendo o novo protótipo da Suzuki (Foto: Suzuki)
Andrea Dovizioso aparece na quinta posição, com o melhor de seus 48 giros em 2min00s787. O italiano segue trabalhando no desenvolvimento da GP14, mas testou nesta quinta-feira a versão Open da Desmosedici, que conta com a centralina padrão fornecida pela Magneti Marelli.

Com 0s863 de atraso em relação ao ponteiro, Stefan Bradl colocou a LCR no sexto posto da tabela de tempos, à frente de Cal Crutchlow. Estreando na Ducati, o britânico ainda tenta se acostumar com o protótipo e registrou sua melhor volta em 2min00s952.

Terceiro colocado no primeiro dia desta bateria em Sepang, Pol Espargaró enfrentou seu dia mais difícil desde a estreia no comando da M1 da Tech3. Atual campeão da Moto2, o espanhol sofreu sua primeira queda com um protótipo da divisão principal, mas não se feriu. O irmão mais novo de Aleix ficou com o oitavo tempo, 0s988 atrás do líder.

Sofrendo com os novos pneus desenvolvidos pela Bridgestone, Jorge Lorenzo ficou apenas com o nono tempo, 1s010 mais lento que Pedrosa. O espanhol completou 57 voltas e, mesmo decepcionado, destacou que ainda restam oito horas de trabalho em Sepang para tentar contornar as dificuldades.

Companheiro de Pol Espargaró na Tech3, Bradley Smith trabalhou com o acerto da moto e experimentou rodar com a M1 com o tanque o cheio. O britânico completou 60 giros e fecha o top-10, com sua melhor volta em 2min01s098.

Crutchlow ainda está conhecendo os detalhes da GP14 (Foto: Ducati)
 Ainda tentando extrair um melhor desempenho da RCV1000R, Nicky Hayden trabalhou para melhorar o chassi e a suspensão da máquina da Honda, mas foi Colin Edwards que liderou o time da Forward. Comemorando seu aniversário de 40 anos, o texano cravou 2min01s996 em sua melhor marca e ficou em 13º, 0s092 à frente do campeão de 2006, o 14º.

Piloto de testes da Suzuki, Randy de Puniet aparece na sequência. O francês aproveitou o dia para extrair mais velocidade de um novo motor e também mais estabilidade. O melhor registro de Randy foi 2min02s139.

Debutando na classe rainha do Mundial de Motovelocidade, Scott Redding ficou em 17º, 2s613 atrás do líder. O britânico passou o dia ajustando a geometria do chassi da RCV1000R e trabalhando na estabilidade dos freios, e deve usar a sexta-feira para refinar a eletrônica da moto da Gresini.

A segunda bateria de testes da pré-temporada 2014 da MotoGP termina nesta sexta-feira, com mais uma sessão no circuito de Sepang. Na sequência, os pilotos de Yamaha, Ducati e Honda seguem para Phillip Island, com os demais se encontrando em Losail para o teste final antes do início do Mundial.

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Laureus

Mais jovem campeão da história da MotoGP, Marc Márquez ganhou uma indicação ao Prêmio Laureus, conhecido como ‘Oscar do Esporte’, na categoria Revelação. A lista de indicados de 2014 foi divulgada nesta quarta-feira (26).

Entre os rivais de Márquez na disputa pelo título está o time de críquete do Afeganistão, que se classificou para a Copa do Mundo pela primeira vez em 2013. Além da equipe afegã, Marc também vai enfrentar o alemão Raphael Holzdeppe, que conquistou medalha de ouro no salto com vara no Mundial de Atletismo. O colombiano Nairo Quintana, primeiro novato a terminar o Tour de France no pódio desde 1996; o inglês Justin Rose, que venceu o US Open de Golfe aos 32 anos; e Adam Scott, primeiro australiano a vencer o US Masters, um dos quatro maiores campeonatos do golfe profissional, completam a lista de indicados na categoria.

Márquez vai concorrer ao Prêmio Laureus na categoria 'Revelação' (Foto: Repsol)
A lista de indicados nas sete categorias do Laureus tem nomes como Usain Bolt e Serena Williams, tricampeões na premiação; Sebastian Vettel, que chega à sua quinta indicação; e os bicampeões do prêmio Rafael Nadal e Yelena Isinbayeva, que concorrem em duas categorias.

