sábado, 16 de novembro de 2013

MV Agusta

37 anos após a última vitória em um campeonato mundial – conquistada por Giacomo Agostini em 1976 –, a MV Agusta acertou seu retorno às competições. Por meio de uma parceria com a Yakhnich Motorsport, a lendária marca italiana confirmou que vai disputar a temporada 2014 do Mundial de Superbike.

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Meta da MV é desenvolver F4RR mirando temporada 2015 do Mundial de Superbike (Foto: MV Agusta)
“Nosso retorno oficial às corridas é um passo muito ambicioso e importante para nós”, disse Giovanni Castiglioni, presidente da MV Agusta. “As corridas sempre foram a grande paixão do meu pai e ele levou a marca à vitória em várias categorias do motociclismo, das 500cc ao Paris-Dakar”, continuou.

“O sonho dele era ver a MV de volta às corridas e eu estou orgulhoso de ser o responsável por fazer isso”, afirmou.

A partir da próxima temporada, a MV Agusta estará no Mundial de Superbike e também no Mundial Supersport em parceria com a Yakhnich, que recentemente foi campeã na categoria de acesso usando equipamento Yamaha.

“A parceria com a MV Agusta abre uma nova gama de oportunidades”, disse Alexander Yakhnich, presidente da equipe que leva seu sobrenome. “Estamos verdadeiramente felizes com o acordo e estamos ansiosos pelo sucesso futuro”, continuou.

Oficialmente batizada de Yakhnich Motorsport MV Agusta Reparto Corse, a equipe vai anunciar seu pilotos no fim do mês.

Javier Alonso, diretor-executivo do Mundial de Superbike, comemorou a chegada da MV ao grid da categoria. Ao longo de sua história, a marca italiana tem um recorde de 37 Mundiais de Pilotos e 38 Mundiais de Construtores conquistados.

“Nós estamos felizes com o retorno oficial da MV Agusta ao Mundial de Superbike”, celebrou Alonso. “A marca italiana não é apenas globalmente importante, mas tem uma história icônica e de sucesso nas corridas, então bem-vindos de volta e toda sorte tanto para a fabricante como para o time na próxima temporada”, completou.

A meta para a temporada 2014 é estar entre os principais competidores no Mundial de Supersport, onde a F3 já se mostrou competitiva, e desenvolver a F4RR na Superbike com a meta de brigar pela ponta em 2015.

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Primeiro passo

A Secretaria de Obras do Distrito Federal publicou na edição de 14 de novembro do Diário Oficial o aviso de Audiência Pública que vai tratar da reforma do Autódromo de Brasília. O circuito brasiliense ganhou uma vaga no calendário provisório da MotoGP como sede do GP do Brasil, que está marcado para o dia 28 de setembro.

Para ser confirmado na programação do Mundial de Motovelocidade, o circuito precisa de uma grande reforma e, depois, da homologação máxima da FIM (Federação Internacional de Motociclismo). Isso tudo, entretanto, precisa acontecer no ritmo inicialmente previsto no cronograma apresentado à Dorna, a promotora do Mundial.

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Audiência Pública vai debater reforma do Autódromo de Brasília (Foto: Roberto Castro/GDF)
As primeiras preocupações com o atraso no ritmo das obras já começaram a aparecer, mas a Coordenadoria de Comunicação para a Copa (ComCopa), que responde pelo atendimento à imprensa no caso do GP do Brasil de MotoGP, negou ao High Side que o ritmo dos trabalhos esteja fora do previsto.

A Audiência Pública, que é uma forma de participação popular na Administração Pública, está marcada para o dia 17 de dezembro, às 9h, no Auditório do Departamento de RH da NOVACAP, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil.

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AVISO DE AUDIÊNCIA PÚBLICA
O DIRETOR PRESIDENTE DA COMPANHIA URBANIZADORA DA NOVA CAPITAL DO BRASIL E A DIRETORA DE OBRAS ESPECIAIS, tornam público que farão realizar Audiência Pública, em atendimento ao disposto no Art. 39 da Lei nº 8.666/93, e suas alterações posteriores, a qual será realizada no dia 17 de dezembro de 2013, a partir das 9h, no Auditório do Departamento de Recursos Humanos – DRH da NOVACAP, sito no Setor de Áreas Públicas, Lote “B”, em Brasília/DF. Esta Companhia realizará futura licitação objetivando a contratação de empresa de engenharia para a execução de obra de reforma e adequações do Autódromo Internacional Nelson Piquet, localizado no Setor de Recreações Públicas Norte, no Plano Piloto, em Brasília/DF. Demais informações poderão ser obtidas na Assessoria de Cadastro e Licitação da NOVACAP, sito no Setor de Áreas Públicas, Lote B, Bloco A, 1º andar, Conjunto Sede da NOVACAP, em Brasília – DF, telefax (61) 3403-2321 ou (61) 3403-2322.
Brasília/DF, 13 de novembro de 2013.
PAULO JAYME BARBOSA FERREIRA
Assessor

