quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Pré-acordo

A rádio espanhola ‘Onda Cero’ noticiou na noite de quarta-feira (15) que Jorge Lorenzo tem um pré-acordo com a Ducati para a temporada 2015 da MotoGP. O atual vínculo do bicampeão com a Yamaha chega ao fim neste ano.

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Contrato de Lorenzo com a Yamaha chega ao fim em 2014 (Foto: Yamaha)
De acordo com o jornalista Rafa Fernández, Lorenzo vai receber de Borgo Panigale algo em torno de €15 milhões (aproximadamente R$ 48 milhões), contra os € 9 milhões que recebe de Iwata. Pelo contrato com a marca dos três diapasões, Jorge recebe um bônus de € 1 milhão em caso de título.

Segundo a publicação espanhola, foi Gigi Dall’Igna, novo diretor-geral da Ducati Corse, quem procurou o piloto de Palma de Mallorca. A dupla trabalhou junta quando Jorge conquistou o bicampeonato nas 250cc correndo pela Aprilia.

Desde a aquisição da Ducati pela Audi, uma grande reestruturação vem sendo feita na fábrica de Bolonha, mas a expectativa é de que uma evolução no desempenho da Desmosedici ainda leve alguns anos mais.

Vale lembrar que Shuhei Nakamoto, vice-presidente executivo da HRC, já declarou seu interesse em contar com o espanhol. Em meados deste ano, as negociações entre equipes e pilotos devem se intensificar, já que os principais astros ficam livres de suas amarras. É o caso de Lorenzo, Marc Márquez, Dani Pedrosa e também de Valentino Rossi.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A melhor da história

O Rali Dakar ainda não acabou, mas Laia Sanz já fez história. Nesta terça-feira (14), a espanhola registrou o melhor resultado de uma mulher em uma etapa da competição. Defendendo as cores do braço argentino da Honda, a 15 vezes campeã mundial – com 13 títulos de Trial e outros dois de enduro – completou o nono estágio, realizado entre Calama e Iquique, no Chile, em 5h03min39s, garantindo o sétimo posto na especial de 422 km.

Inicialmente, Laia tinha fechado a etapa na nona colocação, mas punições aplicadas a Joan Barreda – por exceder a velocidade permitida em um trecho com radar – e Jordi Viladoms – por troca de motor – resultaram em uma melhora na posição da espanhola.

Sanz registrou o melhor resultado de uma mulher em uma especial na história do Dakar (Foto: Honda)
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Com o resultado obtido no Chile, Laia supera Andrea Mayer, que em 2002 tinha registrado o melhor resultado de uma mulher no Dakar, com um oitavo posto.

Em termos de classificação geral, o melhor resultado entre as mulheres foi obtido por Christine Martin, que completou o Dakar de 1981 na décima colocação. No momento, Sanz tem a 16ª posição. Antes de embarcar para a América do Sul, Laia declarou que sua meta era terminar a disputa entre os 25 ou 30 melhores.

“Nunca tinha imaginado que poderia acabar entre os dez primeiros”, disse Laia. “Quando eu cheguei ao reabastecimento, vi que não vinha ninguém atrás e comecei a pensar que estava fazendo uma boa etapa, mas eu achava que ficaria entre os quinze primeiros”, contou.

“Estou super contente, mas eu termino assim todos os dias. Está sendo um Dakar muito bom para mim”, avaliou a pilota, que conta com uma Honda CRF450 Rally. “Me sinto bem com a mina pilotagem e a moto está incrível. Além disso, os resultados acompanham. O que mais eu posso pedir?”

“O 12º posto do ano passado foi muito bom, mas, no fundo, foi uma etapa rara, em que perdemos muita gente”, lembrou, citando seu melhor resultado no Dakar até então. “Esta vez foi uma etapa normal e isso me faz ficar ainda mais satisfeita”, completou.

