quarta-feira, 17 de junho de 2015

Velhos parceiros

Casey Stoner esteve em Barcelona no último fim de semana para participar de um evento promocional da Honda e aproveitou para matar a ‘saudade’ da MotoGP. Mesmo sendo avesso à imprensa, o australiano concedeu uma entrevista ao diário espanhol ‘Marca’ e falou sobre sua participação nas 8 Horas de Suzuka.

Questionado se, no futuro, poderia formar uma equipe com Marc Márquez ou Dani Pedrosa, o bicampeão contou que chegou a pedir para que seu ex-companheiro de equipe na Mundial estivesse no time deste ano.
Stoner queria Pedrosa no time para as 8 Horas de Suzuka (Foto: Repsol)
“Você nunca sabe com o que vai se deparar no futuro”, falou Stoner. “Para ser sincero, perguntei se Dani o faria, mas disseram que não, porque, naquele momento, Dani estava lutando pelo Mundial”, explicou, se referindo ao período anterior ao início do campeonato, quando o #26 ainda não tinha se afastado das pistas para tratar a síndrome compartimental.

“Teria sido algo divertido, mas fazer algo diferente também será”, continuou.

Sem Pedrosa, Stoner vai formar um trio com Michael van der Mark, representante da Honda no Mundial de Superbike, e Takumi Takahashi, piloto de testes da HRC, na equipe MuSASHi RT HARC-PRO.

Embora a prova nipônica seja uma das mais importantes o calendário da Honda, Casey acredita que não terá pressão alguma em Suzuka.

“Só vou lá, farei o que puder e o que tiver de acontecer, vai acontecer”, comentou. “Não será um problema se as coisas não forem perfeitas. Meu único medo é que alguém tenha a oportunidade de me ultrapassar e possa me causar algum problema. Essa é a minha única preocupação”, indicou.

“Fazer as 8 Horas é uma coisa para colocar no meu currículo. É só para viver essa corrida”, explicou. “Não é um campeonato, não é algo tão duro. Não há pressão. Se fosse a MotoGP seria mais pressão. Mas não vou correr o Mundial de Endurance, é só uma corrida”, minimizou.

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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Slipstream

O treino que definiu o grid de largada para o GP da Catalunha de Moto3 reiniciou a polêmica a respeito do uso do vácuo no Mundial de Motovelocidade. Ano passado, a direção de prova do certame já havia alterado sua forma de interpretar o regulamento, alertando os pilotos de que a redução de velocidade durante a sessão poderia ser considerada direção perigosa e punida como tal.

O alerta, entretanto, não deu resultado. No último sábado (13), os pilotos da categoria inicial extrapolaram, dificultando bastante a vida daqueles que queriam cravar suas marcas sozinhos.

Dos 34 pilotos em Montmeló, 30 poderiam ter sido punidos (Foto: Milagro/KTM)
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Diretor de prova do Mundial, Mike Webb afirmou após a sessão que, dos 34 participantes da etapa catalã da Moto3, 30 teriam de ser punidos por reduzir a velocidade à espera do vácuo de um piloto mais rápido.

Por conta do alto número de ‘infratores’, Webb deixou a situação passar em branco, mas agendou uma reunião para a próxima etapa para debater formas mais eficientes de combater a prática. Até agora, as infrações eram punidas com a perda de posições no grid e a aplicação dos pontos de punição, que são cumulativos.

“Durante a sessão de classificação da Moto3, nós novamente vivenciamos o problema de pilotos lentos na linha de corrida, de tal forma que ficou muito difícil para qualquer piloto fazer uma volta rápida em segurança”, expôs Webb. “A direção de prova informou 30 pilotos de que eles poderiam enfrentar punições por obstruir outros pilotos na linha de corrida”, seguiu.