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O novo e mais novo campeão

Marc Márquez conquistou o título da MotoGP em sua primeira tentativa e se tornou o mais jovem campeão da classe rainha do Mundial de Motovelocidade. A festa pelo título, entretanto, precisou ser adiada, já que o espanhol voltou para a pista na terça-feira para a primeira bateria de testes mirando a temporada 2014.

Na segunda, Marc ganhou folga da Honda, mas foi ao circuito para conversar com jornalistas e encontrar seu novo grupo de mecânicos. A partir da próxima temporada, Márquez contará com os mesmos profissionais que o acompanham desde as categorias de base.

Para celebrar o triunfo, a Honda divulgou uma entrevista com o campeão, que falou sobre a festa pelo título, a repercussão de sua conquista e até sobre o fato de não gostar do mar.

O resultado é este aqui:

Márquez destacou importância da família em sua conquista (Foto: Repsol)
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Qual foi seu primeiro pensamento na segunda-feira de manhã depois de comemorar o título?

“Nós fizemos uma festa, mas sempre com moderação, porque no dia seguinte nós tínhamos um programa de teste para seguir. Estava deitado na cama pensando como passaria minha primeira noite como campeão mundial, mas, no fim, ainda sou o mesmo. Não mudou muita coisa.”

Como você se sente ao se ver nas capas de jornais nacionais e internacionais?
“Obviamente, ver toda a cobertura da imprensa é impressionante. Também recebi muitas mensagens de parabéns pelo Twitter vindas de outros atletas e celebridades, o que dá arrepios! Talvez eu não tivesse percebido como é importante ser campeão da MotoGP.”

Que mensagem mais te chamou a atenção?
“Aquelas vindas de membros da minha família ou de amigos que sempre estiveram do meu lado, me apoiando, e que mandaram mensagens que são mais naturais e pessoais. Mas eu aprecio toda congratulação que recebi.”

Você falou com Nakamoto antes de ir para a pista?
“Antes da corrida ele falou comigo de forma séria – e nós raramente falamos seriamente – e ele me disse: ‘Por favor, use sua cabeça hoje’. E eu pensei que se meu chefe estava dizendo isso, tinha uma razão!”

Quem ficou mais maravilhado? Você, seus pais, seu irmão, seus avós, seus amigos...?
“É difícil dizer, mas eu acho que fui o menos afetado por isso, pois sempre fui bom em controlar isso e manter os pés no chão. Se não conseguir, então aqueles ao meu redor têm permissão para garantir que eu faça isso!”

Sua mãe disse que você tinha que limpar seu quarto. Você ainda faz isso?
“Sim, tenho de limpar, fazer a cama... mas só no meu quarto! Eu também coloco a mesa para o almoço e o meu irmão, Álex, tira quando terminamos. Sempre foi assim.”

O que você disse aos seus pais, que se esforçaram tanto para que você pudesse competir, agora que você conquistou o título da MotoGP?

“Eu agradeci muito. Um piloto pode ser bom, mas, se você não tiver um time e uma família que cria um bom ambiente ao seu redor, é muito difícil – quase impossível – conquistar um título ou se tornar um bom piloto profissional.”

Com tantas conquistas em seu primeiro ano na MotoGP, você acha que aprendeu tudo que tinha para aprender?
“Sempre tem muitas coisas para serem aprendidas, mas você aprende com o tempo. Logicamente, você aprende mais no início, mas a cada ano você ganha experiência. Dani [Pedrosa] e Jorge [Lorenzo] adquirem novos conhecimentos a cada temporada, o que significa que eles serão mais difíceis de bater a cada temporada.”