A edição 2014 do Dakar tem Marc Coma como líder após nove estágios. O espanhol da KTM tem 55min36s de vantagem para Barreda, o segundo colocado. Viladoms ocupa o terceiro posto. Pentacampeão do rali, Cyril Despres sustenta o oitavo lugar, 2min30min13s atrás do líder.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Coração de ouro

Cal Crutchlow encontrou uma maneira diferente de aproveitar as férias da MotoGP. O agora piloto da Ducati se casou no último dia 5 com sua namorada de longa data, Lucy, e foi para o México em lua de mel.

Pelo Twitter, Cal revelou que ele e Lucy se envolveram em um trabalho social durante a viagem. Em parceria com as ONGs ‘Homes of Hope’ e ‘Do More Than Sport’, o britânico e a esposa ajudaram a construir uma casa para uma família mexicana.

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Crutchlow ajudou a construir casa no México (Foto: Cal Crutchlow/Twitter)
“Hoje Lucy e eu tivemos uma grande lição de humildade”, escreveu Crutchlow em sua conta no serviço de microblog. “Nós tivemos a oportunidade de construir uma casa no México para uma família que nunca teve uma casa adequada”, continuou.

“Nós achamos que depois de ter uma semana tão especial, é simplesmente muito importante retribuir”, declarou. “Nós amamos! Obrigado ‘Homes of Hope’ e ‘Do More Than Sport’.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Adam & Vale for Charity (3)

Em parceria com a Opel, uma subsidiária da General Motors, Valentino Rossi customizou um ADAM que foi colocado em leilão no eBay para arrecadar dinheiro para o Hospital Infantil Meyer, em Florença, na Itália. O carro foi decorado usando os tradicionais gráficos criados por Aldo Drudi para os capacetes, carros e motos do piloto da Yamaha.

Opel ADAM foi leiloado para arrecadar dinheiro para hospital na Itália (Foto: Opel)
No leilão, que chegou ao fim no último dia 24, o ADAM recebeu 114 lances, arrecadando € 30.450 (aproximadamente R$ 98 mil).

“Foi divertido ver a corrida entre os fãs se acirrando e ver todos os dias o aumento na arrecadação de fundos para o Meyer nos encheu de orgulho”, disse Roberto Matteucci, diretor-executivo da General Motors Itália.

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Superprestigio Dirt Track (2)

Não deu para Marc Márquez. O jovem espanhol bem que tentou, mas foi Brad ‘The Bullet’ Baker quem saiu vitorioso de Palau Sant Jordi na noite de sábado (11), quando foi realizado o Superprestigio Dirt Track.

Oito mil pessoas compareceram à arena instalada na montanha de Montjüic para acompanhar o confronto entre os ases das pistas e os reis do dirt track. Além de Márquez, pilotos como Álvaro Bautista, Maverick Viñales, Aleix Espargaró, Tito Rabat e Álex Rins foram para a pista para representar a motovelocidade.

Brad Baker saiu vitorioso de Palau Sant Jordi (Foto: Facebook/Superprestigio Dirt Track)
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Como era de se esperar, Márquez, que começou no esporte no motocross, brilhou, assim como Baker, que venceu cada uma das baterias que disputou.

Na superfinal, o confronto entre os dois fez a alegria dos fãs, já que Márquez não se curvou a experiência de Baker, que é apenas um dia mais novo que o espanhol. Os dois trocaram de posição algumas vezes, mas um toque acabou resultando em uma queda de Marc e dando a vitória ao norte-americano. A segunda colocação ficou com Tito Rabat, com Kenny Noyes ocupando o terceiro posto.

“Foi uma pena a queda, mas estou contente pelo espetáculo, pois ninguém se machucou e porque vimos que não estamos tão longe dos americanos”, disse Márquez, que foi o principal incentivador da prova. “Claro que quero repetir no ano que vem. Quero voltar à pista contra Brad”, garantiu o piloto da Honda.

“Então eu estarei aqui”, completou ‘The Bullet’.