“Foi realizada uma audiência da direção de prova, onde foram apresentadas evidências a pilotos e equipe sobre as ações de vários pilotos. Após essas evidências, a decisão da direção de prova foi de não impor punições neste caso para podermos avançar em formas mais efetivas de resolver este problema na Moto3”, explicou. “Uma reunião será realizada entre a direção de prova, os pilotos e os times da Moto3 na próxima corrida para definir soluções que serão adotadas para controlar esse problema”, completou.

Mais e mais

O Mundial de Motovelocidade vive um grande momento nas pistas e a qualidade das corridas reflete diretamente na audiência das provas. Depois de registrar um aumento de público em Mugello, o campeonato organizado pela Dorna viu subir o número de presentes no circuito da Catalunha.

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Montmeló teve casa cheia para receber a MotoGP (Foto: Suzuki)
No último fim de semana, 176.027 pessoas passaram pela pista de Barcelona, com o domingo registrando um público total de 97.200 espectadores. Ano passado, o número total foi de 163.045 pessoas.

Um dos poucos circuitos do calendário que também recebe a F1, Montmeló acolheu 188.960 pessoas no fim de semana da categoria máxima do automobilismo mundial, mas, segundo os números divulgados pelos responsáveis pelo circuito catalão, o número de espectadores no dia da prova do campeonato da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) foi de 88.700 pessoas.

sábado, 13 de junho de 2015

Gaudí

Assim como Pol e Aleix Espargaró, Marc Márquez também preparou um capacete especial para o GP da Espanha. O piloto da Honda escolheu o desenho do casco por meio de um concurso.

Pintura do casco foi criada por um fã de Márquez (Foto: Honda)
O bicampeão da MotoGP disponibilizou em seu site os moldes do capacete e pediu para que os fãs enviassem suas sugestões. Depois, Marc escolheu o desenho de David Mata, que se inspirou no trabalho de Antonio Gaudí.

Pintura foi inspirada no trabalho de Gaudí (Foto: Honda)
A obra do arquiteto catalão é reconhecida internacionalmente e tem entre suas principais obras a Sagrada Familia, um templo católico localizado em Barcelona que é considerado o expoente do modernismo da Catalunha.

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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Conectando habilidades

Assim como fez nos últimos dois anos, Jorge Lorenzo vai unir forças com Anna Vives neste fim de semana. O espanhol vai disputar o GP da Catalunha usando um #99 estilizado na carenagem da YZR-M1.

Vives tem Síndrome de Down e se tornou conhecida na Espanha após criar uma tipografia especial. Além da parceria com Lorenzo, o trabalho de Anna já foi visto nas camisas do Barcelona durante a edição 2013 do Troféu Joan Gamper.

Jorge Lorenzo vai unir forças com Anna Vives mais uma vez (Foto: Jorge Lorenzo/Facebook)
Em 2013, Jorge usou um capacete especial, batizado de Graffiti, fruto de uma parceria entre o piloto e Anna. O casco foi colocado em leilão e arrecadou mais de R$ 70 mil para a Fundação Itinerarium, uma organização que desenvolve ações que tem como objetivo melhorar o alcance e a qualidade de projetos educativos e sociais para pessoas com Síndrome de Down.

Em 2014, Lorenzo, com o apoio da Yamaha e a Dorna, envolveu outros integrantes da Fundação Itinerarium na rotina de um time da MotoGP.

A tipografia criada por Anna pode ser baixada aqui.

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Uma boa causa

Correndo em casa neste fim de semana, Aleix e Pol Espargaró prepararam cascos especiais para o GP da Catalunha. Aliás, mais do que especiais.

Os desenhos dos capacetes dos irmãos de Granollers foram feitos Aleix Sánchez, um garoto de 11 anos que esteve com Pol e Aleix na corrida do ano passado, enquanto lutava contra leucemia. Agora curado, Sánchez volta ao circuito para ajudar os pilotos a arrecadarem dinheiro para que o hospital San Juan de Dios, em Barcelona, possa continuar lutando contra o câncer infantil.