“Nunca vi uma competição com potencial para ser tão equilibrada em tantas categorias”, disse Edwin Moses, diretor-executivo do prêmio. “Este será um ano clássico. Tem um equilíbrio maravilhoso entre alguns dos grandes nomes que dominaram o esporte durante muitos anos e alguns empolgantes novatos como Missy Franklin e Marc Márquez”, continuou.

O Brasil, aliás, também marca presença na lista de indicados. O atacante Ronaldinho Gaúcho, do Atlético-MG, concorre como ‘Melhor Retorno do Ano”, enquanto a seleção brasileira de futebol entra na disputa como ‘Melhor Time’.

Bob Burnquist e Maya Gabeira concorrem na categoria de ‘Esportes Radicais’ e terão Mick Fanning, John John Florence e Shaun White como rivais.

Os vencedores serão revelados no próximo dia 26 de março, em um evento que será realizado na Malásia.

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Confira a lista de indicados ao Laureus 2014:

Atleta masculino do ano
Usain Bolt (Jamaica) – Atletismo
Mo Farah (Inglaterra) – Atletismo
LeBron James (Estados Unidos) – Basquete
Rafael Nadal (Espanha) – Tênis
Cristiano Ronaldo (Portugal) –Futebol
Sebastian Vettel (Alemanha) – F1

Atleta feminina do ano
Nadine Angerer (Alemanha) – Futebol
Missy Franklin (Estados Unidos) – Natação
Shelly-Ann Fraser-Pryce (Jamaica) – Atletismo
Yelena Isinbayeva (Rússia) – Atletismo
Tina Maze (Eslovênia) – Esqui
Serena Williams (Estados Unidos) –Tênis

Melhor time do ano
All Blacks (Nova Zelândia) – Rúgbi
Bayern de Munique (Alemanha) – Futebol
Seleção brasileira – Futebol
Bob e Mike Bryan (Estados Unidos) – Tênis
Miami Heat (Estados Unidos) – Basquete
Red Bull (Áustria) – F1

Revelação do ano
Afeganistão – Críquete
Marc Márquez (Espanha) – MotoGP
Raphael Holzdeppe (Alemanha) – Atletismo
Nairo Quintana (Colômbia) – Ciclismo
Justin Rose (Inglaterra) – Golfe
Adam Scott (Austrália) – Golfe

Retorno do ano
Yelena Isinbayeva (Rússia) – Atletismo
Rafael Nadal (Espanha) – Tênis
Oracle (Estados Unidos) – Vela
Tony Parker (França) – Basquete
Ronaldinho (Brasil) – Futebol
Tiger Woods (Estados Unidos) – Golfe

Atleta com deficiência física
Marie Bochet (França) – Esqui
Marcel Hug (Suíça) – Corrida em cadeira de rodas
Tatyana McFadden (Estados Unidos) – Corrida em cadeira de rodas
Sophie Pascoe (Nova Zelândia) – Natação
Sarah Louise Rung (Noruega) – Natação
Olga Sviderska (Ucrânia) – Natação

Esportes radicais
Jamie Bestwick (Inglaterra) – BMX
Bob Burnquist (Brasil) – Skate
Mick Fanning (Austrália) – Surfe
John John Florence (Estados Unidos) – Surfe
Maya Gabeira (Brasil) – Surfe
Shaun White (Estados Unidos) – Snowboard

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Ausência confirmada

Marc Márquez passou por uma nova avaliação médica nesta quarta-feira (26) e teve sua participação nos testes de Phillip Island descartada. O atual campeão da MotoGP fraturou a fíbula da perna direita em um acidente durante uma sessão de dirt-track em Lleida, na região oeste de Barcelona.

O Dr. Xavier Mir, responsável pelo tratamento de Márquez, aconselhou o piloto a não participar dos exercícios em Phillip Island, que acontecem entre os dias 3 e 5 de março, para evitar o risco de uma nova lesão. Assim, o piloto só voltará às pistas para o GP do Catar, prova que abre a temporada 2014, marcado para o dia 23 de março.