Se você olhar para toda a temporada, você acha que movimentou a categoria?
“Se você me dissesse um ano atrás que eu estaria nessa situação, eu – e acho que todo mundo – diria que você estava louco. Mas nós trabalhamos como sempre fizemos e como sempre tentarei fazer enquanto tiver motivação para dar 100% e forçar até o limite. Nós sempre lutamos pelo que queríamos com as intenções claras.”

Você acha que sua chegada na MotoGP marca o início de uma nova fase ou uma mudança de guarda?
“Nós conquistamos o título, mas o início de uma nova era depende de mais do que apenas um piloto. Este ano eu subi e agora Pol e Scott estão dando o salto. Sempre tem jovens talentos subindo e quando nós chegamos, queremos provar nosso valor e construir o nosso nome. A coisa da idade é relativa. No momento em que Jorge e Dani subiram, eles fizeram uma primeira temporada muito boa na MotoGP e é difícil dizer que agora é uma nova era, pois eles ainda são muito novos.”

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Márquez vai comemorar o título em sua cidade natal neste sábado (Foto: Repsol)
Como foi o recente teste para a temporada 2014?
“Acho que a avaliação geral é muito positiva, especialmente para a Honda, pois nós conseguimos trabalhar muito bem e estudar opções diferentes. Na terça nós tínhamos dois protótipos que são ligeiramente diferentes para trabalhar, aí na quarta nós focamos na moto em que ficamos mais confortáveis. Nós testamos configurações diferentes com a eletrônica e com o acerto, e eu acho que fizemos um bom trabalho, pois encontramos coisas em que podemos melhorar. Será a base que vamos usar em Sepang, mas se a HRC tem uma direção clara, então tenho certeza de que eles vão nos trazer algumas atualizações.”

Na segunda-feira você recebeu um presente quando seus novos mecânicos apareceram com o uniforme da Honda.
“Sim, estou muito feliz e animado em ter o mesmo time que tive até esta temporada comigo. Alguns deles trabalham comigo desde que eu tinha 11 anos e voltar a trabalhar com este time é um sonho que se torna realidade e eu tenho que agradecer a Honda. Agora temos de mostrar que juntos nós somos um bom time.”

Como foi no primeiro dia de trabalho?
“Dava para ver que eles estavam muito mais tensos do que o normal. Eu estava muito cuidadoso, pois eles também têm muito trabalho para fazer, muita coisa para aprender. Mas nós já vimos que eles melhoraram bastante entre o primeiro e o último dia e pouco a pouco estão começando a conhecer a moto. O importante é que eles vão para o Japão neste inverno para fazer um curso intensivo e vai ser aí que eles vão saber trabalhar com a moto de olhos fechados, como qualquer bom mecânico.”

Faz quanto tempo que você não vai a um parque de diversões?
“Faz muito tempo e agora eu realmente não posso ir. Antes, a cada verão, eu ia pelo menos duas vezes a parques aquáticos e me divertia muito!”

É verdade que você não gosta do mar?
“Vou ao mar o mínimo que posso. Se tem uma garota e eu tenho que acompanhá-la, aí eu, obviamente, vou! (riu)”

Mas você foi andar de jet-ski...
“Sim, fui, mas eu evitei cair. Se cair, volto ao jet-ski nadando antes de qualquer outro! Mesmo que esteja nadando contra o Michael Phelps!”

Você decidiu o que vai fazer nas suas férias?
“Não pensei sobre nada ainda, mas, com certeza, terei de encontrar algum tempo para relaxar.”

A primeira tarefa será na tarde deste sábado...
“Sim, sei que meu fã-clube está organizando uma grande festa, com uma parada pelas ruas de Cervera. Podemos celebrar o título sem ter de pensar que no dia seguinte eu tenho de testar, como aconteceu no último domingo!”

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A obra-prima de Valentino Rossi (2)

Como prometido, tenho uma novidade para vocês! A Editora Gaia já começou a distribuição do livro ‘Valentino Rossi – A obra-prima’. Os exemplares chegam primeiro nas livrarias de São Paulo, ponto de partida da distribuição, mas o livro logo mais estará nas lojas de todo o país.


Quem estiver ansioso para ler o livro de Enrico Borghi pode recorrer às livrarias online. Na Saraiva, por exemplo, ‘Valentino Rossi – A obra-prima’ já está à venda.


Boa leitura!

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ADAM & Vale for Charity

Valentino Rossi juntou forças com o designer Aldo Drudi e a Opel, fábrica de carros subsidiária da General Motors, em uma iniciativa que vai arrecadar fundos para o Hospital Infantil Meyer, em Florença, na Itália.