Aleix Sánchez foi o responsável pela arte nos capacetes dos Espargaró (Foto: Divulgação/MotoGP)
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“Temos os capacetes mais bonitos do grid neste fim de semana e, depois usá-los no domingo, os colocaremos a venda no Ebay para arrecadar o máximo possível de recursos, que serão destinados a ajudar o San Juan de Dios em sua luta contra o câncer infantil”, disse Aleix.

Pol, por sua vez, ressaltou que é importante que as pessoas ajudem para que o hospital possa seguir buscando maneiras de ajudar as crianças.

“É muito importante a colaboração das pessoas para que o hospital possa continuar pesquisando formas de ajudar as crianças. Já tiveram muita ajuda com a venda de velas, as pulseiras fazem o mesmo, mas esperamos poder arrecadar o máximo possível com esses capacetes”, completou o piloto da Tech3.

O casco de Aleix Espargaró para o GP da Catalunha (Foto: Suzuki)

terça-feira, 9 de junho de 2015

Mais uma estrela

A Calçada da Fama de Jerez de la Frontera segue ganhado corpo. Na última segunda-feira (8), Kevin Schwantz recebeu sua estrela no espaço instalado na Avenida Alvaro Domeqc, que foi inaugurada em 23 de janeiro deste ano por Ángel Nieto.

Coordenador do projeto ‘Jerez Capital Mundial do Motociclismo’, Antonio Saldaña destacou o carinho dos fãs com o campeão de 1993 das 500cc.

Schwantz já tem sua estrela na Calçada da Fama (Foto: SIC fotografos/Jerez)
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“É o piloto do mais com menos, da fidelidade à Suzuki acima de tudo e da melhor freada do mundo”, elogiou Saldaña. “A partir de agora, o coração de um dos grandes estará em Jerez”, completou.

Kevin, por sua vez, se disse honrado por ganhar sua estrela e classificou o traçado de Jerez como “um dos mais espetaculares para qualquer piloto de corrida”.

“É uma honra estar de novo em Jerez, um cidade voltada para o motociclismo, para descobrir a placa”, comentou.

Além da estrela na Calçada da Fama, Schwantz deixou suas mãos gravadas em barro no Monumento da Fama e autografou um barril de cascalho na adega San Ginés.

Além de Kevin, Ángel Nieto, Giacomo Agostini, Jorge Martínez Aspar, a FIM (Federação Internacional de Motociclismo), a RFME (Real Federação de Motociclismo Espanhola), Francesco Pacheco, Carlos Checa, Antonio Sánchez Garrido ‘Peluqui’, Jorge Lorenzo e Valentino Rossi também já foram homenageados.

MotoGP meets WRC

Bicampeão do Mundial de Rali, Sébastien Ogier levou Andrea Dovizioso para dar um passeio a bordo do Volkswagen Polo R WRC na última sexta-feira (5). Treinando na Sardenha para o Rali da Itália, o francês recebeu a visita do titular da Ducati, que estava acompanhado da namorada, Alessandra Rossi, e de Paolo Ciabatti, diretor-esportivo da fábrica de Borgo Panigale.

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Dovizioso encontrou Ogier na Sardenha (Foto: Ducati)
Durante a visita, Dovizioso assumiu a vaga de Julien Ingrassia ao lado de Ogier no carro da Volkswagen e foi experimentar a velocidade do Polo R WRC em uma pista de cascalho nos arredores de Olbia, na região nordeste da Sardenha.

Acostumado com a velocidade das motos, Dovizioso, que já participou do Monza Rally Show em duas oportunidades, ficou impressionado com o que viu — e sentiu.

Ogier levou o piloto da MotoGP para um passeio (Foto: Ducati)
“Você não tem ideia de quão extremo é, do quão rápido eles vão em vias estreitas e do quão potentes esses carros são”, comentou Andrea. “Para ser honesto, é, de longe, a coisa mais eletrizante e incrível que já fiz. A MotoGP não é nada comparado com isso”, avaliou.