O site oficial da MotoGP acompanhou o evento em Palau Sant Jordi e preparou um vídeo com os melhores lances da corrida.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Superprestigio Dirt Track

O Mundial de Motovelocidade ainda não iniciou os trabalhos da temporada 2014, mas nem por isso os pilotos estão longe das corridas. Neste sábado (11), nomes com Marc Márquez, Alex Espargaró, Maverick Viñales, Álvaro Bautista e Álex Rins entram na pista para o Superprestigio Dirt Track.

O Superprestigio é um evento indoor que está sendo realizado no Palau Sant Jordi, uma arena multiuso localizada na montanha de Montjüic, em Barcelona, que foi construída para os Jogos Olímpicos de 1992.

Márquez e Brad 'The Bullet' Baker são os principais destaques do Superprestigio (Foto: Divulgação)
Na competição, que é realizada em uma pista oval de argila compactada, os pilotos podem usar motos 4 tempos de 250cc de enduro, motocross ou supermotard. As motos não tem freio dianteiro.
Os pilotos estão separados em três categorias:

- Superprestigio: que reúne pilotos de motovelocidade;

- Open: que basicamente reúne pilotos experientes em enduro, motocross e supermotard;

- Junior: com pilotos de até 18 anos.

O formato do Superprestigio Dirt Track é composto por etapas eliminatórias curtas e repescagem, que levam os oito melhores à final. Ao contrário das demais, a categoria Superprestigio tem quatro baterias finais, a última delas com o dobro de voltas: 16.

A última prova do dia colocará lado a lado os três melhores da Open e da Superprestigio, em uma Superfinal que terá ainda outros dois participantes escolhidos pela organização.

A lista de pilotos de motovelocidade participantes é composta por Marc Márquez, Lorenzo Baldassari, Tito Rabat, Kenny Noyes, Christian Iddon, Julián Simón, Aleix Espargaró, Kyle Smith, Johann Zarco, Bradley Smith, Maverick Viñales, Álex Rins, Jonas Folger, Ricky Cardús, Xavier Fores, Marcel Schrotter, Álvaro Bautista e Jordi Torres.

Na categoria Open, o principal destaque é Brad ‘The Bullet’ Baker, que com 20 anos, a mesma idade de Márquez, é o campeão norte-americano de dirt-track.

O Superprestigio é evento tradicional na Espanha, que foi realizado pela primeira vez 1981, e este ano é organizado por Jaime Alguersuari, pai do piloto homônimo, e também editor da revista espanhola ‘Solo Moto’.

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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Negativa

A Ducati negou os rumores de que pretende disputar a temporada 2014 da MotoGP apenas dentro do regulamento Open, onde os protótipos tem que utilizar hardware e software Magneti Marelli, tem um tanque combustível com capacidade para 24 litros e um limite de 12 motores por ano.

Os boatos ganharam força após uma entrevista concedida por Andrea Dovizioso ao site italiano ‘GPOne’, quando o piloto afirmou que a decisão sobre a mudança seria tomada após a primeira bateria de testes da pré-temporada, que acontece entre os dias 4 e 6 de fevereiro no circuito de Sepang, na Malásia.

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Ducati negou que considera opção de abandonar status de fábrica (Foto: Ducati)
Procurada pelo site britânico ‘Bike Sports News’, a Ducati negou que considera a opção de abandonar o status de fabrica e afirmou que seus pilotos conduzirão uma comparação entre a GP13 e a GP14 durante os exercícios malaios.

“A Ducati acha que é importante explorar o potencial do novo regulamento Open, também porque este pode ser o futuro do regulamento técnico da MotoGP e, por esta razão, decidiu inscrever este ano uma moto GP13 com Yonny Hernández na Pramac nesse regulamento”, disse Julian Thomas, porta-voz da fábrica de Bolonha. “Atualmente, não há nenhum outro plano em relação à opção Open e todos os outros pilotos Ducati farão testes comparativos com as motos de fábrica GP13 de GP14 no primeiro teste em Sepang, entre 4 e 6 de fevereiro”, completou.

Development Report #4

A Suzuki lançou nesta sexta-feira (10) o último episódio da série de quatro documentários que mostra o programa de testes da XRH-1, a moto que está sendo desenvolvida pela equipe nipônica para seu retorno ao Mundial de Motovelocidade. No ano passado, a marca anunciou que voltará ao grid da MotoGP em 2015.