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Honda tentou liberação para Márquez participar de teste no Catar (Foto: Repsol)
“Obviamente, estou desapontado de não estar em Sepang no momento e perder também Phillip Island é uma infelicidade, mas nós acreditamos que é a melhor decisão”, disse Marc. “Depois da minha consulta com o Dr. Mir hoje, apesar de ele ter ficado satisfeito com a condição geral da minha perna após apenas sete dias do acidente, ele me aconselhou a não correr riscos desnecessários. Então eu vou aproveitar este tempo para descansar e me colocar em forma como for possível para voltar no Catar na melhor forma possível para a primeira corrida”, concluiu.

Por conta da lesão de Márquez, a Honda pediu autorização à direção de prova para que o espanhol de 21 anos pudesse participar do exercício que será realizado no Catar entre os dias 7 e 9 de março, mas o pedido resultou em um conflito com Yamaha e Ducati.

Por conta dos problemas enfrentados em Phillip Island no ano passado, a Bridgestone solicitou que os times fizessem um teste na pista australiana e pediu que o exercício fosse realizado pelos pilotos oficiais. Mesmo perdendo o teste em Losail dias antes da abertura do Mundial, os times da MSMA concondaram e serão os únicos na Austrália na próxima semana.

Assim que souberam que o pedido da Honda tinha sido aceito pela direção de prova, Yamaha e Ducati reagiram. A casa de Iwata ameaçou tirar Jorge Lorenzo e Valentino Rossi do exercício australiano e levar a dupla direto para Losail. A fábrica de Borgo Panigale, por sua vez, afirmou que a opção de levá-lo ao teste no Catar é errada.

“Nós fizemos um acordo, aceitamos nos colocar à disposição do campeonato”, disse Paolo Ciabatti, diretor do projeto da Ducati na MotoGP em entrevista ao site italiano ‘GPOne’. “Nós sugerimos participar com nossos pilotos de testes, mas a Bridgestone pediu pelos oficiais e nós concordamos, mesmo que isso custasse sacrificar a vantagem de testar no Catar dez dias antes da corrida”, continuou.

Ciabatti ressaltou, entretanto, que a posição do time de Bolonha não é contra Márquez. “Pelo contrário, nós queremos vê-lo em forma o mais rápido possível, mas achamos que a solução do Catar seria incorreta. O diretor de prova deu sua autorização, provavelmente sem considerar tudo. Eles deveriam, ao menos, ter consultado todas as partes envolvidas”, ponderou.

“Infelizmente, acidentes com pilotos são uma parte deste negócio e se um piloto é forçado a perder um teste, como aconteceu muitas vezes no passado, ele tem de aceitar isso”, comentou Paolo. “Além disso, é um pouco estranho não poder pilotar na segunda-feira e fazer isso apenas três dias depois”, opinou.

“Nossa posição segue como foi decidido, como foi acordado: todos em Phillip Island. “Se Marc não pode vir, eles vão trazer um piloto de testes. Não queremos brechas sendo encontradas sempre que um problema surgir. Do contrário, a partir de agora, vamos pedir um acordo por escrito em qualquer situação”, concluiu.

Sepang 2.1

Álvaro Bautista abriu a segunda bateria de testes da pré-temporada 2014 da MotoGP na ponta da tabela de tempos. O espanhol da Gresini anotou 2min00s848 em seu melhor giro nesta quarta-feira (26) e ficou com a liderança da sessão com 0s052 de vantagem para Aleix Espargaró, o segundo colocado. Completando a alegria da família catalã, Pol colocou a M1 da Tech3 no terceiro posto.

Ao contrário do que aconteceu no primeiro teste do ano, os pilotos tiveram de lidar com uma condição de pista desfavorável. Por conta de uma corrida de carros dias atrás e da atípica falta de chuvas, os competidores precisaram esperar por uma melhora no asfalto, que estava sujo, escorregadio e sem aderência.

Bautista passou o dia trabalhando na suspensão Showa e usou a penúltima de suas 61 voltas por Sepang nesta quarta para cravar 2min00s848, 1s3 mais lento do que o melhor registro feito pelo ausente Marc Márquez, o mais rápido na primeira sessão de testes de 2014.