Rossi e Aldo Drudi trabalharam na personalização do ADAM (Foto: Divulgação/Opel)
Livro com história de Rossi na Yamaha será lançado no Brasil

Inspirados nos gráficos que sempre estiveram presentes nos capacetes, carros e motos do multicampeão, Rossi e Drudi customizaram um Opel ADAM, que será colocado em leilão durante um evento beneficente em dezembro.

Durante três meses, uma equipe de quatro pessoas chefiada por Drudi trabalhou no layout do carro, que tem sua parte interna feita pela Dainese, a empresa que faz o macacão do piloto da Yamaha.

“Como eu poderia resistir a este desafio?” comentou Rossi, que apresentou o carro no EICMA, o Salão das Duas Rodas de Milão. “A tarefa era inventar um carro completamente novo e por uma boa causa. Assim que falei com a Opel, comecei a discutir com Drudi o design deste ADAM especial”, contou.

A parte interna do carro foi feita pela Dainese (Foto: Divulgação/ Opel)
O famoso designer explicou que foi difícil concluir o layout do veículo, já que ele e Valentino mudavam o projeto o tempo todo. “Para dizer a verdade, a fase de design levou um tempão”, explicou Aldo.

“Levou horas de trabalho duro, mas, vocês conhecem Valentino, é difícil agradá-lo. E eu também sou assim”, comentou. “Dezenas de desenhos foram produzidos, vários telefones e toda vez nós decidíamos mudar algo e começava tudo outra vez. Em outras palavras, foi um trabalho exaustivo, mas valeu o esforço”, completou.

Até a data do leilão – que ainda não foi definida –, o carro ficará exposto na ADAM Store de Milão.

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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Bem cotado

Jorge Lorenzo não conseguiu bater Marc Márquez na temporada 2013 da MotoGP e conquistar o tricampeonato, mas segue um dos pilotos mais bem cotados do Mundial. No ano passado, antes de renovar seu vínculo com a Yamaha, o espanhol chegou a ser procurado pela Honda, mas acabou decidindo permanecer em Iwata.

A Honda, entretanto, não desistiu de contratar o piloto de Palma de Mallorca e, em entrevista ao diário espanhol ‘Marca’, Shuhei Nakamoto, vice-presidente executivo da HRC, admitiu que vai conversar com Jorge visando 2015.

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Nakamoto afirmou que vai conversar com Lorenzo visando temporada 2015 (Foto: Repsol)
“Márquez, [Dani] Pedrosa e também Jorge Lorenzo têm dois anos de contrato e nós vamos falar com eles”, afirmou.

Perguntado se a Honda conversaria com os três, Nakamoto foi enfático: “Sim”.

Após a prova em Valência, Lorenzo foi questionado sobre as declarações do dirigente nipônico e afirmou que é feliz na Yamaha e planeja se aposentar correndo pela marca dos três diapasões, mas deixou claro que quer uma moto melhor.

“Eu continuo pensando a mesma coisa, sou piloto Yamaha, estou muito contente aqui, me tratam muito bem e a minha intenção é me aposentar nesta equipe”, declarou. “Alguns anos eles me deram a melhor moto, outros nem tanto, creio que há margem de melhora e estou certo de que eles vão trabalhar duro para me dar a melhor moto possível no próximo ano. Tenho certeza”, completou.

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domingo, 10 de novembro de 2013

Senhor dos recordes

Aos 20 anos e 266 dias, Marc Márquez se tornou o mais jovem campeão da história da MotoGP. O piloto da Honda resistiu à pressão de Jorge Lorenzo e não entrou no jogo do espanhol, que retardou o ritmo do GP da Comunidade Valenciana para tentar forçá-lo a errar.

Com o resultado deste domingo (10), Marc tomou para si a marca de mais jovem vencedor, que estava em poder de Freddie Spencer desde 1983. Fast Freddie, aliás, havia conquistado o título aos 21 anos e 258 dias.

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Márquez é o mais jovem campeão da história da MotoGP (Foto: Red Bull)
Com a carreira marcada pela precocidade, o recorde deste fim de semana não foi o único arrematado pelo titular da Honda. Ao longo da temporada, Marc tomou para si muitas outras marcas:

GP do Catar – Losail

Durante GP do Catar, sua estreia na MotoGP, Marc anotou 1min55s445 e, aos 20 anos e 49 dias, se tornou o mais jovem a cravar a volta mais rápida em uma corrida, também destronando Spencer. O terceiro lugar em Losail também deu ao estreante a marca de mais jovem a subir no pódio da classe rainha, que estava nas mãos de Norick Abe desde 1995.