Randy De Puniet é o piloto de testes da Suzuki (Foto: Suzuki)
No último episódio da série, a Suzuki mostra os testes de Misano e Mugello, além dos bastidores do desenvolvimento do protótipo em Ryuyo.

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Pequeno atraso

O Governo de Goiás está investindo R$ 30 milhões na reforma do Autódromo de Goiânia, mas as obras sofreram um ligeiro adiamento por conta do clima. Inicialmente, o circuito seria entregue no dia 27 de abril, quando receberia uma etapa da Stock Car, mas a competição nacional terá de mudar seu calendário.

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Previsão é de que obra no autódromo de Goiânia seja inaugurada com Stock Car (Imagem: Divulgação)
Ao High Side, a Agetop, Agência Goiana de Transportes e Obras, confirmou a mudança na data de inauguração. “A entrega das obras do autódromo está prevista para maio deste ano”, disse a pasta por meio de sua assessoria de imprensa.

A reforma do circuito contempla a troca completa do pavimento, a substituição dos boxes, a remodelação completa da torre de cronometragem e a construção de uma pista de arrancada, além da construção de um parque, com pistas de skate e patinação.

Open

A Ducati ainda não encontrou uma maneira de bater Honda e Yamaha, mas está disposta a seguir tentando. Em entrevista ao site italiano ‘GPOne’, Andrea Dovizioso confirmou que o time de Borgo Panigale está disposto a perder o status de time de fábrica e correr na classe Open.

A partir do próximo ano, a MotoGP aposenta as CRT e coloca no grid a nova categoria Open, uma subdivisão onde os protótipos obrigatoriamente utilizam hardware e software Magneti Marelli, tanque de combustível com capacidade máxima para 24 litros e 12 motores por temporada.

Ducati venceu pela última vez na MotoGP em 2010, quando Casey Stoner subiu no topo do pódio no GP da Austrália (Foto: Ducati)
Nos protótipos da MSMA, a Associação dos Fabricantes de Motocicletas Esportivas, o tanque de combustível tem capacidade para 20 litros, com um limite de seis motores por ano. Além disso, as equipes de fábrica podem usar software próprio.

De acordo com Dovizioso, a Ducati ainda não decidiu que rumo seguir, mas os testes da Malásia serão decisivos para esta escolha.

“Não teve nenhuma definição, mas é assim: em Sepang, depois de testarmos, vamos decidir que caminho tomar”, explicou Andrea.

O piloto, entretanto, disse que só poderá opinar sobre a mudança após testar a moto e lembrou que nos exercícios realizados em Jerez de la Frontera, quando Yonny Hernández estreou a versão Open da fábrica de Bolonha, as novas motos e os protótipos  de fábrica tiveram uma performance semelhante.

“Em Jerez, na verdade, a diferença entre fábrica e Open foi mínima”, apontou. “Eles também disseram que a resposta do motor muda com quatro litros a mais de gasolina, mas como?”, questionou. “Temos de testar e ver se há alguma mudança positiva. Sem testar, não podemos discutir.”

Se for confirmada, a mudança para a classe Open pode ser uma bela arma da Ducati, já que além de contar com um tanque de combustível maior e mais motores por temporada, o time vermelho também escaparia do congelamento dos propulsores, ganhando a chance de avançar em seu desenvolvimento, agora comandado por Gigi Dall’Igna.

Outro ponto atrativo para a mudança da Ducati é o fato de a MotoGP caminhar rumo a configuração Open. Para reduzir os custos e aumentar o número de motos competitivas no grid, o Mundial considera a possibilidade de usar um software padrão, algo que seguidamente é rejeitado pela Honda. Caso a proposta seja aceita, a Ducati teria uma grande margem em relação às rivais.

A primeira bateria de testes da pré-temporada 2014 acontece entre os dias 4 e 6 de fevereiro no circuito de Sepang.

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