Bautista foi o mais rápido em Sepang nesta quarta (Foto: Gresini)
“Foi um primeiro dia de testes muito positivo!”, avaliou Bautista. “Nós trabalhamos muito bem na traseira, uma área que nos deu trabalho antes, e conseguimos excelentes resultados: a Showa desenvolveu um novo amortecedor um pouco diferente do que usamos até então, o que se ajuda às nossas necessidades”, continuou.

“Além dos bons tempos de volta, apesar de a pista estar pior do que no primeiro teste, estou especialmente satisfeito, porque a minha sensação com os pneus Bridgestone melhorou muito e agora eu me sinto confortável pilotando”, contou. “Nós estamos no caminho certo: amanhã de manhã vamos continuar trabalhando duro, focando também na frente, enquanto que a tarde, se tivermos chance, gostaria de tentar o primeiro long-run”, completou.

Assim como aconteceu na primeira bateria em Sepang, Aleix Espargaró exibiu um ótimo ritmo, garantindo o segundo posto da folha de tempos. A bordo de FTR-Yamaha da Forward, o espanhol anotou 2min00s900, apenas 0s052 mais lento que Bautista.

Pelo novo regulamento, além de vantagens como maior tanque de combustível e mais motores disponíveis ao longo do ano, as motos que pertencem à categoria Open ainda contam com uma especificação de pneus mais macia que os times de fábrica.

Assim como no primeiro teste, Aleix exibiu um ótimo ritmo em Sepang (Foto: Forward)
“Estou feliz com o resultado de hoje”, resumiu Aleix. “Era importante trabalhar no acerto da segunda moto e nós fizemos isso. Durante a sessão desta manhã, fiz apenas algumas voltas, pois não podia forçar como gostaria. Nós também trabalhamos na eletrônica e as coisas melhoraram nesta tarde. Este foi apenas o primeiro dia, amanhã vamos continuar trabalhando na segunda moto”, explicou.

Irmão mais novo de Aleix, Pol também exibiu um bom ritmo nesta quarta em Sepang. Estreando na divisão principal, o atual campeão da Moto2 teve a chance de testar o novo câmbio seamless da Yamaha, que foi introduzido no ano passado apenas nas motos de Jorge Lorenzo e Valentino Rossi.

O mais novo do clã Espargaró registrou 2min00s999 na 53ª das 57 voltas que completou e foi 0s151 mais lento que o líder do exercício. Além do novo câmbio, Pol também trabalhou com a eletrônica e em outras partes do motor.

“Esta manhã a pista não estava em sua melhor condição, então nós não conseguimos começar imediatamente. Perto do fim do dia, a pista melhorou e nós conseguimos fazer um bom tempo”, relatou Pol. “Entretanto, nós não erramos, mas não acho que os times de fábrica tenham forçado até o limite e Marc também não estava aqui, mas ainda assim é bom finalizar o primeiro dia na terceira posição”, seguiu.

“Quero agradecer à Yamaha, já que hoje foi a primeira vez que usamos o novo câmbio seamless e o feeling é simplesmente incrível. Nós temos um pouco mais de potência em todas as marchas e isso ajuda em muitas diferentes áreas”, frisou. “No geral, foi um dia realmente bom e a sensação com a moto é simplesmente ótima”, finalizou.

Pol testou o câmbio seamless pela primeira vez nesta quarta (Foto: Tech3)
O quarto tempo nesta quarta ficou com Andrea Dovizioso. Dando sequência ao trabalho de desenvolvimento da GP14, o italiano seguiu trabalhando no acerto da Desmosedici e cravou seu melhor giro em 2min01s029, 0s181 mais lento que Bautista.

No primeiro dia de testes da segunda bateria de Sepang, a Ducati segue obedecendo ao regulamento da MSMA, já que ainda não decidiu se vai competir como Open ou não.

Lorenzo aparece na sequência, 0s310 atrás do titular da Gresini. Na garagem da Yamaha, o trabalho se concentrou nos pneus, já que a nova M1 não se adaptou ao novo composto introduzido pela Bridgestone em 2014. O bicampeão da MotoGP anotou 2min01s158 na melhor de suas 56 voltas.