GP das Américas – Austin

O estreante circuito do Texas viu Márquez escrever novos parágrafos em sua biografia. Dominante ao longo de todo o fim de semana, o piloto de Cervera se tornou o mais jovem pole da divisão principal do Mundial (20 anos e 62 dias), batendo Spencer. No dia seguinte, Marc faturou seu primeiro triunfo, também tirando de Fast Freddie uma marca de precocidade que perdurava desde 1982.

Como se não bastasse, Marc ainda passou Randy Mamola – como o mais novo a subir no pódio duas vezes seguidas – e Dani Pedrosa – o mais novo a vencer em três categorias diferentes.

GP da Espanha – Jerez

Com 20 anos e 77 dias, Marc tirou de Lorenzo o recorde de mais jovem a subir no pódio três vezes consecutivas.

GP da França – Le Mans

Em Le Mans, Márquez voltou ao pódio e igualou a marca de Max Biaggi, que também esteve no top-3 quatro vezes seguidas em seu ano de estreia.

GP da Alemanha – Sachsenring

Com seu segundo triunfo no ano, Marc igualou o desempenho registrado por Spencer, Luca Cadalora, Biaggi, Valentino Rossi e Pedrosa em suas temporadas de estreia na MotoGP.

GP dos Estados Unidos – Laguna Seca

Com uma atuação esplêndida em Laguna Seca, com direito a uma ultrapassagem em Rossi em pleno Saca-Rolha, o titular da Honda se tornou, aos 20 anos e 154 dias, o piloto mais novo a conquistar duas vitórias consecutivas na elite do Mundial. A marca anterior, que tinha sido estabelecida em 1983, também pertencia a Spencer (21 anos e 104 dias).

Além disso, Marc foi o primeiro debutante a conseguir tal feito desde Kenny Roberts, em 1978.

Nos últimos quatro anos, Marc conquistou três títulos mundiais (Foto: Repsol)
GP de Indianápolis – Indianápolis

Spencer perdeu mais um recorde para Márquez na pista de Indiana, já que o piloto espanhol se converteu no mais jovem a conquistar três triunfos seguidos na MotoGP, com 20 anos e 182 dias.

A vitória na lendária pista norte-americana também colocou o novato em um seleto grupo de pilotos que conseguiram em um mesmo ano três vitórias num único país. O grupo contava com Jorge Lorenzo, que em 2010 venceu em Jerez de la Frontera, Montmeló e Valência, e Casey Stoner, que em 2011 ficou com o topo do pódio de Montmeló, Aragón e Valência.

GP da República Tcheca – Brno

A sequência de vitórias continuou em Brno, dando a Márquez, aos 20 anos e 189 dias, a alcunha de mais novo a garantir quatro triunfos seguidos. O registro anterior pertencia a Mike Hailwood, que o fez aos 22 anos e 139 dias. Também, o irmão mais velho de Álex se tornou o piloto com mais vitórias em seu ano de estreia: 5.

GP da Inglaterra – Silverstone

Com o terceiro lugar no GP da Inglaterra, Marc chegou ao seu 11º pódio no ano, tirando de Rossi o recorde de pódios no ano de estreia, estabelecido pelo italiano em 2000. A quinta pole, aliás, também significou um recorde para um estreante.

O piloto espanhol saiu de Silverstone com 233 pontos, tirando de Pedrosa o recorde de pontuação de um novato. Em 2006, Dani somou 215 pontos em sua estreia na MotoGP.

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GP da Comunidade Valenciana – Circuito Ricardo Tormo

Com o triunfo desde domingo, Márquez se tornou o quarto piloto nos 65 anos de história do Mundial, a conquistar títulos em três categorias diferentes. Os outros três integrantes deste grupo são: Mike Hailwood, Phil Read e Valentino Rossi.

O pódio em Valência foi o 16º conquistado por Marc em 2013 – o maior número de top-3 conquistados por um novato na classe rainha. Além disso, o jovem de Cervera garantiu a pole-position nove vezes, o que também é o melhor registro de um estreante.