“Foi uma experiência incrível, primeiro porque eu sou um grande fã de rali e, segundo, porque eu tive sorte o bastante para fazer isso com Sébastien Ogier e por ter conversado com o co-piloto dele, Ingrassia”, frisou Dovizioso. “Tudo acontece a uma velocidade que você simplesmente não é capaz de entender e é uma sensação realmente intensa. Um grande obrigado ao Seb e a VW por essa experiência realmente memorável”, agradeceu.

Antes, Dovizioso convidou Ogier para acompanhar a MotoGP em Mugello (Foto: Ducati)
Antes disso, Ogier, de 31 anos, visitou a MotoGP em Mugello acompanhado pela esposa, Andrea Kaiser, a convite de Dovizioso.

“Eu amo a MotoGP e realmente curti a visita”, contou Sébastien. “Sempre tive muito, muito respeito pelas habilidades dos pilotos e, desde Mugello, tenho ainda mais respeito”, seguiu.

“A velocidade é impressionante só de assistir. É difícil imaginar como deve ser em uma moto”, ressaltou. “A carona foi a minha forma de agradecer Andrea pelo convite. Fico feliz que ele tenha gostado”, concluiu.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Expansão

Não é só dentro da pista que Valentino Rossi vive um ótimo momento. Além de liderar o Mundial de Motovelocidade com seis pontos de vantagem para Jorge Lorenzo, o italiano também colhe os frutos do sucesso em seus negócios longe das pistas.

De acordo com a publicação italiana ‘TuttoSport’, o piloto da Yamaha assinou um acordo com a Juventus para que a VR46 passe a produzir o merchandising do time italiano. A marca do piloto de Tavullia já dominou o Mundial, produzindo o material promocional de boa parte dos pilotos da MotoGP.

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Marca de Rossi vai produzir merchandising da Juventus (Foto: Yamaha)
Segundo a publicação italiana, Rossi negocia com a Juventus há mais de um ano, mas o acordo foi fechado apenas no último fim de semana, em Mugello, e tem duração de quatro anos. O material produzido pela VR46 estará à venda a partir de setembro.

Falando à publicação italiana ‘Corriere dello Sport’, Alberto Tebaldi, amigo de longa data do multicampeão e também um dos responsáveis pela administração da VR46, confirmou o acordo com a Juventus e reconheceu que Rossi adoraria trabalhar com a Inter de Milão, seu time do coração.

“Valentino adoraria trabalha para a Inter. Esperamos que este acordo mostre como somos bons e que isso fique mais perto” declarou. “O nosso sonho é a Ferrari, mas estamos muito orgulhosos com o interesse da Juventus e vamos dar o nosso melhor para aproveitar essa oportunidade”, completou Tebaldi.

O acordo com a VR46 não leva em conta o vestuário de jogo do time, que tem acordo com a Adidas até 2016. A expectativa é que a Juventus, que disputa com a Barcelona o título da Liga dos Campeões neste sábado, faça o anúncio da parceria com Rossi em breve.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Multidão

O Mundial de Motovelocidade desembarcou em Mugello no último fim de semana para a disputa da sexta etapa da temporada 2015. Com Valentino Rossi na liderança da MotoGP, o campeonato viveu dias de casa cheia na Toscana.

Mais de 139 mil pessoas passaram por Mugello no fim de semana (Foto: Divulgação/MotoGP)
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De acordo com números divulgados pela organização do Mundial, 139.452 pessoas passaram por Mugello ao logo do fim de semana. No domingo (31), dia da corrida, as arquibancadas da pista de Scarperia receberam 90.477 pessoas.

Ano passado, o público total do GP da Itália foi de 111.309 pessoas, com 77.483 espectadores no dia da corrida.