Únido representante da Honda na Malásia, já que Marc Márquez ainda se recupera de uma fratura na perna, Dani Pedrosa teve uma atuação discreta nesta quarta. Por conta das condições ruins da pista, o espanhol demorou a sair dos boxes, mas quando o fez, logo tratou de escolher qual chassi vai usar em sua RC213V ao longo de 2014. O piloto da moto 26 garantiu a sexta posição, 0s312 atrás do líder.

Assim como o companheiro de Yamaha, Valentino Rossi também trabalhou para tentar se entender com os novos pneus de 2014 e melhorar o equilibrio da M1, especialmente dos freios. O italiano chegou a liderar o exercício malaio na primeira parte da sessão, mas fechou o dia com a sétima marca, 0s501 atrás do líder.

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Dupla da Yamaha reclamou dos novos pneus Bridgestone (Foto: Yamaha)
Com a ausência de Márquez, Stefan Bradl ganhou responsabilidade extra da HRC, assumindo o teste de alguns pequenos componentes. O germânico, que trabalhou na suspensão, na geometria e na eletrônica de sua RC213V, ficou com o oitavo tempo, com sua melhor volta em 2min01s491.

Andrea Iannone aparece na nona colocação, 0s796 mais lento que o líder. A bordo de uma RCV1000R, Nicky Hayden fez seu melhor registro em 2min02s227 e fecha a lista dos dez primeiros.

Assim como aconteceu na primeira bateria de testes na Malásia, a Suzuki colocou seu novo protótipo na pista para ser testado por Randy de Puniet e Nobuatsu Aoki. O francês completou 73 voltas e fez seu melhor registro em 2min03s341, 2s493 atrás do líder.

Estreando pela Ducati, Cal Crutchlow sofreu com problemas técnicos nesta quarta-feira e ficou apenas na 11ª posição. O britânico anotou sua melhor volta em 2min02s319, 1s471 atrás de Bautista.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Drive M7 Aspar

A Aspar aproveitou o circuito de Sepang, na Malásia, para apresentar nesta terça-feira (25) suas cores para a temporada 2014 da MotoGP. Com o patrocínio do energético malaio Drive M7, o time de Jorge Martínez vai colocar na pista duas RCV1000R nas cores prata e verde florescente, que serão pilotadas por Nicky Hayden e Hiroshi Aoyama.

A parceria com a empresa malaia já tinha sido anunciada dias atrás e faz parte da estratégia da Aspar de alcançar novos mercados internacionais. O acordo com a Drive M7, que pertence ao grupo Mutiara Motors, é de três anos.

Acordo da Aspar com a Drive M7 é de três anos (Foto: Aspar)
“Este evento é a confirmação de outra fase importante na história do nosso time”, disse Jorge Martínez. “Em termos do nosso projeto esportivo, nós trocamos de fabricante de Aprilia para Honda e assinamos com dois campeões mundiais – Nicky Hayden e Hiroshi Aoyama – para nos representarem na MotoGP”, seguiu.

“Nós todos estamos muito animados com este novo projeto e vamos encarar um grande desafio ao longo dos próximos três anos”, completou.

Recém-chegado a Aspar, Hayden se disse impressionado com o chefe do time e, mesmo admitindo a decepção com o resultado obtido na primeira bateria de testes da pré-temporada, ressaltou que confia na HRC para melhorar o desempenho da nova moto.

Hayden espera que Honda encontre mais potência na RCV1000R (Foto: Aspar)
“É uma nova temporada e um novo desafio para mim, mas estou saudável e muito animado”, comentou Nicky. “Estou muito impressionado com Sr. Aspar e seu profissionalismo – está claro que ele realmente quer resultado e apoia todo seu time”, frisou.

“O desafio de competir com uma moto Open e as novas regras serão interessantes para ver como tudo vai acontecer e se esse realmente será o futuro da MotoGP”, falou. “No primeiro teste nós não fomos competitivos como esperávamos, mas eu confio que a HRC vai nos ajudar logo e encontrar mais potência. Tenho que aproveitar ao máximo este teste para aprender a moto e o novo time, e estar pronto para a abertura da temporada no Catar. Tenho ótimos fãs e ótimos patrocinadores e espero deixá-los orgulhosos este ano”, concluiu Hayden.