Por fim, o total de 334 pontos é o maior número de pontos somados por um debutante na classe rainha.

sábado, 9 de novembro de 2013

Márquez VS. Lorenzo



Dentro de algumas horas, Marc Márquez e Jorge Lorenzo vão para a pista do circuito de Valência para definir o campeão de 2013. O piloto da Honda tem 13 pontos de vantagem na classificação do Mundial e deu um importante passo na tarde deste sábado (9) rumo à conquista de seu primeiro título na classe rainha, quando faturou sua nona pole na temporada.

O jovem espanhol aproveitou que o rival da Yamaha teve problemas com sua M1 e cravou um temporal para garantir a posição de honra do grid. Marc registrou 1min30s237 em seu melhor giro e ficou 0s304 à frente de Lorenzo. Dani Pedrosa completa a primeira fila.

Márquez e Lorenzo definem título da MotoGP neste fim de semana (Foto: Repsol)
Além da pole, Marc tem o histórico da pista valenciana a seu favor. Desde a introdução da era quatro tempos, em 2002, a Honda é a fabricante mais bem sucedida no circuito Ricardo Tormo, acumulando sete vitórias, contra duas da Ducati e outras duas da Yamaha.

Somado ao histórico da Honda em Valência, outro fator pode contar a favor de Marc: a presença de Pedrosa na primeira fila. Dani é o piloto mais bem sucedido no circuito Ricardo Tormo, tendo conquistado seis vitórias. Além disso, em todas as corridas da MotoGP realizadas no traçado espanhol, o vencedor saiu de uma das três posições da primeira fila do grid de largada.

Para ficar com o título, Marc precisa completar a prova dentro do top-4 em caso de vitória de Lorenzo. Se o bicampeão ficar em segundo, Márquez ganha um respiro ainda maior, podendo encerrar a prova em uma das oito primeiras colocações.

Ao longo de toda a temporada, Márquez ficou fora do pódio em apenas duas ocasiões: os GPs da Itália e da Austrália. No caso da prova em Mugello, o espanhol abandonou após um acidente. Em Phillip Island, o piloto de 20 anos foi desclassificado por não obedecer o limite máximo de voltas antes da parada obrigatória para troca de pneus.

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Ao longo da temporada 2013, Lorenzo somou mais vitórias do que Márquez
Vendo o histórico dos dois ao longo da temporada, é difícil não ver Márquez como favorito, mas Lorenzo também têm lá suas cartas na manga. A principal delas, aliás, é sua experiência.

Na MotoGP desde 2008, Lorenzo sabe que o caminho mais curto até o tricampeonato e pressionar Marc e forçá-lo a errar. Ao longo do fim de semana, Jorge fez o que pôde para jogar a pressão para o outro lado do muro, mas, apesar de muitos avaliarem que o estreante corre mais riscos do que o necessário, Márquez não colocou sua posição em risco em momento algum.

Para a corrida, Jorge tem a opção de segurar o ritmo e atrair mais pilotos para a ponta, aumentando a chance de Marc errar ou até mesmo ser ultrapassado. Mas esta é uma tática conhecida por Emilio Alzamora, o mentor de Marc.

Em 1999, o espanhol disputava o título com Marco Melandri, que tentou essa manobra para batê-lo. Alzamora optou pela segurança e não entrou no jogo do rival, garantindo o título das 125cc com um segundo lugar no GP da Argentina e um ponto de vantagem. Ao italiano restou o vice-campeonato e uma punição por guiar de maneira imoral.

Márquez é um jovem impetuoso e não é lá dos mais conformistas, mas não vai partir para o tudo ou nada em uma prova tão importante. Marc sabe que tem tudo a perder se não se controlar. O companheiro de Dani Pedrosa sabe muito bem soltar a fera que tem dentro de si, mas também sabe quando é a hora de usar a cabeça.

O estreante deixou claro que se sente mais seguro – e concentrado – rodando no limite, mas também reconheceu que sabe o que está em jogo. A duelo em Valência coloca frente a frente a experiência de Lorenzo e o arrojo de Márquez. Veremos para que lado a balança pesa.

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A arte é de Felipe Tesser
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Matemática do Mundial (3)


O GP da Comunidade Valenciana, que acontece no próximo domingo (10), será decisivo para a MotoGP e para Moto3. As categorias inicial e rainha do Mundial de Motovelocidade verão seus campeões serem definidos no circuito Ricardo Tormo, palco da última prova do calendário.

Depois de perder dois match points – Austrália e Japão –, Marc Márquez terá mais uma chance de assegurar o título em sua primeira tentativa, mas segue ameaçado por Jorge Lorenzo. A dupla chega à Espanha separada por 13 pontos, mas o passado recente ensina que tudo pode acontecer.

Lorenzo pressiona Márquez na esperança de forçar um erro do novato (Foto: Repsol)
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Para se tornar o mais jovem campeão da história da divisão principal, Márquez precisa dos seguintes cenários:

- Se Lorenzo vencer a corrida, Marc precisa terminar a prova dentro do top-4;

- Se o piloto da Yamaha ficar com o segundo posto, Márquez tem de ficar entre os oito melhores;

- No caso do bicampeão conquistar o terceiro lugar em Valência, o piloto da Honda terá de receber a bandeirada entre os 12 primeiros;

- Se Lorenzo completar a disputa na quarta colocação, Marc pode terminar em qualquer uma das 15 primeiras posições;

- No caso de Jorge ficar fora do top-4, Márquez será automaticamente coroado campeão.

O título da Moto3 também será definido neste fim de semana, mas a situação na categoria inicial é pouco mais imprevisível. Luis Salom, Maverick Viñales e Álex Rins são, respectivamente, os três primeiros colocados no Mundial e estão separados por apenas cinco pontos.

Salom, Viñales e Rins prometem um verdadeiro show na manhã de domingo (Foto: Gold & Goose/KTM)
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Com uma diferença tão pequena, qualquer um dos três que receber a bandeirada na primeira colocação será declarado campeão, independentemente do resultado de seus rivais.

Se nenhum dos três vencer, Salom e Viñales seriam campeões se terminassem em segundo. Nessa mesma situação, Rins seria campeão se terminasse em segundo e desde que Luis não fosse o terceiro colocado. Nesse último cenário, o piloto da Red Bull KTM Ajo ficaria com o troféu.

Um bom companheiro


Marc Márquez e Jorge Lorenzo são os únicos com chances de conquistar o título da MotoGP em 2013, mas Dani Pedrosa e Valentino Rossi podem ter uma participação importante nesta disputa.

Com 13 pontos de vantagem na classificação, Marc precisa completar o GP de Valência no top-4 para assegurar seu primeiro título na classe rainha do Mundial de Motovelocidade – mesmo em caso de vitória de Lorenzo.

Assim, ao piloto da Yamaha resta torcer por um erro do estreante ou vencer e rezar para que pelo menos três pilotos consigam se instalar entre ele e Márquez. E é exatamente aí que entram Rossi e Pedrosa.

Fora da briga, Pedrosa e Rossi podem pesar na luta pelo título de 2013 (Foto: Repsol)
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Vivendo uma boa fase com o companheiro de equipe, Valentino se colocou a disposição e disse que fará o possível para ajudar Lorenzo a conquistar o tricampeonato.

“Acho que a melhor maneira de ajudar Jorge é tentar chegar na frente de Marc”, avaliou. “Sei que isso é muito difícil, mas certamente vou tentar”, garantiu.

“Para mim, os dois pilotos merecem o título, pois Jorge fez um trabalho fantástico e, claro, como um novato, Marc também. Agora eles têm de decidir tudo em uma corrida”, ressaltou. “Marc tem alguma vantagem, mas decidir tudo em uma única chance é sempre difícil, mas muito divertido”, completou o italiano, que perdeu o título de 2006 para Nicky Hayden na última prova do ano.

Ao contrário de Valentino, entretanto, Pedrosa não pareceu muito disposto a ajudar e avaliou que Márquez é capaz de conquistar o título sem precisar de auxílio.

“Bom, como todos sabem, não existe ordem de equipe na HRC”, assegurou. “Acho que ele tem 13 pontos de vantagem e esteve no pódio em todas as corridas, então ele é completamente capaz de fazer isso”, continuou.

Embora descarte ordens de equipe, Dani tem uma forma de ajudar Marc: vencendo o GP da Comunidade Valenciana. Se Lorenzo não vencer a prova no circuito Ricardo Tormo, Márquez pode garantir o título se terminar no top-8.

“Vou dar o meu melhor na corrida e vencer é a melhor forma de ajudar o time”, completou o espanhol, que soma oito pódios no circuito valenciano, incluindo vitórias em 2012, 2009 e 2007 pela MotoGP, 2005 e 2004 nas 250cc, e 2002 nas 125cc.

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