Aoyama, por sua vez, também celebrou a chegada ao time e avaliou que, com o apoio direto da Honda, certamente terá um bom ano.

Aoyama vê categoria Open como futuro da MotoGP (Foto: Aspar)
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“Estou realmente feliz em me juntar a Aspar. É um time muito profissional, com um grupo altamente motivado que trabalha todo dia para conquistar o melhor resultado possível”, apontou. “Estou ansioso para começar a nova temporada com meu novo time e também com um novo e importante patrocinador com a Drive M7”, seguiu.

“Tomara que esta nova temporada que está prestes a começar possa ser proveitosa para cada uma das pessoas ligadas a este projeto”, torceu. “Nós temos um novo desafio nesta temporada com a categoria Open, que é o futuro da MotoGP. 2014 será uma temporada importante e interessante para nós. Tenho um grande time, uma grande moto e apoio direto da Honda, então estou certo de que será um grande ano”, encerrou.

Hayden e Aoyama voltam às pistas em Sepang já nesta quarta-feira, primeiro dia da segunda bateria de testes da pré-temporada 2014 da MotoGP.

Haiyan

Às vésperas do início da segunda bateria de testes da pré-temporada 2014 da MotoGP, Valentino Rossi foi até Manila, nas Filipinas, para apoiar uma iniciativa da Yamaha para ajudar as vítimas do supertufão Haiyan – também conhecido como Yolanda.

Dias após a passagem do supertufão, o braço filipino da Yamaha lançou uma campanha chamada ‘Lend a Hand’ para arrecadar donativos para as vítimas do Haiyan. Desta vez, o esforço contou com o apoio do multicampeão.

Rossi esteve nas Filipinas para apoiar projeto de ajuda às vítimas de supertufão (Foto: Yamaha)
Em uma iniciativa batizada de ‘Champions Rebuild Lives’, a marca nipônica colocou à venda uma edição limitada de seus produtos com preços mais acessíveis. Quem gastar P 500 (cerca de R$ 26) em produtos Yamaha, ganha um cupom para concorrer a uma jaqueta assinada por Valentino.

O supertufão Haiyan atingiu as Filipinas no início de novembro do ano passado e deixou mais de 4 mil mortos, 18 mil feridos e 1.602 desaparecidos. A província de Leyte, na região leste, foi a mais atingida, com mais de 3 mil mortos.

Com mais de 300 mil casas destruídas e mais de 9 milhões de desabrigados, o prejuízo estimado com a passagem do Haiyan é de cerca de US$ 280 milhões (aproximadamente R$ 650 milhões).

Com ventos de até 315 km/h, o Haiyan foi o supertufão mais forte registrado e o terceiro desastre natural mais mortal da história das Filipinas.

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Vitória histórica

Não demorou para que a MV Agusta conquistasse seu primeiro triunfo no retorno aos campeonatos mundiais. No último domingo (24), Jules Cluzel quebrou um jejum que já durava 38 anos – desde a vitória de Giacomo Agostini em Nürburgring em 1976 – e colocou a F3 675 no topo do pódio do Mundial de Supersport, vencendo a etapa da Austrália, disputada em Phillip Island.

O triunfo de Cluzel, aliás, foi um daquelas para ninguém botar defeito. Largando na 14ª colocação do grid, Jules exibiu um ótimo ritmo desde o início e logo tratou de escalar o pelotão. Na oitava volta, a prova foi interrompida por conta de um problema com a moto de Jack Kennedy, que deixou óleo na pista.

Cluzel encerrou jejum de 38 anos sem vitórias da MV Agusta em campeonatos mundiais (Foto: Divulgação/WSBK)
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A prova foi reiniciada para a disputa de apenas cinco voltas, com Kenan Sofuoglu tomando a ponta logo na primeira curva de Phillip Island. Na segunda volta, entretanto, o tricampeão do Mundial de Supersport caiu, assim como Michael van Der Mark.

Com os favoritos fora, as últimas voltas viram uma disputa feroz entre os ponteiros, mas foi Cluzel que cruzou a linha de chegada na ponta, após bater Kev Coghlan na penúltima curva. Raffaele De Rosa ficou com o terceiro posto.

“Nós fomos terrivelmente azarados tanto durante os testes como no início do fim de semana. Nós completamos muito menos voltas do que deveríamos”, avaliou Cluzel. “Então, depois disso, vencer é simplesmente um sonho!”, comentou.

“Antes da largada eu disse aos meus mecânicos que daria o meu máximo: e foi exatamente isso que eu fiz, sem cometer um único erro”, contou. “É uma vitória merecida. Nós ainda temos um longo caminho pela frente, mas estamos convencidos de que a moto e o time têm um potencial enorme”, concluiu.

Presidente da MV, Giovanni Castiglioni dedicou o triunfo de Cluzel ao pai. “Uma vitória maravilhosa, uma emoção indescritível”, comentou. “Quero dedicar esta primeira vitória ao meu pai, cuja fé na MV e na possibilidade de um retorno bem sucedido às corridas sempre foi inabalável, e ao falecido pai de Brian Gillen, o diretor da nossa divisão de corridas”.

“Quero agradecer ao time Yaknich e a todos os envolvidos neste ambicioso projeto por seu comprometimento exemplar”, concluiu Castiglioni.

Calendário final

A FIM (Federação Internacional de Motociclismo) publicou nesta segunda-feira (24) a versão final do calendário do Mundial de Motovelocidade para 2014. Como já era esperado, o GP do Brasil ficou de fora da programação, com o GP de Aragón assumindo a data de 28 de setembro.

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Pessoal de Brasília errou feio na hora de calcular o tempo que precisaria para reformar o autódromo (Foto: Roberto Castro/GDF)
A realização da prova brasileira dependia de uma grande reforma no sucateado Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília, mas o governo do Distrito Federal errou feio na hora de calcular o tempo que seria necessário para a execução de tal obra.

Em 27 de janeiro, o governo do DF admitiu que não teria tempo suficiente para concluir os trabalhos no autódromo e receber o Mundial já neste ano. Apesar de o GDF garantir que seguiria trabalhando para sediar a MotoGP em 2015, até o momento nenhuma licitação foi aberta para que as obras orçadas em mais de R$ 300 milhões possam, enfim, iniciar.

Com o cancelamento do GP do Brasil, a etapa de Aragón, que estava marcada para o dia 21 de setembro, foi adiada em uma semana, dando uma rápida folga aos pilotos após a disputa em San Marino.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Até no gelo

Pouco mais de um mês após o fim do Rali Dakar, a espanhola Laia Sanz aproveitou o sábado (22) e voltou às pistas para uma competição um pouco diferente.

Laia Sanz enfrentou Ingrid Rossell em uma pista de gelo (Foto: Pep Segalés)
Depois de encarar temperaturas de quase 50°C no Dakar, Laia foi até a pista de gelo de Pas de la Casa, em Andorra, para disputar um prova de carros na GSeries BPA. Ao lado a promessa local Ingrid Rossell, Sanz participou do ‘The Duelo – The Ice Girls’, uma competição onde as duas se enfrentaram em três assaltos.

Laia perdeu a primeira disputa para Rossell, mas conseguiu se recuperar e sai de Andorra com mais um triunfo em seu enorme currículo.

Laia venceu a disputa por um placar de 2 a 1 (Foto: Pep Segalés)
 “Foi uma corrida divertida”, disse Laia. “Eu adoro os carros e ir até Andorra para participar da GSeries é sempre uma boa desculpa. Além disso, eu gostei muito do formato da competição. Me diverti muito competindo com a Ingrid, que dificultou bastante”, comentou.

15 vezes campeã mundial nas motos (13 no Trial e duas no Enduro), Laia já iniciou a preparação para o Mundial de Enduro, que começa no próximo dia 5 de abril, em Solsona, em Lleida.

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Sanz já está se preparando para a temporada do Mundial de Endurance (Foto: Pep Segalés)
“Faz pouco tempo que voltei do Dakar, quase não tive tempo de descansar e já estou preparando a nova temporada”, contou. “Mesmo assim, não quis perder a GSeries, pois eu gosto muito dos carros, me diverti muito, e me serve para ganhar experiência em quatro rodas e desconectar um pouco de todo o resto”, completou.